Pesquize em toda a Web

Acomodação do setor imobiliário não impede valorização acima da inflação

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Apesar da queda no número de transações, valor total dos negócios cresceu sensivelmente



vale do sereno
Os apartamentos representaram 69,41% das vendas de 2011


A quantidade de apartamentos comercializados em 2011 foi 6,6% inferior à registrada no ano anterior, enquanto a área total negociada foi 3,7% menor na mesma base de comparação. Apesar disso, o valor total das transações sofreu expressivo aumento, de 17,71%, movimentando mais de R$ 6 bilhões no período, contra R$ 4,9 bilhões em 2010.

Na avaliação do presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti de Paula, a queda no volume de negociações indica uma acomodação do setor. “É importante lembrar que o preço vai continuar se valorizando acima da inflação, porém, em ritmo menor”, ressalta.

Os apartamentos representaram 69,41% das vendas realizadas em 2011. No ano, foram vendidos 19.445 imóveis, totalizando 2,36 bilhões de metros quadrados. Em 2010, foram 2,45 bilhões de metros quadrados, distribuídos em 20.827 apartamentos. As transações envolvendo casas, que representaram 12,04% do mercado no ano passado, somaram 3.427 unidades em 2011, queda de 17,08% na comparação com 2010, quando foram vendidos 4.133 imóveis do tipo.

Os dados são da pesquisa Evolução das Transações com Imóveis em Belo Horizonte, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-MG) com base na arrecadação da prefeitura com o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Conforme explica o presidente da CMI/Secovi-MG, o mercado imobiliário é cíclico. Para os próximos anos, a expectativa é de redução na quantidade de transações concretizadas e desaceleração gradual da pressão sobre os preços. Passada essa fase, cujo período não foi estimado por ele, a previsão é de retomada da pressão de alta sobre os valores.

A queda drástica nos preços é descartada por Cavalcanti devido à alta demanda pelos apartamentos, principalmente pelos de baixo e médio padrão.

Com relação aos imóveis de alto padrão e luxo, a redução nos preços negociados pode ser mais intensa. “A valorização dos imóveis teve início em 2004 com a recuperação da economia após um período de hiperinflação e trocas consecutivas de moedas”, aponta. A liquidez do mercado brasileiro na época, que permitia os financiamentos, também foi citada por Cavalcanti.

Nos últimos oito anos, o preço médio dos apartamentos em Belo Horizonte subiu 69,24%, passando de R$ 94.972 em 2004 para R$ 308.832,54 no ano passado. No mesmo intervalo, o valor total movimentado pelas vendas dos imóveis saltou de R$ 141,7 milhões para R$ 500,4 milhões, com aumento de 71,6%.

No confronto de 2010 com 2011, o preço médio dos apartamentos também registrou forte alta, passando de R$ 237,2 mil para R$ 308,8 mil, elevação de 30%. Entre 2009 e 2010, os preços aumentaram 18,4%. “É esse percentual que deve começar a reduzir daqui para frente”, comenta. (HojeemDia/EconomiaeNegocios)

0 comentários:

Postar um comentário

  © Blogger template On The Road by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP