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Imóveis: menor alta em 15 meses

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


Preço do metro quadrado nas principais capitais brasileiras avançou 1,4% em novembro, segundo o índice FipeZAP

Imóveis na região do Jardins, São Paulo

Imóveis em São Paulo: preços apenas moderados quando comparados aos do Rio
Os preços dos imóveis deram um sinal mais firme de acomodação em novembro. A valorização registrada no mês passado foi de 1,4%, segundo o índice FipeZAP, que compila os valores dos imóveis colocados à venda no site ZAP em sete capitais brasileiras. Apesar de ainda bastante forte, o percentual de 1,4% é o menor dos últimos 15 meses. Também foi o sétimo mês seguido de desaceleração no ritmo de alta.
No ano, entretanto, o índice já acumula valorização de 25% e se mantém entre os maiores do mundo. Os imóveis têm subido bem acima da inflação principalmente no Rio de Janeiro, Recife, São Paulo e Belo Horizonte, como mostra a tabela abaixo:
 CidadesPreço médio do metro quadradoValorização em novembroAlta em 2011
São PauloR$ 5.9841,70%25,20%
Rio de JaneiroR$ 7.3411,70%33,40%
Belo HorizonteR$ 4.5841,40%21,80%
Distrito FederalR$ 7.9360,30%14,30%
SalvadorR$ 3.5140,80%6%
FortalezaR$ 4.2530,50%17,80%
RecifeR$ 4.5591%27,70%
Média nacionalR$ 6.1201,40%25%
Há diversas explicações para o aumento do preço dos imóveis no Brasil. O crescimento da economia e da renda, o maior oferta de crédito, os incentivos do governo à habitação popular e a confiança dos consumidores têm levado centenas de milhares de brasileiros a comprar ou trocar de residência todos os anos.
O preço médio mais alto do Brasil ainda pode ser encontrado no Distrito Federal: 7.936 reais. Se o Rio de Janeiro continuar a liderar a valorização imobiliária brasileira, no entanto, a tendência é de que a cidade alcance o maior preço médio do Brasil já em 2012. Além do bom momento da economia, a valorização no Rio reflete os investimentos públicos para a Copa e as Olimpíadas, os esforços do governo em pacificar favelas, a oferta inferior à demanda e os pesados investimentos no setor de petróleo e gás.
Considerando apenas a zona sul, o Rio de Janeiro já seria o lugar mais caro do Brasil para comprar uma residência. Os imóveis no Leblon ultrapassaram pela primeira vez em novembro os 17.000 reais por metro quadrado – a média foi exatamente de 17.046 reais. Já em Ipanema, o segundo bairro mais caro do Brasil, o valor médio pedido pelos vendedores alcançou 15.012 reais.
Em São Paulo, os preços médios são bem inferiores aos do Rio de Janeiro e Distrito Federal. Mesmo no Ibirapuera e na Vila Nova Conceição, bairros que hoje podem ser considerados os mais nobres da cidade, o metro quadrado custa em média 9.354 reais – algo ainda modesto diante dos preços cariocas.(Fonte-FipeZap/Exame/Imovelweb)

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