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Aluguel sobe mais do que a inflação em Belo Horizonte

terça-feira, 27 de março de 2012

Locação comercial aumentou 1,14% em fevereiro. 
Quem tem imóvel disponível para alugar em Belo Horizonte pode fazer bons negócios neste começo de ano. Enquanto foi registrada deflação de 0,08% na cidade em fevereiro, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis (Ipead), os aluguéis comerciais subiram 1,14% e os residenciais 0,57% no mesmo período, acima da variação dos preços.

No acumulado de 2012, entretanto, o valor da locação de imóveis comerciais subiu 1,51% ante uma inflação de 2,52%. Já no cálculo nos últimos 12 meses, o aumento foi de 12,15% contra um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 6,77%. Entre os residenciais, o aumento nos dois primeiros meses de 2012 foi de 1,51%, enquanto que nos últimos 12 meses a expansão chega a 9,56%.

Esta evolução dos preços, entretanto, aponta para uma acomodação, já que há dois anos os valores passaram por aumentos muito maiores, lembra o vice-presidente de Administradoras de Imóveis do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Fernando Júnior. Outro fator que também explica o aumento de preços é a menor disponibilidade de imóveis residenciais e comerciais para locação, explica.

A oferta residencial apresentou queda de 0,95% em fevereiro, sendo mais significativa a menor disponibilidade de barracões, cujo recuo chegou a 33,33%. Também caíram os números de apartamentos (-0,79%) oferecidos para aluguel e de casas (-1,79%). Entre os comerciais, a redução do total de imóveis disponibilizados para locação foi mais acentuada, de 10,60%, com destaque para lojas (-15,61%), salas (-11,68%) e casas (- 11,06%). Também houve menos oferta de andares corridos (- 3,63%). Apenas o número de galpões foi levemente superior, com crescimento de 0,83% no total de unidades disponíveis para aluguel.

"Nós sabemos que as salas e lojas são muito procuradas e que a disponibilidade delas está baixa em Belo Horizonte", ressalta Fernando Júnior. Este problema tende a se acentuar se a economia do país continuar aquecida. As conseqüências deste cenário, porém, são boas para os proprietários que estão buscando inquilinos, já que o tempo levado para locar o imóvel comercial caiu consideravelmente. Além disso, há poucos imóveis deste tipo em construção na cidade.


Estabilização  

Por outro lado, prevê o vice-presidente da CMI-Secovi, o valor do aluguel residencial tende a se estabilizar. Segundo a pesquisa, que foi realizada pelo Ipead, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais, a locação residencial mais cara da cidade é a das casas localizadas na região Centro-Sul, cujo valor médio é de R$ 7.009,68, seguida pela Pampulha (R$ 3.632,41), enquanto em Venda Nova o valor é de R$ 640,00.

O aluguel de apartamentos também é mais alto na Centro-Sul, R$ 2.311,79 em média, contra R$ 1.377,45 na região Oeste e R$ 1.260,86 na Pampulha. Também neste caso o aluguel mais barato é o de Venda Nova, de R$ 675,00 por mês, perto do valor cobrado no Barreiro (R$ 687,83).

No caso de imóveis comerciais o cálculo é feito por metro quadrado, e o mais caro dele também fica da região Centro-Sul. De acordo com o levantamento, as lojas que dão frente para a rua têm aluguel médio é de R$ 36,46 por metro quadrado, seguidas pelas localizadas na região Oeste (R$ 22,44) e na Nordeste (R$ 22,44).

A Centro-Sul tem também o metro quadrado mais caro para casas comerciais (R$ 27,54 o metro quadrado), e para as lojas internas (R$ 22,31). Já o andar corrido mais caro fica na região Oeste, R$ 33,99, enquanto na Pampulha o valor médio é de R$ 6,60 por metro quadrado. (DiariodoComercio/Economia/27-03)

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