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Desaceleração econômica trava setor imobiliário em SP

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


Especialistas, no entanto, questionam validade do estudo do Secovi-SP


O mercado imobiliário paulista já está sendo afetado diretamente pela desaceleração da economia brasileira. Segundo dados divulgados pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) na última terça-feira, (17/01), cerca de 31 mil imóveis novos foram vendidos na capital, o menor número desde 2006. O valor é 20,8% menor do que o registrado em 2010.

A notícia vem na mesma semana em que a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório no qual indica a estagnação da economia brasileira. De acordo com os dados da entidade, a desaceleração econômica dos Estados Unidos, Europa e China vai afetar o crescimento dos países latino-americanos, muito dependentes do capital estrangeiro e do turismo.

"O resultado reflete a desaceleração da economia e a demora do governo em liberar novas regras para o programa Minha Casa, Minha Vida", explicou o economista-chefe da Secovi-SP, Celso Petrucci.

Uma das principais imobiliárias de São Paulo, a Cyrela, já indicou que trabalha com um índide de crescimento menor em 2012. De acordo com o diretor de relações com investidores da empresa, José Florêncio Rodrigues Neto, o mercado não está mais aquecido como antigamente.

"Assumimos a diretriz de crescer de forma orgânica, implicando num crescimento menor", apontou José Florêncio.


Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo, vendas de imóveis novos são as piores desde 2006
Credibilidade
Apesar de a desaceleração da economia brasileira ser um fato consumado, a queda nas vendas de imóves novos em São Paulo não é unanimidade. Especialistas apontam que o estudo da Secovi-SP não inclui em seus dados algumas das maiores empresas, como a Lopes, considerada a maior imobiliária de São Paulo. 
A Lopes, inclusive, prepara um relatório sobre o setor imobiliário paulista que deve ser divulgado até o fim do mês e, apesar de ainda não ter os números definitivos, aponta para uma alta na venda de imóveis na capital. 
O Rio de Janeiro ainda não tem um relatório sobre as vendas de 2011, mas o vice-presidente da Secovi-RJ,  Leonardo Schneider, não crê numa influência da desaceleração econômica na capital fluminense. 
"O ritmo de crescimento certamente não o mesmo de um tempo atrás, mas não é um sintoma que nos preocupe. O mercado de compra e venda é muito volátil e acho que os impactos da desaceleração da economia ainda não podem ser sentidos. Eles só nos atingirão em médio prazo", avalia Schneider. 
"E uma possível queda de preço no Rio é fora de questão. O que vai acontecer é que eles vão subir mais lentamente. O mercado carioca está muito vitaminado pela Olimpíada". (JB)

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