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Aluguel vai subir menos nos próximos meses

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

IGP-M, índice que costuma reajustar os contratos, fica em 5,12% até este mês, mas a alta no valor da locação residencial em BH soma mais de 8,4%. Ritmo de aumentos está menor


Apesar de ser considerado pelo mercado imobiliário o indicador de reajuste oficial dos aluguéis, nos últimos anos o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) esteve longe de ser seguido à risca pelo setor de locação na hora de revisar os contratos. Enquanto o IGP-M, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumula no ano até novembro alta de 5,12%, o reajuste de imóveis residenciais até outubro já somava 8,40%. Mas a realidade já foi muito pior.

No mesmo período do ano passado, o IGP-M registrava retração de 1,48%, enquanto o reajuste dos preços dos aluguéis novos para imóveis residenciais subia 14,68%, segundo levantamento da Fundação Ipead em parceria com a Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi). Depois de recuperar a perda de anos de defasagem, o setor reconhece uma redução no ritmo de escalada de preços tanto em casas e apartamentos quanto em unidades comerciais, mesmo que mantido o patamar acima dos índices inflacionários.

“Até o fim do ano passado o mercado estava muito defasado. Agora os preços não estão subindo da mesma forma como estavam”, observa o diretor-presidente da Lar Imóveis, Luiz Antônio Rodrigues. Ele acredita que a partir de agora os índices oficiais serão considerados nas correções. “Essa estabilização vai perdurar ao longo dos próximos anos porque a recuperação de preços já ocorreu”, pondera.

Para o diretor da Imobiliária Sótão, Paulo Tavares, contratos que estão completando 12 meses de vigência atualmente já estão sendo revistos com base no índice de 7%. “Porque os preços já haviam sido revisados. Mas contratos que completam 30 meses agora fatalmente estão defasados e sofrerão ajustes maiores”, observa. O empresário ainda dá um exemplo. “Há dois anos, um imóvel de 90 metros quadrados no Funcionários teve o aluguel elevado de R$ 600 para R$ 1,6 mil, alta de 270%. Este ano, está subindo para R$ 2 mil, elevação de 25%”, calcula. “E pode ser que no ano que vem o IGP-M já seja suficiente”, acrescenta.


A proprietária de uma academia e salão de beleza, Roseane Sperotto, ficou impressionada com os preços praticados no mercado quando resolveu alugar um apartamento no Bairro Santo Antônio. “Há cerca de quatro anos era possível conseguir um imóvel com valor em torno de R$ 500. Hoje pago R$ 1,5 mil”, revela. Para o vice-presidente da CMI/Secovi, Evandro Negrão de Lima, ainda há espaço para elevações acima dos índices de inflação. “O preço de locação tem acompanhado o preço de venda dos imóveis”, observa.

Mas o crescimento da oferta de unidades a partir do próximo ano pode ajudar a amenizar esse cenário. A partir do segundo semestre do próximo ano, Paulo Tavares acredita em um ritmo de estabilização ainda maior. “Até meados do ano que vem serão colocados no mercado vários imóveis que estão em construção, o que aumentará a oferta. No primeiro semestre, este movimento ainda será mais tímido”, prevê.

Alimentos in natura são vilões do índice

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio deste mês, variação de 0,40%, contra 0,50% para o mesmo período de coleta do mês anterior. Entre os itens que fazem parte do levantamento está o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) que apresentou elevação de 0,44% ante 0,66% no último levantamento. A maior contribuição positiva veio do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -2,15% para 2,30%.

Os vilões foram liderados pela carne bovina (de -0,73 para 2,24%), seguida de algodão em caroço (de -5,18% para 0,79%) e aves (de -1,32% para 0,61%), produtos que apresentaram as maiores variações positivas. Em sentido contrário, matérias-primas brutas ajudaram a puxar o índice para baixo, com variação passando de 1,27% para 0,65%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram minério de ferro (de 5,53% para 2,23%), mandioca (de 13,78% para 1,43%) e leite in natura (de 0,89% para -0,72%).

varejo 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que também agrega o levantamento, passou de 0,23% para 0,30% no mesmo intervalo de comparação, com destaque para o grupo alimentação (de -0,18% para 0,30%). Os itens que mais contribuíram para esse movimento foram hortaliças e legumes (de -5,60% para 1,76%), frutas (de -1,34% para 0,01%) e carnes bovinas (de 0,67% para 1,13%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que costumam reajustar parcelas de apartamentos adquiridos ainda na planta, também subiu, passando de 0,12% para 0,37%.(LugarCerto/EM/UAI)

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