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BH: Oferta de imóvel popular em expansão

quinta-feira, 22 de março de 2012

Mesmo com muito atraso nas obras, construtoras lançarão apartamentos de até R$ 150 mil neste ano.
As principais empresas do setor imobiliário garantem: o preço dos imóveis vai continuar subindo em Belo Horizonte e região metropolitana, mas de uma forma menos intensa do que a registrada nos últimos dois anos. Para a população de baixa renda, a perspectiva para a compra da casa própria é positiva, com oportunidades dentro do programa do governo federal "Minha casa, minha vida 2", que oferece imóveis de até R$ 250 mil.

Segundo o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-Secovi), Evandro Negrão de Lima Júnior, os imóveis que custam até R$ 150 mil atendem às famílias que recebem até três salários mínimos, cerca de R$ 1.866, e estão inseridos na segunda fase do programa federal. Essa faixa de renda detém o maior déficit habitacional, com alta demanda e pouca oferta. "As construções de imóveis para a baixa renda dependem exclusivamente dos subsídios do governo para as taxas de juros e disponibilidade de crédito, e por isso requerem toda uma conjuntura política para serem executadas", explica Lima Júnior.

A boa notícia é que, ainda de acordo com o presidente da CMI-Secovi, as obras do programa federal finalmente estão sendo realizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). "Mesmo com muito atraso nas obras, que ficaram paralisadas por grande parte do ano passado, é possível esperar uma nova oferta de imóveis de até R$ 150 mil para este ano."

Segundo balanço divulgado neste mês pelo governo federal, o programa "Minha casa, minha vida 2" contratou novas moradias para 457 mil famílias em todo o país. Uma família pode financiar a casa própria com taxa de juros diferenciada, subsídio para complementação do financiamento, além da redução ou isenção do pagamento do seguro do contrato habitacional. Esses benefícios são válidos apenas para imóveis novos ou em construção.


Financiamento

Para o diretor executivo da incorporadora PDG, construtora que atua em toda a América Latina, Astério Vaz Safatle, Belo Horizonte e região metropolitana estão no foco dos investimentos, com a oferta de imóveis de até R$ 200 mil. Mesmo com os impasses para receber o subsídio do governo federal para o "Minha casa, minha vida 2" e a alta dos preços dos terrenos, Safatle garante que o bom relacionamento com a Caixa Econômica Federal, responsável pela liberação de crédito, garante o funcionamento contínuo dos negócios.

"Às vezes esbarramos com algum problema burocrático mas, resolvido isso, não encontramos entraves para a liberação de crédito, tanto para construção quanto para a compra dos imóveis", afirma. A PDG atua no mercado de baixa renda na RMBH e Juiz de Fora, na Zona da Mata. As vendas da construtora mais que dobraram entre 2010 e 2011, subindo de R$ 129 milhões para R$ 289 milhões.

A MRV Engenharia e Participações S/A, sediada em Belo Horizonte, também apresenta boas perspectivas para este ano. Durante a primeira fase do programa federal, a empresa, que atua em 18 estados brasileiros, respondeu por 12% dos contratos. Voltada quase que exclusivamente para o segmento de baixa renda, a empresa pretende aumentar a participação na nova etapa. Segundo a assessoria de imprensa da construtora, a alta nos preços dos terrenos na capital mineira tem impulsionado os negócios no interior do Estado.

O diretor da Construtora Excelso, Caio Celso Cardoso, compartilha do entusiamo neste ramo de negócios para este ano. "Somos um país continental com um déficit habitacional enorme para as classes C, D e E. Enquanto houver queda dos juros e disponibilidade de crédito, o setor imobiliário irá crescer", aposta. Segundo ele, atualmente investe-se muito em imóveis de até R$ 150 mil do programa federal e a faixa de renda de até R$ 250 mil tem sido pouco explorada, o que se revelou como uma boa oportunidade de negócio para a empresa.

"Nossos negócios na capital mineira estão voltados para as classes C e D e temos tido grandes resultados neste mercado", revela Cardoso.

Mesmo com toda a expectativa positiva das empresas para os negócios em 2012, é unânime a afirmação de que entre 2010 e 2011 o crescimento dos negócios do setor ficou estável. Além disso, é possível perceber que os preços vão continuar em alta, mas com crescimento bem abaixo do registrado nos últimos dois anos. "O país estava se recuperando de uma estagnação no setor imobiliário e por isso houve a valorização dos imóveis, mas estamos chegando a um equilíbrio de mercado.  possível perceber que caminhamos para uma alta dos preços, mas com percentuais menores", explica o diretor da Construtora Excelso.(Diário do Comércio/ Negócios)

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