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Mercado de imobiliario tem acomodação em BH

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Valorização do aluguel comercial perdeu força em Belo Horizonte, com desaceleração da alta no acumulado do ano. 

Após o robusto crescimento verificado nos últimos anos, o mercado imobiliário da Capital também já começa a atravessar um período de acomodação, ainda que em proporções menores que outros segmentos da economia.

De acordo com a pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte (CMI/Secovi-MG), o valor do aluguel comercial na capital mineira acumula alta de 11,85% de janeiro a novembro. Embora o incremento esteja 5,23 pontos percentuais acima da inflação, que atingiu 6,59% nos 11 primeiros meses de 2011 conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 3,95 pontos percentuais.

"No caso do aluguel comercial, no ano passado a valorização de janeiro a novembro chegou a 15,80%, o triplo do valor alcançado pela inflação no idêntico intervalo, que foi de 5,33%. Neste ano os números estão menos distantes do que foi apurado pelo índice inflacionário", compara o presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti de Paula.

Já nos últimos 12 meses, quando a inflação atingiu 6,94%, a alta acumulada para os aluguéis comerciais chegam a 12,54%. Já no confronto entre novembro deste ano e o mesmo mês de 2010, a elevação alcançou 1,04%. No mês passado, quando a inflação apurada foi de 0,43%, os preços médios dos aluguéis comerciais, segmentados por tipos imobiliários, apresentaram as seguintes variações: 0,58% para andares corridos, 1,04% para casas comerciais, 1,20% para galpões, 1,05% para lojas e 1,28% para salas.

Já a oferta de imóveis comerciais para locação em Belo Horizonte caiu 3,82% em novembro. No acumulado de onze meses do ano, porém, o balanço é positivo em 16,37%. Para andares corridos, a alta chegou a 9,89%, para casas comerciais, 3,33% e para lojas, o incremento alcançou 15,95%. No caso de salas e galpões, houve retração de 0,75% e 0,78%, respectivamente.


Residencial - A situação é semelhante no que se refere ao aluguel residencial. Nos 11 primeiros meses do ano, a valorização chegou a 9,37%, 2,78 pontos percentuais acima da inflação de 6,59% registrada no período. De janeiro a novembro do ano passado, porém, a alta dos aluguéis residenciais chegou a 12,26%, 2,89 pontos percentuais acima do índice verificado no mesmo período deste ano.

Em novembro, o aumento do preço do aluguel residencial chegou a 0,89% e no acumulado dos últimos doze meses a elevação atingiu 10,1%. Ainda no penúltimo mês do ano, a alta foi de 1,03% para apartamentos e de 0,82% para barracões. Já as casas apresentaram queda de 1,66%. Segundo as classes de bairros, os aluguéis de apartamentos apresentaram variações de 0,40% para áreas populares, 0,74% para bairros médios, 92% para altos e 1,35% para regiões de luxo.

Em relação à oferta de imóveis residenciais para locação, a pesquisa indica um aumento de 2,98% em novembro. Já no acumulado de 11 meses, a alta chega a 32,60%. No último mês, a oferta para barracões subiu 17,19% e para apartamentos houve crescimento de 3,53%. Para casas, houve queda de 5,05%.

"Apesar da consolidação da acomodação do setor, este exercício foi bom para o mercado imobiliário, principalmente se considerarmos a elevação da taxa de juros, a inflação e o agravamento do cenário internacional. Além disso, a acomodação veio de forma saudável e suave e também representa aspectos positivos, uma vez que permite ao mercado acumular forças para uma nova expansão", avalia Cavalcanti de Paula.(F:DiariodoComercio-BH)

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