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Imóvel na planta passa a ser beneficiado com crédito pelo BB

quinta-feira, 17 de novembro de 2011


Acessível. Alexandre Soares explica que o financiamento pode ficar mais barato para o comprador final, já que há menos custos financeiros na transação
Pesquisas realizadas pelo setor imobiliário mostram que nunca se comprou tantos imóveis como nos últimos anos, no país. A valorização dos empreendimentos tem acontecido de forma expressiva, também. Como resultado, é crescente o número de pessoas que compram imóveis na planta. E como resposta à esse cenário, construtoras e bancos ampliam suas ofertas de crédito e financiamento.
O Banco do Brasil lançou, na semana passada, uma linha de crédito imobiliário para compra de imóveis na planta e em fase de construção, para pessoa física.
Nas novas linhas, o próprio BB vai liberar o crédito para as pessoas físicas no momento da compra do imóvel na planta.
Hoje, o mais comum é que as construtoras financiem essas operações, o que comprometia seus limites de crédito para a construção - e com o banco financiando a pessoa física, libera mais limite para as construtoras.

Boa notícia
Segundo o vice-presidente da Habitare Construtora, Alexandre Soares, o Banco do Brasil já está atuando no financiamento habitacional de forma bem agressiva e a nova modalidade vai beneficiar o setor.

"Esta operação é muito positiva em toda a cadeia de construção. O que muda nessa nova modalidade oferecida pelo Banco do Brasil é o momento em que é contratado o financiamento pelo comprador final". Soares explica que o formato é mais simples e tem vantagens.
Segundo a assessoria do banco, a nova modalidade é destinada à aquisição de empreendimentos que tiverem suas construções financiadas pelo BB Plano Empresário e também para empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.
A linha tem taxa de juros a partir de 8,4% ao ano, prazo de até 30 anos e possibilidade de financiamento de até 80% no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), e de até 90% no Programa Minha Casa, Minha Vida.
Além disso, há carência de até seis meses após o término da obra para iniciar o pagamento de amortização de capital.
Projeção. Estrategicamente, esse é mais um passo do banco para crescer no crédito imobiliário. A projeção é de que a carteira total do segmento aumente 120% este ano, fechando dezembro em R$ 7,5 bilhões.
Até agora, o banco público só fazia o financiamento habitacional de operações tradicionais, como compra de imóveis novos e usados e financiamento a construtoras e incorporadoras.


Concorrência. Para Rodrigo Nunes, bancos irão concorrer e oferecer oportunidades

Nova linha anima o setor

No primeiro semestre de 2011, o crédito imobiliário bateu recorde e registrou alta de 55% em relação ao mesmo período, em 2010. Os preços dos imóveis também não ficaram atrás e, nos últimos 12 meses, subiram 27% em Belo Horizonte.
Segundo o vice-presidente da Habitare Construtora, Alexandre Soares, o fato de o Banco do Brasil oferecer uma linha de crédito para a pessoa física traz vantagens.
"Na proposta anterior o financiamento era repassado após a conclusão da obra e, no novo modelo, ele pode ser repassado durante a construção. Dessa forma, o financiamento fica mais barato para o comprador final, visto que são inseridos menos custos financeiros sobre a compra. Isso agiliza o recebimento da unidade em pelo menos 90 dias, uma vez que não depende da burocracia da prefeitura e cartórios para o recebimento da unidade", explicou.

Aquecimento
Para o diretor de crédito imobiliário da MRV Engenharia, Cristiano Chiabi, a entrada do BB na linha de crédito demonstra o quanto o mercado está aquecido. Ele acredita que essa nova modalidade fortalece ainda mais o setor.
"A nova modalidade é um produto inovador, uma vez que mescla os financiamentos oferecidos pela Caixa Econômica Federal com os dos bancos privados. Ainda é muito cedo para avaliar, mas o setor está otimista", garantiu.
O diretor da Mobyra Incorporações, Rodrigo Nunes, também acredita que a nova modalidade de crédito do BB vai beneficiar o setor.
"Percebo que o objetivo do governo com a medida é favorecer as incorporadoras e agentes financeiros que se dedicam mais à sua atividade fim - isto é, que o primeiro foque sua atuação em construir, e o segundo em emprestar dinheiro", disse.
Ele também acha que a concorrência é saudável para o setor. "Agora, as duas instituições financeiras federais (BB e CEF) irão concorrer entre si e com os bancos privados. Assim, o cliente ganha com mais uma oferta de crédito para a aquisição da casa própria e com as vantagens dessa concorrência".

Balanço
Segundo informações do Banco do Brasil, desde o início de suas operações de crédito imobiliário às pessoas físicas, em 2008, o BB apresenta contínuo crescimento e encerrou o terceiro trimestre de 2011 com R$ 5 bilhões nesta modalidade, valor 19,8% maior que o verificado em junho de 2011 e 105,1% acima do valor em carteira no mesmo período do ano anterior.
Acrescentando o montante destinado às empresas nessa modalidade, o volume emprestado atinge a marca de R$ 6,3 bilhões.

Financiamento BB

Veja os números
Sob as regras do programa Minha Casa Minha Vida, o Banco do Brasil já financiou 7.540 habitações até setembro.

Estimativa
A previsão é que sejam financiadas 37 mil unidades habitacionais no âmbito do programa até o fim deste ano.

Bônus. 
O BB encerrou o mês de setembro com saldo de R$ 5 bilhões na carteira imobiliária de pessoa física, expansão de 105% ante o mesmo mês do ano passado.

Total. 
Considerando a carteira de pessoa jurídica, o saldo total sobe para R$ 6,3 bilhões.
Planejamento. A compra do imóvel que ainda será construído garante um preço menor do que o cobrado após a entrega
OPORTUNIDADE
Vantagens da compra na planta
Além da valorização que o imóvel sofre durante o processo de construção, comprar um empreendimento na planta apresenta outras vantagens.
Com o imóvel ainda em construção, é possível planejar melhor a forma de pagamento, principalmente se o financiamento for feito direto com a construtora. É o caso do biólogo Ronald Carvalho Júnior.
Segundo ele, o que pesou para escolher o financiamento com a construtora foi a flexibilidade do plano e a possibilidade de adaptar os pagamentos de acordo com sua realidade.
"Pagamos a entrada estabelecida e as mensais fixas ao longo de todo o financiamento. Não tivemos parcelas extras trimestrais, nem semestrais", relembra.
Segundo ele, dentro dos moldes do plano oferecido pela construtora foi possível se organizar de maneira que o imóvel fosse quitado com prazo bom para ele e com juros que Carvalho Júnior considerou aceitável.
"Para o pagamento adiantado de qualquer valor da dívida eram descontados os juros, de 1,5% ao mês. O financiamento teria que ser quitado em cinco anos após a data de entrega do imóvel, que foi prevista em contrato. Como foi comprado na planta, o financiamento foi um pouco mais longo, já que contou os cinco anos e ainda o período anterior fase de construção do empreendimento", disse.(JornalOTempoBH)

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