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BH - Valorização dos imóveis na Capital atinge 23,6%

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Comprar um imóvel em Belo Horizonte está cada vez mais difícil e caro. O metro quadrado residencial fechou 2011 com valorização média de 23,6%, segundo pesquisa da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). Ainda de acordo com a entidade, trata-se da maior alta dos últimos três anos, considerando-se que em 2009 o índice ficou em 22,8%, caindo para 19,86% em 2010.

A escassez de terrenos para novos empreendimentos e a demanda reprimida desde a década de 1980 seriam os fatores que puxaram a alta na Capital. "No médio prazo, não há perspectiva de o mercado baixar os preços. O que poderia acontecer, no médio e longo prazos, é o aumento da oferta. Embora tenha fechado o ano passado com esse aumento 23,6%, a tendência para 2012 ainda é de valorização, porém menor", diz o presidente da entidade, Ariano Cavalcanti de Paula. Apesar de não ter números fechados, a CMI/Secovi-MG acredita que para o segmento de luxo a valorização foi menor, fator que pode ser explicado pela baixa demanda.

Em valores nominais, o levantamento mostra que foram os apartamentos - que representaram 70% do total negociado - os maiores responsáveis pelo encarecimento dos imóveis na Capital. De acordo com Cavalcanti de Paula, esta expansão pode ser identificada, principalmente, no mercado voltado para as classes de média e baixa rendas, cuja demanda continua aquecida. Já o número de pagamentos do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), ainda conforme ele, fechou estável, empatando com os números registrados em 2010.

De acordo com o diretor da Caixa Imobiliária Netimóveis, Kênio Pereira de Souza, o cenário econômico mundial é favorável ao crescimento do setor. "O que estamos vivenciando hoje era algo previsível, principalmente devido ao programa habitacional do governo federal, ao crédito mais barato e à alienação financeira. Toda essa conjuntura favorece a aplicação no mercado imobiliário. A tendência é de ajuste dos preços daqui para frente", explica o especialista.

Segundo ele, nos últimos dois anos o mercado imobiliário na Capital tem apresentado crescimento contínuo. Uma das razões que explica a valorização do setor é a queda de rentabilidade de outras aplicações. O que, de acordo com diretor da Caixa Imobiliária Netimóveis, fez do imóvel um grande negócio nos últimos sete anos, com retorno surpreendente. Ao analisar uma pesquisa da CMI/Secovi-MG, de 2004 a 2011, ele verificou que o preço médio de um apartamento em Belo Horizonte passou de R$ 94 mil para R$ 309 mil no período, ou seja, valorização de 228,7%.

"Essa análise bem conservadora, se focasse os apartamentos na zona Sul, mostraria elevação mais expressiva. Se considerarmos a variação de 228,7% dos apartamentos, a valorização efetiva mensal no período foi de 1,27%, ou seja, 0,28% ao mês, acima da taxa de juros do CDI, que chegou a 0,99%, que é paga somente a grandes investidores", diz Kênio Pereira, ressaltando que, no mesmo intervalo, o preço de alguns terrenos aumentou 600%, enquanto prédios comerciais superaram 400% em três anos.

"Passamos a presenciar a demolição de casas modernas para a construção de edifícios de alto padrão, diante da ausência de áreas livres e da Lei do Uso e Ocupação do Solo, que reduziu em torno de 25% os coeficientes de aproveitamento a partir de 2010", diz.(DiariodoComercio-BH)

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