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Classe média compra o segundo imóvel

sábado, 21 de janeiro de 2012


Possibilidade de ganhos de 30% até a entrega das chaves seduz investidores que procuram rentabilidade e segurança

FREDERICO HAIKAL
investimento
Daniel Gustavo, que já conseguiu 34% de valorização em imóvel de Betim


Com a renda turbinada pelo pleno emprego, a classe média voltou com força ao mercado de investimento imobiliários. De acordo com construtoras e imobiliárias da capital, o movimento de venda para investidores nunca esteve tão intenso. Para o setor, investidores são os compradores que possuem casa própria e adquirem um segundo imóvel apontando na sua valorização e no retorno em forma de aluguel.


A consultora financeira e professora do MBA em Gestão Empresarial da FGV/IBS Marlene Hillesheim Kraus sustenta que o investimento na planta é a opção mais rentável para quem tem a possibilidade de esperar a conclusão e resgatar o valor investido. Na entrega das chaves, a valorização pode ser superior a 25%. A economia para quem opta pelo negócio também é grande, de 20% a 30%.


“Do momento da compra à entrega, só existe valorização, ao contrário do imóvel pronto, seja ele novo ou usado, que com o tempo ou manutenção inadequada perde seu valor de venda”, avalia a consultora.

Essa mesma margem de lucro, de 20% a 30%, é o que pretende conseguir Alan Max, de 30 anos, com a venda de duas casas geminadas adquiridas na planta em 2010. Os imóveis, pelos quais pagará R$ 160 mil até o final do contrato, poderão ser vendidos por até R$ 208 mil, segundo ele. Para o médico recém formado, segurança e valorização garantida influenciaram a decisão e estimularam o investimento.


O permissionário de transporte suplementar, Daniel Gustavo Santos Brizon, 31 anos, também deu o mesmo destino à renda extra que tinha há um ano e meio. Ele deverá pagar cerca de R$ 93 mil até o final do contrato, em agosto deste ano, por um apartamento em Betim, na Região Metropolitana.


Há sete meses da entregue, a valorização, garante ele, é de 34%. “Até agosto, quando irei receber as chaves, terei pago cerca de R$ 93 mil e poderei vender por pelo menos R$ 125 mil”, comenta.


O segundo investimento do permissionário foi feito há um mês, em um apartamento no Bairro Betânia, Oeste da capital. Daniel garante que a forma mais segura e lucrativa de investir uma renda extra ou parte do valor poupado durante anos.


Na Rede Imvista, conforme o vice-presidente e diretor comercial, Fabiano Taylor, as vendas na planta para investidores de classe média no ano de 2011 foram 30% superiores em relação a 2010. Segundo ele, foram vendidos cerca de 10 mil imóveis em Belo Horizonte e Região Metropolitana.


“O déficit habitacional é muito grande, então, enquanto existir consumo nessa área terá valorização”, destaca. Na visão de Taylor, é importante que o governo brasileiro não deixe que a economia estrangeira desacelere a nacional, e, para isso, é preciso incentivar a construção civil com a liberação de financiamento e taxa de juros mais baixas.


A Mórus Imóveis também experimenta crescimento semelhante. Segundo o sócio-proprietário da empresa, Marcelo Groppo, o mercado que mais compra hoje é o da classe C. “O grande chamariz são os baixos valores de entrada, que podem ser de até R$ 10 mil”, argumenta. O crescimento nos negócios da empresa voltados para o investidor de renda média foi de 70% em 2011.


Groppo ressalta que o retorno do valor investido pode ser na venda do produto comprado na planta ou no aluguel do imóvel. “Ainda há a possibilidade de repasse do financiamento, caso o proprietário, ou seja, o investidor, opte por resgatar o valor investido antes da entrega do imóvel”, acrescenta.
Do Hoje em Dia - 21/01/2012 

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