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BH Capital do Futuro

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012


12 motivos que sinalizam uma nova era para os belo-horizontinos


2012, 2013, 2014... Sob a perspectiva dos anos que virão, Belo Horizonte decola como a capital do século em investimentos e empreendimentos. A cidade se renova e se reinventa. A Viver Brasil elegeu 12 motivos que vão mudar a cara da capital. Novos espaços culturais, cinemas e salas de exposição. Empresas de tecnologia e institutos de pesquisa se uniram e criaram o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) que segue tendência bem-sucedida em outros estados e países.
A ampliação do metrô promete sair do papel e atingir até 850 mil passageiros por dia, e o BRT, o exclusivo corredor de ônibus, é a aposta para diminuir o tempo dentro dos coletivos. A taxa de desemprego da Grande BH é a menor da história e a cidade cresce vertiginosamente no entorno de Confins, onde aportam investimentos maciços e empreendimentos de grande porte. A educação infantil implantada pela prefeitura de Belo Horizonte agrada a pais e educadores.
Há promessas e anúncios de inauguração de aproximadamente 51 hotéis, centro de convenções, ampliação do número de leitos hospitalares e de transformar Confins em uma cidade-aeroporto. Depois de quase dois anos sem um único estádio na capital, o Mineirão e o Independência devem reabrir suas portas até o final deste ano para a alegria dos torcedores. Tudo isso você verá nas páginas a seguir:
Foto: Lúcia Sebe
Foto: Lúcia Sebe

Aeroporto

Confins será transformado em aeroporto-cidade com capacidade para 37 milhões de pessoas

Terminais e guichês lotados, filas quilométricas, estacionamentos cheios, passageiros sentados no chão. Com capacidade para 5 milhões de pessoas, hoje o Aeroporto Internacional Tancredo Neves recebe bem mais. Em 2011, foram pelo menos 9 milhões de passageiros. Até 2020, a projeção é que esse número atinja 20 milhões.
Para comportar tanta gente, várias obras estão em andamento. O Terminal 1 passa por uma reforma que abrange novas esteiras de bagagem, balcões de check-in, sistema de ar-condicionado, ampliação da área de embarque e desembarque com novas lojas e free shop. Já o Terminal 2 depende da elaboração de projetos básico e executivo para decolar. O processo de licitação está em curso e a expectativa é que o vencedor seja conhecido no início deste ano.
“Os esforços de ampliação da capacidade do aeroporto estão sendo feitos, não apenas em função da Copa do Mundo em 2014, mas principalmente para consolidar o aeroporto como um grande hub de cargas e passageiros para a região Sudeste do Brasil e América do Sul, essencial para impulsionar a diversificação da economia”, diz o subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Luiz Antônio Athayde Vasconcelos.
Os planos são ambiciosos. A intenção é deixar os tempos de aperto para trás e transformar o aeroporto em uma cidade que já tem até nome: Aerotrópolis. A estratégia segue a tendência mundial, dentro do conceito criado pelo professor norte-americano John Kasarda. A proposta é transformar Confins na primeira cidade-aeroporto da América do Sul, com atração de negócios, serviço avançado, manufatura e montagem de produtos de alto valor agregado em seu entorno.
Para os próximos 30 anos, o governo de Minas contratou a empresa Changi Airports International, de Cingapura, para elaborar o plano diretor do aeroporto. Em sua conclusão, o plano projeta Confins em céu de brigadeiro: capacidade para 37 milhões de passageiros em três terminais e três pistas paralelas.  “A grande obra, a duplicação, é como uma asa. Hoje, só existe uma parte. Estão previstas mais duas pistas, que não ficarão prontas até 2014, mas vão dar ao aeroporto importância internacional”, diz o coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Fumec, Eduardo Mesquita. Para o diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, Ronaldo Jenkins, Confins é um dos campeões na saturação. “Uma nova era é questão de tempo. Até lá, será um sufoco. Mas tem tudo para decolar.”

Saiba mais

Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN)
Terminal 1
  • Investimento: R$ 236,65 milhões
  • Área: de 60,3 mil m2 para 67,6 mil m2
  • Capacidade: de 5 milhões para 8,5 milhões
Terminal 2
  • Investimento e área: só serão definidos após conclusão do processo de licitação para contratação da empresa que irá elaborar os projetos básico e executivo
  • Capacidade: 10 milhões
  • Pista: Será ampliada em 600 metros

AEROTRÓPOLIS: Cidade Aeroporto
Passageiros a bordo
  • 2009: 6 milhões
  • 2009-2013: 13 milhões
  • 2014-2018: 17 milhões
  • 2019-2022: 27 milhões
  • 2023-2029: 37 milhões 
Silvestre Andrade Filho: otimista com o BRT
Silvestre Andrade Filho: otimista com o BRT

Transporte

Implantação dos corredores rápidos de ônibus é tentativa de minimizar problemas de transporte de massa

O BRT é um sistema de transporte por ônibus de alta capacidade e qualidade, operado de forma semelhante ao metrô, capaz de atender aos usuários com rapidez e conforto. É uma combinação de infraestrutura viária, veículos, operação, sistemas de controle e informação ao usuário.
Já implantado em países, como Colômbia (Transmilênio), Chile (Transantiago), México (Metrobus), África do Sul (Reya Vaia), China, Estados Unidos, Canadá, além de nações da Europa, esse sistema de transporte conta com veículos modernos, de maior capacidade. Circula em vias exclusivas, dispõe de estações de integração e de transferência ao longo do itinerário, permitindo a cobrança externa da tarifa e embarque em nível, agilizando os tempos de embarque e desembarque e sistemas de controle informatizado.
“O BRT não é a única solução para o transporte de massa, mas uma possibilidade em um conjunto maior de soluções. É apenas uma forma de maquiar a situação, pois daqui a 10 anos teremos que pensar novamente em alternativa de maior capacidade”, avalia Nilson Tadeu Ramos Nunes, chefe do departamento de engenharia de transportes e geotecnia da Escola de Engenharia da UFMG. Para ele, o sistema  BRT vai ajudar pouco à Grande BH, porque quando os ônibus chegarem à área central vão ter a velocidade reduzida e gastar tempo. “Para que o BRT tivesse desempenho adequado, as interferências como passagem de pedestre em nível e intercessão de semáforos teriam que ser revistas”.
Outro problema é que o sistema vai operar com duas estações, a do sistema metropolitano e o municipal, que têm gestões diferentes. O corredor central requer ônibus com portas à esquerda, mas os intermunicipais têm  à direita. “Como isso será resolvido ainda é uma incógnita”, diz Nilson.
Silvestre de Andrade Filho, engenheiro e especialista em trânsito, vê o BRT com otimismo. “Estamos precisando melhorar o transporte público e a filosofia do BRT é de um sistema pensado para vias exclusivas para ônibus ao longo de todo o percurso, maior rapidez da viagem e de embarque e desembarque uma vez que o usuário vai pagar a passagem antes de entrar no ônibus. Essa é a ideia, melhorar a qualidade do serviço de ônibus”.
Divulgação
Divulgação

Saiba mais

  • BRT Antônio Carlos – Pedro I: 16 km, 400 mil passageiros/dia, 43 mil passageiros por hora de pico. Prevê ações não apenas na avenida Antônio Carlos, mas também na Pedro I e na Vilarinho.  A implantação do pavimento rígido na Antônio Carlos deve ser finalizada em agosto de 2012, mas a duplicação da Pedro I, por exemplo, só termina em março de 2013. Valor da obra: 23,1 milhões é do pavimento da Antônio Carlos. 
  • Duplicação da avenida Pedro I: cerca de 3,5 km  entre as avenidas Portugal e Vilarinho para construção da pista exclusiva de ônibus no centro da avenida, e, a partir daí, a implantação completa do BRT Antônio Carlos/Pedro I. Previsão de término: março de 2013. Valor da obra: 173 milhões de reais
  • Interseção Pedro I / Vilarinho: A prvisão de término é janeiro de 2013. Valor da obra:  43,4 milhões de reais 
  • BRT Cristiano Machado: 6 km, 300 mil passageiros por dia, 20 mil por hora de pico. Iimplantação de pavimento rígido (concreto) na avenida Cristiano Machado, trecho entre o túnel da Lagoinha e estação São Gabriel; implantação de plataforma de cinco metros, visando a colocação de dez estações do Sistema BRT. Término: março de 2013. Valor da obra: 36,3 milhões de reais 
Em licitação 
  • BRT área central: cerca de cinco quilômetros. Implantação de infraestrutura de sistema de transporte coletivo por ônibus de alta capacidade através da requalificação de vias preferenciais, dotando-as de estações com cobrança externa, embarque e desembarque em nível e sistemas de controle da operação e de informações ao usuário informatizado e em tempo real. O custo previsto da obra é de 55 milhões de reais.
  • BRT, estações de transferência: nos corredores das avenidas Antônio Carlos/Pedro I e Cristiano Machado serão implantadas 94 estações de transferência preparadas para cobrança externa, embarque e desembarque em nível e sistemas de controle da operação e de informações ao usuário informatizado e em tempo real. Valor previsto é de 105,7 milhões de reais. 
Vantagens do BRT 
  • Redução nos tempos de viagem
  • Veículos confortáveis e de maior capacidade
  • Confiabilidade
  • Rapidez nos deslocamentos
  • Facilidade de acesso
  • Segurança
  • Custo de implantação por quilômetro é de cerca de 10% do custo de implantação do metrô, conforme a experiência internacional
  • Aumento da atratividade do sistema para o usuário do veículo privado
UMEI: preparação para o ensino fundamental / Divulgação
UMEI: preparação para o ensino fundamental / Divulgação

Educação

Unidades de educação infantil da prefeitura oferecem aprendizado lúdico para crianças de 0 a 6 anos

Tudo é colorido, arrumado, asséptico. As salas são impecáveis, os brinquedos pedagógicos estimulam os sentidos. Os espaços comuns onde se realizam as atividades de leitura, vídeos e outras práticas são organizados e cheios de vida. Assim são as 63 unidades de educação infantil implantadas pela prefeitura de Belo Horizonte (Umei) e que vão de vento em popa.
A proposta é oferecer uma educação que acolha a infância em suas necessidades e potencialidades, garantindo que cada criança seja verdadeiramente reconhecida como sujeito histórico e criador de sua trajetória, que vivencie experiências de educação e cuidados intencionalmente planejados para garantir seu acesso a bens culturais e conhecimentos sistematizados de forma significativa e transformadora.
“Esse trabalho é muito bem-feito porque conta com uma boa estrutura. A prefeitura está investindo nessas unidades que têm turmas reduzidas o que permite melhor acompanhamento da equipe de profissionais. É um modelo de educação que oferece brincadeiras, arte e atividades e prepara, de forma lúdica, a criança para o ensino fundamental”, pontua Eduardo César Baccarini Alves Costa, professor de matemática da Escola Municipal Senador Levindo Coelho, na Serra.
A psicóloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais Lívia Fraga Vieira considera as Umeis uma conquista para a cidade de Belo Horizonte, para as crianças e suas famílias. “O poder público está efetivando um direito constitucional ao implantar essas unidades de educação infantil. Essa sempre foi uma de nossas lutas para que isso se transformasse em realidade. O importante é que a prefeitura, além de ter garantido o acesso de crianças de 0 a 6 anos nessas instituições, conta com profissionais preparados para trabalhar com essa faixa etária e permite a participação da família nesse processo. É assim que a educação de qualidade deve ser”.

Na ponta do lápis

  • Número de unidades: 63 Umeis, mais 193 creches conveniadas e 13 escolas municipais de ensino fundamental que têm turmas de educação infantil
  • Número de crianças atendidas: 42.500 crianças de 0 a 6 anos de idade
O que oferece
  • Formação em serviço
  • Acompanhamento sistemático a todas as instituições
  • Kits de material escolar e de literatura
  • Alimentação balanceada e planejada por nutricionistas
  • Mobiliário e maternidade pensada de acordo com as especificidades da infância
  • Profissionais habilitados
Perspectivas do Centro de Convenções de Belo Horizonte / Divulgação
Perspectivas do Centro de Convenções de Belo Horizonte / Divulgação

Centros de convenções

Local para feiras e exposições deve ser inaugurado, na Cristiano Machado, até 2014

Ficou para este ano a análise do projeto que cria o Centro de Convenções de Belo Horizonte, na avenida Cristiano Machado, região Nordeste da capital, nas proximidades do Minas Shopping. De autoria do prefeito Marcio Lacerda (PSB), a proposição prevê abertura de licitação para construção, além do centro de padrão internacional, de lojas e duas torres comerciais, uma que funcionaria como hotel 5 estrelas e outra para escritório, em espaço de 17 mil metros quadrados. O terreno é de propriedade do município e tem área total de 29 mil metros quadrados.
Pela proposta, a exploração de todo o empreendimento ficaria a cargo do vencedor da disputa. Ao fim de 35 anos, o centro seria definitivamente transferido para o município. Apesar de o projeto andar a passos de tartaruga, a expectativa é que o complexo seja inaugurado no primeiro semestre de 2014. “O Centro de Convenções seria um diferencial para que a cidade abrace de vez a vocação de polo de turismo de negócios”, afirma Carlos Rogério Zech Coelho, diretor da Panda Promoções e Eventos, presente há 30 anos no mercado.
Hoje, arranjar um local para a realização de feiras, seminários ou congressos não é tarefa fácil. “Para se ter uma ideia, o Expominas tem todas as datas tomadas até 2013. No Minascentro é o mesmo problema”, diz o empresário, que sente na pele a escassez de espaços na cidade. “Se não houver investimento em espaços para feiras e eventos na capital, o mercado de hotelaria corre sério risco ficar ocioso depois do período da Copa do Mundo”, alerta a vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais, Silvania Capanema.
Outra esperança dos empresários é a duplicação do Expominas. Atualmente com pouco mais de 17 mil metros quadrados em três pavilhões contínuos e 2,6 mil metros quadrados no pavilhão multiuso, sua expansão é urgente e uma promessa do governador Antonio Anastasia. Segundo a Secretaria Estado de Turismo (Setur), as obras do Centro de Convenções do Gameleira são um dos projetos estratégicos do governo de Minas para 2012/2015. Atualmente, está em estudo a modalidade de implantação do projeto de reforma e ampliação do local, que em 2011 teve taxa de ocupação média superior a 65%. Único Centro de Exposições de Feiras da América Latina ligado diretamente a uma estação de metrô, o Expominas merece.

Expominas

  • Área total: 27 mil metros quadrados
  • Área construída: 17.310 metros quadrados em três pavilhões e 2.630 metros quadrados no pavilhão multiuso
  • Eventos: crescimento de 25% na comparação com 2010
  • Taxa média de ocupação: 65% 
  • Capacidade: 29 mil pessoas  
  • Expansão: em estudo
Centro de convenções de Belo Horizonte
  • Como será: centro será inserido em um complexo hoteleiro, empresarial e gastronômico 
  • Área total: 29 mil metros quadrados
  • Área construída: 17 mil metros quadrados
  • Investimento: 68 milhões de reais da prefeitura e o restante dependerá do investidor
  • Capacidade: 10 mil pessoas
  • Previsão de inauguração: 1º semestre de 2014
Fontes: Setur; Prominas; Secretaria Municipal de Desenvolvimento
Mineirão: campo rebaixado e maior visibilidade
Mineirão: campo rebaixado e maior visibilidade

Estádios

O torcedor belo-horizontino já não aguenta mais de saudade. São quase dois anos sem poder assistir a uma partida de futebol em casa

O sacrifício, no entanto, será em breve recompensado. Totalmente reformados, Mineirão e Independência estarão prontos em 2012, novinhos em folha, com cara e jeito de estádio de Primeiro Mundo.
Da antiga arena do Horto, que já foi palco de três jogos da Copa de 1950, só sobrou uma pequena área do vestiário, mas que também ganhou nova roupagem. Toda a estrutura foi refeita com a inclusão de 18 cabines de imprensa, auditório, 32 bares e lanchonetes, espaço flexível para implantação de camarotes e áreas vips. A previsão da Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo é que as obras sejam concluídas em fevereiro deste ano.
O Gigante da Pampulha vai demorar mais. Se tudo correr dentro do previsto, estará pronto em 21 de dezembro de 2012. O campo já foi rebaixado em 3,4 metros e as demolições estabelecidas nas áreas interna e externa já foram concluídas. A fachada, tombada pelo Patrimônio Histórico, permanece intacta. “Vi as maquetes. O espaço ficará bonito e cômodo, sem perder o estilo. É quase uma obra de arte”, diz Richard Lima, arquiteto responsável pelo projeto do Mineirinho e do Centro Esportivo Universitário (CEU). Entre as inovações tecnológicas, Richard lembra das ações de sustentabilidade. E parabeniza o extermínio da geral. “O mundo mudou. Temos que nos reprogramar.”

Novo Mineirão

  • Campo: foi rebaixado em 3,4 metros para melhorar as condições de visibilidade
  • Assentos: 64 mil lugares com 100% de visibilidade 
  • Área vip e camarote: os quase 11 mil m2 vão abrigar 80 camarotes. Serão 2.100 lugares em camarotes, 4.152 na tribuna de hospitalidade, 1.652 na área vip, além de restaurante panorâmico, lounges e sanitários
  • Estacionamento: 2.521 vagas, sendo 1.534  cobertas e 987 descobertas, além de 52 vagas para deficientes, 71 para bicicletas, 41 para carga e descarga, 61 para motos e duas para os bombeiros
  • Imprensa: a tribuna central terá capacidade para 2.867 pessoas, mil mesas de trabalho equipadas com monitores e telefones, além de 390 lugares para comentaristas. Haverá ainda sala de conferência, área para entrevistas e estúdios de transmissão
  • Ligação Mineirão-Mineirinho: com 15 metros de largura, a passarela ligará o Mineirão ao Mineirinho, que será um centro de apoio às atividades da Copa do Mundo
  • Comércio: área total de 7.064 m2, dividida em módulos, será destinada à prática comercial
  • Subsolo: escritórios, estúdios de TV, espaço para entrevistas, vestiários e outras instalações para os atletas
  • Térreo: portões amplos com catracas eletrônicas, praças de alimentação e banheiros
  • Cobertura: geração de energia elétrica através da captação de energia solar, por meio de células fotovoltaicas instaladas na cobertura existente e na nova cobertura. Essas placas terão potência de 1,6 megawatt, o suficiente para atender a 1.200 residências de médio porte
  • Água: reaproveitamento da água de chuva em reservatório de aproximadamente 6 mil m3, quantidade suficiente, em caso de estiagem de três meses, para descargas dos sanitários, irrigação do gramado e jardins e limpeza das áreas externas. Com a economia gerada, em três anos haverá compensação financeira para esse investimento
  • Investimento: 667 milhões de reais
  • Término das obras: dezembro de 2012
Novo Independência
  • Capacidade: ampliada de 10 mil para 25 mil lugares assentados e cobertos
  • Estacionamento: 422 vagas         
  • Estrutura: construção de duas torres de serviços que abrigarão bares, centro de comando, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros etc. Espaço flexível para implantação de camarotes e áreas vips, com capacidade para 2.225 pessoas. Haverá 2 lojas e 32 bares e lanchonetes espalhados nos diferentes setores do estádio        
  • Energia: nova iluminação para melhorar a qualidade na transmissão de jogos noturnos 
  • Gramado: novo gramado com sistema de drenagem e de irrigação mais eficientes         
  • Acesso: Mais facilidade. Será feito por seis portões, além do estacionamento 
  • Imprensa: 18 cabines (rádio e TV), 72 postos de trabalho (imprensa escrita) e auditório para entrevistas coletivas
  • Investimento: 120 milhões de reais         
  • Término das obras: final de fevereiro de 2012
Felício Rocho: até 2014, prédio anexo será concluído
Felício Rocho: até 2014, prédio anexo será concluído

Hospitais

Belo Horizonte é reconhecida internacionalmente como um centro de excelência médica em várias especialidades, onde trabalham profissionais de saúde altamente qualificados

Só que, de uns tempos pra cá, a cidade passou a conviver com a falta de leitos na rede privada. O déficit de vagas para internação chegou a mil e doentes foram obrigados a enfrentar filas de espera. A situação se agravou, a luz vermelha acendeu e as instituições resolveram investir na expansão e construção de unidades hospitalares.
Várias instituições privadas já anunciaram investimentos para os próximos anos na capital. Só a Unimed-BH pretende gastar, até 2014, 400 milhões de reais em quatro projetos. Dois deles são de criação de leitos. O hospital novo, no bairro Santa Efigênia, já vai passar por expansão, utilizando a estrutura do antigo Arapiara. “Serão mais 350 leitos”, afirma o diretor-presidente da Unimed-BH, Helton Freitas. A região de Venda Nova também foi escolhida para receber uma unidade ambulatorial. Já na Savassi serão instalados central de consultórios e um instituto de pesquisa para desenvolvimento, capacitação e reciclagem.
 Mesmo remédio já adotou o Mater Dei. “Estamos construindo uma unidade no terreno onde funcionava o Mercado Distrital do Barroca”, diz o presidente do conselho de administração do hospital, José Salvador Silva. Somente o terreno de 7.800 metros quadrados custou 53 milhões. Pelo menos mais 250 milhões devem ser gastos até o final da obra, que terá até um bosque. Para o futuro, está nos planos um novo hospital em Nova Lima, onde funcionava a fábrica da Skol. “Mas só depois de 2014”, afirma Silva.
São Camilo, Felício Rocho e Grupo Oncomed também estão apostando em novas unidades de saúde voltadas para os belo-horizontinos. “A cidade tem o maior percentual de hospitais acreditados pela ONA, que é uma espécie de ISO 9001 da indústria. O custo disso é alto, mas garante qualidade. E é isso que buscamos”, acrescenta o presidente da Associação dos Hospitais de Minas Gerais, Reginaldo Teófanes Ferreira de Araújo.

Sistema saudável

Investimentos previstos para BH
Unimed-BH
  • 400 milhões de reais 
  • Quatro projetos: central de consultórios, instituto de pesquisa, hospital no antigo Arapiara e outro em Venda Nova  
  • Salto de 350 para 900 leitos
  • Até 2014
MaterDei
  • 300 milhões de reais
  • Hospital de 22 pavimentos no terreno onde funcionava o Mercado Distrital do Barroca
  • Salto de 335 para 685 leitos
  • Até 2014
Felício Rocho
  • Até 70 milhões de reais
  • Construção de prédio anexo ao hospital no Barro Preto
  • No mínimo, mais 99 apartamentos
  • Até 2014
Linha 1 será modernizada e expandida / Arquivo BH-TEC
Linha 1 será modernizada e expandida / Arquivo BH-TEC

Metrô

Proposta de ampliação do metrô é atingir 850 mil passageiros por dia e obras devem começar em 2012

Mais obras vão impactar a vida da cidade em 2012. Em setembro, a presidente Dilma Rousseff anunciou a liberação de 3,16 milhões de reais para as obras de ampliação do metrô de Belo Horizonte que passará a transportar até 850 mil passageiros por dia. Os recursos fazem parte do pacote de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Grandes Cidades do governo federal. A previsão é de que em até quatro anos, todas as medidas anunciadas estejam concluídas.
“A ampliação proposta é pequena”, alega Nilson Tadeu Ramos Nunes, chefe do departamento de engenharia de transportes e geotecnia da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais. “Não temos metrô, mas um trem de subúrbio com pouca abrangência e que atende apenas a 1% da demanda de passageiros da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Hoje, o trem transporta cerca de 120 mil passageiros por dia, com a ampliação pode chegar a dobrar ou triplicar esse número, mas jamais atingir 850 mil passageiros como tem sido anunciado. Para isso, todo o sistema operacional teria que ser mudado, inclusive a frota.”
A saída, propõe, o especialista é o metrô subterrâneo. “Estamos perdendo a chance de resolvermos o problema de forma definitiva, mesmo que para isso seja preciso envolver a iniciativa privada. Não adianta fugir do problema, pois o custo social da precariedade de transporte público é bem maior que o investimento em um metrô subterrâneo. Estudos demonstram que as regiões metropolitanas perdem anualmente 5  bilhões de reais com o caos urbano, como os congestionamentos”, diz.
Já o engenheiro e especialista em trânsito Silvestre de Andrade Filho, aposta na ampliação do metrô. “Não existe transporte de massa mais completo que o metrô, um sistema totalmente segregado, que permite composições bastante longas, estações mais complexas e tem capacidade de atender melhor à demanda de passageiros. No entanto, será preciso boa integração com o sistema de ônibus. A lógica moderna prevê redes de transporte integradas para aumentar a eficiência de circulação das malhas”, conclui.

Saiba mais

Metrô
  • 2,95 bilhões de reais será o investimento total no metrô, sendo 1,75 bilhão do governo federal (recursos do PAC Mobilidade Grandes Cidades)
  • 1,2 bilhão é o valor da contratação de uma parceria público privada
  • Linha 1: será com obras de expansão e modernização, que incluem a construção das estações Novo Eldorado, em Contagem, e Calafate 2, para a conexão com a linha 2, além da melhoria dos acessos nas estações em operação. Ao término da obra, a linha 1 terá 30 km de via dupla, 20 estações e 32 trens
  • Linha 2: será implementado o trecho Barreiro/Calafate 2, com 10 km de via, cinco estações e sete trens
  • Linha 3: será construído o trecho Savassi/Lagoinha, que terá 4,5 km de via, cinco estações e cinco trens. Com os investimentos, a capacidade de atendimento do metrô será ampliada de 170 mil para 850 mil passageiros
Perspetiva da sede administrativa / Arquivo BH-TEC
Perspetiva da sede administrativa / Arquivo BH-TEC

BH-TEC

Parque tecnológico irá reunir empresas de tecnologia, institutos de pesquisa públicos e privados e serviços de apoio

Estreitar os laços da universidade e centros de pesquisa com o setor produtivo empresarial. Essa é a proposta do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), criado em 2005, fruto de parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), governo do estado, prefeitura de Belo Horizonte, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) e a Fiemg.
“O BH-TEC vai reunir empresas de base tecnológica, institutos de pesquisa e serviços de apoio às atividades tecnológicas. O parque está sendo estruturado como espaço ideal para o desenvolvimento de produtos e serviços intensivos em conhecimento e espera-se que possa gerar um impacto significativo no ambiente de negócios de Belo Horizonte”, avalia Mariana de Oliveira Santos, gestora executiva de projetos do BH-TEC.
O prédio está sendo construído com recursos do governo de Minas, no valor de  31 milhões de reais. “A prefeitura de Belo Horizonte investiu aproximadamente 7 milhões de reais, desde 2006, em obras de infraestrutura e aporta atualmente recursos para manutenção de áreas verdes e plantio de 3 mil mudas de árvores nativas. A data de inauguração do primeiro edifício está sendo acordada entre os parceiros, mas as empresas selecionadas já estão se preparando para a mudança, inclusive realizando projetos para obras de adaptação de suas áreas internas”, comenta Mariana.
Localizado ao lado do campus da UFMG, a área tem 535 mil metros quarados, sendo 185 mil para construção do empreendimento e 350 mil de área de preservação ambiental (Zpam) e vai contar ainda com zona institucional, de comércio e serviços, pesquisa e desenvolvimento. O mesmo modelo já existe em Recife (Porto Digital), Porto Alegre (Tecnopuc) e Rio (Parque do Rio).
Uma das 14 empresas que já confirmou presença no Parque Tecnológico, o Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz Minas), assinou contrato no final de 2009.  “Esse espaço é de importância fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso país, por meio das atividades de pesquisa e inovação, que já vêm sendo desenvolvidas em nossa unidade da Fiocruz. O BH-TEC terá um papel importante na aproximação e integração de atividades das universidades, centros de pesquisa e empresas instaladas não só no parque, mas em outros polos tecnológicos nacionais e internacionais”, diz Rodrigo Corrêa Oliveira, diretor do Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz Minas). “Esse polo exerce um papel catalisador fundamental para a integração de instituições nacionais e internacionais e a sua proximidade com uma das maiores universidades do país, certamente amplia a sua importância como centro de integração de pessoas e troca de conhecimento”, afirma.

Saiba mais

  • Início das obras de construção do 1º edifício: outubro de 2008
  • Previsão de conclusão: a data de inauguração do primeiro edifício está sendo acordada entre os parceiros
  • Área bruta construída: 7.553,11 m² 
  • Área líquida não residencial: 3.093,78 m²
  • Espaço para instalação de empresas de base tecnológica: aproximadamente 2.300 m²
Facilidades
  • Miniauditório com 40 lugares, 4 salas de reunião, cafeteria, recepção compartilhada
  • 129 vagas de estacionamento
  • 14 empresas irão se instalar e já estão assinando contratos de locação com o BH-TEC
Perspectiva da Catedral Cristo Rei / Jomar Bragança
Perspectiva da Catedral Cristo Rei / Jomar Bragança

Vetor Norte

Hotéis, shopping, resort, campo de golfe, catedral e aeroporto particular mudam a cara da região

A região de Confins já não é mais a mesma, mas ainda vai mudar muito. São dezenas de empreendimentos que vão alterar o perfil do Vetor Norte, gerando empregos e renda. Essa região é formada pelo ordenamento econômico de 13 municípios e, em longo prazo, deverá produzir bens de alta tecnologia e serviços avançados e gerar, até 2030, 134 bilhões de dólares e 400 mil empregos diretos.
Esse novo polo econômico vai atrair investimentos de 21,9 bilhões de dólares, sendo 15,3 bilhões em manufatura e serviços e 6,6 bilhões em pesquisas. “Tudo começou com o desadormecimento do aeroporto, que foi determinante para a implantação da Linha Verde que, por sua vez, foi decisiva para que a Cidade Administrativa fosse ali instalada. Consolidado, o vetor está atraindo novos e expressivos negócios”, diz Luiz Antônio Athayde, subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.
Plano ambicioso. “Não podemos esquecer que em 2020, que é amanhã, o Brasil já será a quinta economia do mundo com PIB de aproximadamente 3 trilhões de dólares, onde 60% de toda a geração de riqueza estará centrada do triângulo Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro”, diz o secretário.
Com projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, a Catedral Cristo Rei poderá ter a bênção do papa Bento 16 em 2013. Localizada na Cristiano Machado, em frente à estação de metrô do Vilarinho, em Venda Nova, a catedral terá espaço para 20 mil pessoas, três andares, praça, estacionamento e espaço para realização de eventos e está orçada em 75 milhões de reais. Para ajudar na construção foi lançada a campanha Faço Parte, que vai captar doações de pessoas físicas e empresas.
Muitos novos empreendimentos vão alavancar ainda mais o Vetor Norte. A Gran Viver Urbanismo lançou o Villas Park, com previsão de entrega para dezembro deste ano. São três pequenas vilas com 65 lotes cada uma e terrenos de 400 metros quadrados que estão sendo vendidos a 170 mil reais. Para o primeiro semestre deste ano está previsto o lançamento da Gran Royalle Lagoa Santa.
Ao longo da Linha Verde já se pode ver a construção do Comfort Confins, empreendimento da Construtora Caparaó. O hotel de padrão internacional fica a 1,5 km do trevo de Lagoa Santa e ao lado do aeroporto de Confins e tem previsão de conclusão para fevereiro de 2014. O hotel vai contar com 280 quartos, restaurante aberto ao público, centro de convenções para mais de 800 pessoas e estacionamento rotativo para 388 vagas cobertas, além de 23 lojas de conveniência e serviços.
Outro megainvestimento é o Condomínio Reserva Real, em Jaboticatubas. O empreendimento é do grupo europeu Design Resorts, projeto único no mundo, concebido para ocupar  área de 10 milhões e 700 mil metros quadrados. Espaço para afortunados que podem pousar suas aerononaves (de no máximo 20 toneladas) na garagem de suas casas, ou, se preferirem, em hangares. O empreendimento de 1 bilhão de reais oferece, entre outras mordomias, o fly-in community, condomínio exclusivo com lotes de 10 mil metros quadrados, dotado com pista de pouso de 1.600 metros.

Setores

Prospectados para a região
  • Defesa e aeroespacial, com a implantação de um centro de capacitação aeroespacial em Lagoa Santa
  • Ciências da vida (nanotecnologia, biotecnologia, diagnóstico, equipamentos médicos e farmacêuticos)
  • Tecnologia da informação (serviços de suporte e desenvolvimento de softwares), componentes eletrônicos
  • Turismo de negócios
  • Educação
  • Parques de logística de distribuição e comércio atacadista
  • Hotéis e resort
  • Catedral Cristo Rei
Golden Tulip, que será construído no Centro / João Armentano e Bernardo Farkasvolgyi
Golden Tulip, que será construído no Centro / João Armentano e Bernardo Farkasvolgyi

Hotéis

Copa do Mundo de 2014 é o pontapé para a expansão da rede hoteleira em Belo Horizonte

Inspiradas pelo fato de a capital ser uma das sedes do maior evento de futebol do planeta, construtoras e incorporadoras preparam investimentos de peso: cerca de 1 bilhão de reais. Atualmente, 34 hotéis estão em construção e outros 17 encontram-se em fase de licenciamento. Os 27 mil apartamentos previstos farão companhia aos 9 mil já existentes. E terá estabelecimento para todo gosto e bolso: de cinco estrelas, quatro, três e ou apenas uma.
As obras na hotelaria não só vão incrementar o setor como também irão colaborar com a paisagem urbana. A carcaça do que seria um hotel na década de 1990, na avenida do Contorno, no centro da capital, vai se transformar em empreendimento de alto luxo. Com investimentos de 200 milhões de reais, o Golden Tulip ficará pronto no primeiro trimestre de 2013. A torre, que será toda de vidro, irá compor o projeto de revitalização do Boulevard e contará com 405 unidades. As diárias já têm preço: entre 300 reais e 350 reais.
“As novas edificações, além de embelezar a cidade, vão contribuir para a requalificação de várias regiões. Um empreendimento deste porte sempre traz benefícios, como segurança”, afirma o arquiteto Júlio Torres, conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais. Como exemplo, ele cita um hotel com 150 quartos que será construído no bairro Santa Efigênia, na rua Niquelina com avenida do Contorno.
Mas como a Copa do Mundo tem peso grande, mas sozinha não garante espetáculo para o setor, há a preocupação de que tantos leitos acabem vazios. “Se não houver duplicação do aeroporto e do Expominas, muitos hotéis terão que baixar as portas”, adverte a vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais, Silvania Capanema.

Saiba mais

  • Taxa média de ocupação: 75%
  • Número atual de apartamentos: 9 mil
  • Número de unidades previstas em BH: 27 mil
  • Unidades previstas na Grande BH: 12 mil
  • Novos hotéis: 51
  • Já em construção: 34 
  • Em fase de licenciamento: 17
  • Localização: maioria na região da Savassi e redondezas
  • Investimentos na RMBH: cerca de R$ 1 bilhão
Foto: Tiago Fernandes
Foto: Tiago Fernandes

Cultura

Restauração do Cine Brasil e ampliação do Circuito Cultural da Praça da Liberdade criam nova identidade

Em dezembro de 2009, no aniversário de Belo Horizonte, a população foi presenteada com a inauguração da fachada do prédio que abrigou o antigo Cine Brasil, na praça Sete. Quem passa pelo local pode ver, da marquise para cima, a restauração da fachada tal qual era em 1932, data de sua inauguração. As luminárias e todas as janelas receberam tratamento acústico.
Mas ainda há muito a ser realizado e, por isso, a inauguração do Cine Brasil não tem data. Quem assumiu a empreitada é a V & M do Brasil que tem se comprometido em preservar a história do prédio. “O edifício esconde detalhes que foram encobertos com as várias reformas pelas quais passou. Isso nos obriga a ser muito zelosos, para devolver o espaço não apenas com tudo que ele tinha, mas também com todo o conforto e tecnologia moderna”, diz Alberto Camisassa, superintendente da Fundação Sidertube, entidade sem fins lucrativos, do Grupo V & M do Brasil.
Em 2014, época da Copa do Mundo, o Grupo Galpão de Teatro espera inaugurar sua nova sede, com o conceito de arquitetura sustentável e inusitada. O edifício se veste com uma camada verde de bambus, plantados em jardins suspensos a cada pavimento. O terreno de 2.055 m2 foi cedido em regime de comodato (25 anos) pelo governo do estado e pelo Servas e fica no final da avenida dos Andradas.
O ator do Galpão, Chico Pelúcio, comemora a conquista. “O novo espaço, de 30 milhões de reais, terá repercussão nacional com um projeto de arquitetura cênica inovadora”. Ele vê com bons olhos a criação dos novos espaços culturais. O Circuito Cultural Praça da Liberdade está se transformando no maior complexo cultural do Brasil com 13 espaços já instalados. Carlos Felipe, jornalista e folclorista, elogia: “Esse é o caminho para uma cidade cada vez mais dedicada a serviços, cultura e arte.”

Saiba mais

Circuito Cultural da Praça da Liberdade 
  • Centro Cultural Banco do Brasil: áreas para exposições temporárias, teatro, arte, dança e música. Previsão de inauguração no final do primeiro semestre de 2012
  • Centro de Arte Popular - Cemig: espaço dedicado às manifestações populares. Previsão de inauguração em abril de 2012
  • Museu do Homem Brasileiro: documentos e memória. Previsão de inauguração no final de 2014
  • Casa Fiat de Cultura: exposição de artes plásticas. Previsão de inauguração em 2013
  • Museu do Automóvel: raridades e história. Inauguração em 2014
  • Projeto Inhotim Escola: exposições de arte contemporânea. Previsão de inauguração até 2014
Centro Cultural do Grupo Galpão
  • 400 lugares
  • Auditório
  • Centro de Pesquisa e Memória do Teatro, salas de aula, atelier de figurino, alojamento, praça de apresentações de espetáculos de rua, café, loja, além de estacionamento para 90 carros
  • Sala de cinema com 128 lugares
Cine Brasil
  • Grande salão multiuso, localizado no último andar do prédio, com capacidade para cerca de 800 pessoas, miniteatro para 200 pessoas e galeria da arte que vai ligar a avenida Amazonas e a rua dos Carijós
  • Café-livraria na rua dos Carijós. Quem passa pelo quarteirão fechado poderá ter acesso ao café, que será construído no piso mais baixo
  • Varanda lateral, voltada para a rua dos Carijós, vai abrigar espetáculos que retratam a cultura mineira, como a Vesperata de Diamantina. As pessoas podem frequentar o café e, ao mesmo tempo, serem surpreendidas com uma orquestra na varanda
  • Livraria no mezanino
Foto: Victor Schwaner
Foto: Victor Schwaner

Emprego

Nunca houve tanta gente no mercado de trabalho

Em novembro do ano passado, a taxa de desemprego na região metropolitana baixou a 5,7%, o menor da série histórica do levantamento feito pela Fundação João Pinheiro e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) desde 1996. Em outubro, o estudo já tinha apontado para taxa bem baixa: 6%. E a expectativa para 2012 é que o índice encolha mais.
“Temos um panorama encoberto pela crise financeira na União Europeia. Mas caso não haja agravamento, esperamos que a taxa de desemprego seja mantida sem sobressaltos ou até com redução, podendo chegar a 5% ou mesmo 4%”, diz o coordenador da pesquisa (FJP), Plínio Campos Souza.
O percentual alcançado em BH e cidades vizinhas é de causar inveja nas demais regiões pesquisadas – São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza e Salvador. Também é muito inferior à média brasileira, que em novembro foi de 9,7%. Já em outubro, quando o índice nacional foi de 10,1%, na capital e seu entorno o desemprego não passava dos 6%. “Desde o meio do ano as taxas na Região Metropolitana de Belo Horizonte vêm caindo. E o melhor é que a redução vem acompanhada da formalização. Percebemos que o emprego com carteira assinada é o que mais cresce”, destaca Souza.
A realidade atual é bem diferente do cenário de um passado nem tão distante assim. Coordenadora do Dieese, Gabrielle Selani lembra que taxas de desemprego acima de dois dígitos já foram algo comum. Em março de 2004, por exemplo, o índice chegou a 21,3%. “Naquela época, havia uma corrida desesperada por vaga, com inchaço do mercado de trabalho e redução dos salários. Hoje, o trabalhador pode pesquisar e escolher uma ocupação que seja mais vantajosa.”

Número de ocupados
  • Indústria: 326 mil
  • Comércio: 335 mil
  • Serviços: 1,296 milhão
  • Construção civil: 169 mil
  • Outros: 152 mil
  • Total: 2,278 milhões
Contracheque
  • Rendimento real médio: R$ 1,4 mil (+0,3%)
  • Salário real médio: R$ 1,388 mil (+1,9%)
  • Autônomos: R$ 1,352 mil (+0,2%)

Emprego bate novo recorde

 
Fonte Revista Viver Brasil (Link)
 

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