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Venda de imóveis cai 41,44% em BH

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Negócios com unidades de R$ 100 mil a R$ 250 mil teriam caído mais devido a atraso na transição do Minha casa, minha vida




A venda de imóveis em Belo Horizonte caiu 41,44% entre janeiro e outubro, em comparação com igual período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Construção e Comercialização, feita pela Fundação Ipead. No mesmo período, o total de unidades lançadas na capital mineira também sofreu retração de 41,47%. Seguindo o mesmo caminho, a velocidade de vendas dos imóveis caiu 8,32% e a oferta, 17,28%. Isso significa que nos 10 primeiros meses deste ano foram comercializadas 2.983 unidades, contra 5.094 nos mesmos meses do ano anterior. A queda foi puxada pela acentuada retração na vendas de imóveis com valor entre R$ 100 mil e R$ 250 mil. Segundo o Ipead, a comercialização de imóveis dessa faixa de valor caiu 74,2% entre janeiro e outubro de 2011 em comparação com igual período de 2010. Foram 2.508 unidades nos 10 primeiros meses do ano passado contra 647 no mesmo intervalo deste ano.

A venda também caiu em outras faixas de valor. No caso de imóveis entre R$ 250 mil e R$ 500 mil, a queda foi de 6,81%. Na faixa acima de R$ 500 mil a retração foi de 15,98%. Daniel Furletti, coordenador da assessoria econômica do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), explica que o recrudescimento das vendas aconteceu principalmente por conta do atraso na transição entre o programa Minha casa, minha vida (MCMV) 1 e 2, que deixou de fora do mercado os imóveis da faixa entre R$ 100 mil e R$ 250 mil. Esse segmento vinha registrando crescimento recorde em 2009 e 2010, com 3.766 unidades e 2.511 unidades, respectivamente, ante 647 em 2011.

De acordo com André Campos, vice-presidente do Sinduscon, a primeira etapa do Minha casa, minha vida vendeu 1 milhão de unidades. A meta para a segunda etapa é atingir os 2 milhões de unidades. As principais mudanças entre um programa e outro foram a ampliação de 37 metros quadrados para 39 metros quadrados para os imóveis enquadrados na faixa 1 (zero a três mínimos), o desenho universal, que prevê adaptações futuras para acessibilidade, e a ampliação do percentual a ser aplicado para o chamado trabalho social, projeto que ensina os moradores a viverem em condomínios. “O lançamento só aconteceu em junho de 2011. Depois disso, foi preciso esclarecer dúvidas sobre a contratação. Por isso, só em outubro os contratos começaram a ser fechados”, justifica Campos.

“Essa retração não é um reflexo da desaceleração econômica, e nem de uma mudança drástica na economia. Continuamos otimistas. Isso aconteceu por causa da adaptação no programa Minha casa minha vida. Esse atraso foi ruim para o setor”, explica Campos. De acordo com ele, a meta para 2011 no Brasil, para a faixa entre zero e três mínimos, era contratar 75 mil unidades, mas apenas 42.855 unidades foram contratadas. Segundo a Caixa Econômica Federal, foram contratadas em todo o país 370.138 unidades do programa, mas apenas 11,58% deste total são destinadas à faixa 1, que passou a ser o principal desafio da nova etapa de contratação. Ainda este ano, espera-se que 35 mil unidades do programa sejam contratadas no país, sendo 1.500 em Minas Gerais.

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