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Especialistas afirmam que ainda vale a pena comprar imóveis para fins locatícios

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

De acordo com levantamento realizado pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), os aluguéis no Brasil vêm caindo. Porém, é preciso ter atenção com a informação. O presidente do Cofeci, João Teodoro da Silva, esclarece que os inquilinos não estão pagando menos, mas sim que os proprietários, atualmente, têm menor rentabilidade que antes. Segundo o estudo, nos últimos cinco anos, o retorno mensal médio da locação era de cerca de 0,65% do valor do imóvel, contra aproximadamente 0,5% hoje, com casos em que a rentabilidade não passa de 0,3%. No entanto, o economista Roberto Piscitelli adianta que, ainda assim, é lucrativo colocar o imóvel para alugar. Afinal, além do recebimento do valor do aluguel, existe a supervalorização do preço de venda da propriedade.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal (Creci-DF), Hermes Rodrigues de Alcântara Filho, conta que a situação da capital não é diferente do resto do Brasil. “Como os imóveis subiram muito, está havendo um realinhamento de preço dos aluguéis”, esclarece. “Os novos contratos estão subindo para acompanhar a valorização. Ou seja, não é que o preço do aluguel caiu, ele continua subindo, mas não acompanha a valorização do próprio imóvel, porque esta é muito maior”, explica. “Por isso consideremos que, na realidade, ele diminuiu”, complementa João Teodoro (Cofeci).

Assim como Piscitelli, Hermes garante que continua sendo um ótimo investimento comprar imóvel para aluguel. “Além do ganho com o aluguel, ainda tem a supervalorização do preço do imóvel caso ele queira vendê-lo mais tarde”, destaca o presidente do Creci-DF. Outra qualidade de alugar a propriedade para um inquilino é poder transferir a maior parte das despesas – impostos, manutenção, segurança – para os locatários. “Manter imóveis fechados é caro”, alerta Piscitelli.

O economista chama atenção para a especulação em relação ao preço dos imóveis. “Em várias situações as cotações são artificiais”, avisa. Por outro lado, como explica, é preciso levar em conta que nem sempre os valores anunciados ou pedidos são os mesmos das transações efetivamente realizadas. “Ultimamente, as pessoas estão investindo em imóveis mais em função das expectativas que se formam em torno de sua possível valorização, isto é, do ganho de capital que pode advir de sua negociação”, observa.

Piscitelli destaca que, nos últimos anos, deu-se uma significativa expansão do crédito destinado à construção e aquisição de imóveis. “É uma das modalidades que mais crescem, no Brasil, onde a participação ainda é modesta quando comparada, por exemplo, com os Estados Unidos”, completa. “Muita gente poderá enfrentar dificuldades com os financiamentos a longo prazo e baixa liquidez desses ativos”, avalia. O economista nota que alugar imóveis era uma alternativa mais procurada quando a inflação era elevada e as opções no mercado financeiro mais reduzidas. “O valor do aluguel, hoje em dia, é mais estável ao longo de períodos anuais. Por outro lado, o estoque de imóveis vem se elevando e com a melhoria dos indicadores de trabalho e renda mais gente tende a trocar o aluguel pela propriedade”, pondera.

Os aluguéis sempre foram baseados em percentual em relação ao preço de comercialização. Nos últimos anos, isso mudou porque o valor locatício não consegue acompanhar percentualmente a acelerada alta do valor de venda dos imóveis. “Os preços imobiliários subiram muito nos últimos tempos. É impossível o preço da locação acompanhá-lo. Talvez, futuramente, até se recupere, mas no momento não há condições para isso”, analisa o presidente do Cofeci.(CorreioWeb/LugarCerto)

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