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Ritmo de construção de imóveis em BH recua.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


Número de lançamentos de apartamentos recuou 72%; endividamento do consumidor explicaria a queda

TONINHO ALMADA
dentista
O dentista Renato Rodrigues procura e não acha um apartamento de até R$ 250 mil


O mercado da construção civil está em queda livre em Belo Horizonte. Somente em setembro houve um arecuo de 72,8% no número de lançamentos de imóveis na cidade. Foram lançadas 148 apartamentos, enquanto em setembro de 2010 havia sido 544.

O desaquecimento é sentido também na ponta da demanda. As vendas de imóveis novos caíram 42,2% na mesma comparação. Foram 188 imóveis vendidos em setembro deste ano, contra 325 no mesmo mês do ano anterior.

No acumulado do ano até setembro, a queda no número de lançamentos é de 45,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No período, foram lançados 2.474 apartamentos em 2011, contra 4.529 em 2010. Na mesma comparação, foram vendidas 2.831 unidades neste ano, contra 4.705 em 2010, queda de 39,8%.

Os dados são da pesquisa de Construção e Comercialização realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead). O coordenador de pesquisas da Fundação Ipead, Wanderley Ramalho, acredita que a redução é reflexo da desaceleração da economia mundial. Ele explica que o mercado imobiliário é muito sensível a mudanças no mercado de trabalho ou no crédito. Como o nível de endividamento e a taxa de inadimplência dos consumidores estão altos, a consequência natural é a queda nas vendas de bens que exigem planejamento, como imóveis.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Paulo José Vieira Tavares, acredita que os atrasos na entrega dos imóveis seja outro fator de peso para a redução dos lançamentos e vendas. “Existem unidades com atraso de até dois anos para a entrega. Na medida em que há contratos a serem executados, acontece a redução nos lançamentos”, afirma.

A falta de terrenos também é apontado como entrave para novas construções, segundo Tavares. Sem espaço para iniciar novos empreendimentos, as construtoras estão migrando os investimentos para outras cidades da Região Metropolitana.
Para o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais, Silvio Saldanha, o principal responsável pela redução da demanda são os preços. A pesquisa mostra que, desde maio, o preço médio dos imóveis tem subido mais que a inflação.

Esse é o principal motivo para que o dentista Renato Teixeira Rodrigues, de 28 anos, ainda não tenha comprado o apartamento próprio. Ele procura há seis meses um imóvel de até R$ 250 mil em Belo Horizonte. “Os que eu acho são muito pequenos. Dá até para encostar nas duas paredes se estica os dois braços. Quando comecei a pesquisar, era possível comprar um apartamento bem melhor com esse dinheiro”, afirma.(HojeemDia)

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