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Lançamentos residenciais caem 8,4% no Rio no ano

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011


Ademi diz que ano que vem imobiliárias voltam a apostar no segmento. São Conrado ganha destaque

RIO - O número de lançamentos residenciais no Rio caiu este ano. Na capital fluminense, o volume de novas unidades passou de 16.732 em 2010, para 15.432 em 2011, representando uma queda de 8,41%, segundo dados da Ademi/RJ. Apesar da redução, dirigentes do mercado imobiliário afirmam que até o próximo trimestre, o setor residencial terá um aumento de até 25% em seus lançamentos.

De acordo com o presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi Rio), José Conde Caldas, a redução dos lançamentos residenciais no Rio deve-se à decisão dos empresários do setor de postergar os lançamentos residenciais para o primeiro trimestre do ano que vem, devido à forte demanda por unidades comerciais. Tanto que, no geral, puxado pelos imóveis comerciais, o setor deverá registrar um crescimento de lançamentos de 25% no ano.

- Mas o setor residencial não vai ficar atrás - garante Caldas. Pelo contrario. Os lançamentos residenciais foram postergardos para o primeiro trimestre do 2012. Com o mercado em potencial de São Conrado, acredito que a parte residencial terá um grande aumento a partir do ano que vem. Principalmente, porque precisamos atender a essa forte procura de imóveis - continua o presidente, acrescentando que hoje, cerca de 80% das vendas das unidades são feitas no pré-lançamento dos empreendimentos.

- O posicionamento economico do brasileiro, aliados a baixa taxa de juros, permite às pessoas maiores possibilidade de compra de um imóvel. Hoje, há um estabilidade maior de emprego, o que deixa o comprador mais seguro para fazer uma compra financiada. É por isso que, quando um empreendimento é lançado, todas as unidades são vendidas com muita rapidez - acrescenta.

O motivo da maior procura por escritórios, segundo Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, deve-se aos Jogos Olímpicos. No entanto, apesar da redução, Vasconcelos adianta que, no Rio, o volume total de vendas (incluindo imóveis residenciais e comerciais) representa hoje 70% dos lançamentos em São Paulo, incluindo imóveis residenciais e comerciais.

- Até poucos anos atrás, quando lançávamos cinco mil unidades, São Paulo colocava 25 mil imóveis no mercado. O mercado imobiliário do Rio está blindado. É o foco dos investidores.

Vasconcelos garante que o setor residencial do Rio está blindado, protegido de qualquer desvalorização. O fato de ter havido uma queda na oferta, não é resposta a uma diminuição da procura por imóveis, afirma. A demanda, segundo ele, continuaria a mesma. E com o cenário que começa a ser construído, com as instalações da UPPS, aumento da segurança, a tendência é de valorização. O mercado tem uma gestação, ele precisa ser analisado a partir de uma série de fatores que interferem no seu desenvolvimento ao longo do ano.

- No ano passado, o mercado entendeu que deveria investir mais em imóveis residenciais. Neste ano, ele está respondendo a uma demanda diferente, por imóveis comerciais, que no momento está mais forte.

Enquanto isso, vendas de novas unidades em SP caem 19,2%

De janeiro a setembro, foram comercializados 19.873 imóveis na Capital, 19,2% inferior ao total registrado em igual período do ano passado (24.605 unidades). Segundo o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, os resultados indicam que ficou no passado a euforia no mercado, com empreendimentos negociados em poucos meses ou em alguns dias. Petrucci diz que é consenso que o setor está saudável, mas atingiu um patamar de normalidade, em que sucesso significa cerca de 40% do empreendimento vendidos na fase de lançamento e previsão de venda total em um ano.(G1)

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