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Imoveis: Mercado de novos despenca 41% em Belo Horizonte

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Vendas de imóveis de até R$ 250 mil cai 74% em relação ao ano passado


O recorde de vendas no mercado imobiliário de Belo Horizonte (5.094 unidades), que aconteceu de janeiro a outubro do ano passado, não foi repetido em 2011. Pelo contrário, a queda foi de 41,44% e, neste ano, foram vendidas apenas 2.983 unidades. No mesmo período, a desaceleração nas vendas também atingiu o número de unidades lançadas que caiu de 4.782, em 2010, para 2.799, neste ano, queda de 41,47%.

A redução mais expressiva aconteceu no número de unidades vendidas na faixa entre R$ 100 mil até R$ 250 mil que foi de 74,2%. Apenas 647 unidades neste valor foram vendidas enquanto em 2010 foram 2.508 unidades.

Os dados foram compilados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis (Ipead/UFMG) e divulgados ontem, pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon).

O presidente do Sinduscon-MG, Luiz Fernando Pires, disse a queda nas vendas em Belo Horizonte foi uma acomodação de mercado. "A queda não preocupa. Ela está ajustando a capacidade de produção das empresas. O setor está crescendo, mas menos", argumentou Pires.

O vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, José Francisco Cançado, disse que faltou mercadoria devido ao freio do Programa Minha Casa, Minha Vida. "Em 2011, houve um reequilíbrio da economia, que deu uma freada", disse Cançado. O coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti, informou que aconteceu desaceleração das vendas em outras capitais como São Paulo (23,5%) e Porto alegre (19,2%), no mesmo período. "Apesar de estar caindo, ainda existe margem boa", disse Furletti.

Sobre o Minha Casa, Minha Vida, o vice-presidente André Campos disse que as projeções de 2012 inda não foram fechadas devido à uma adaptação do programa. Para Campos, o governo estadual não deu nada até agora. No caso do poder público municipal, ele disse que a prefeitura de Belo Horizonte está complementando em até R$ 10 mil para viabilizar a unidade, para quem ganha de zero a três salários mínimos.

"Este ano, serão até 1.200 unidades nesta faixa", disse Campos. Em Minas Gerais, de acordo com a Caixa Econômica Federal, as contratações da segunda fase do programa totalizaram até dezembro 38.863 unidades, sendo 3.747 para a faixa de 0 a três salários mínimos e 35.116 unidades na faixa de três a dez salários mínimos.
Flash
Unidades.No Minha Casa, Minha Vida, em Belo Horizonte, foram contrata-
das 7.326 unidades em 2009 e 2010, o que dá uma média de 3.663 unidades por ano. Em 2011, a segunda fase do programa contratou 1.902 unidades.

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