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Sinduscon-RS: Venda de imóveis desacelera em Porto Alegre

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


Movimento de retração na Capital ainda não é motivo de preocupação, avalia o vice-presidente do Sinduscon-RS


A comercialização de imóveis novos em Porto Alegre desacelerou segundo pesquisa do Sinduscon-RS. A taxa de velocidade de vendas (relação das vendas sobre as ofertas) foi de 7,68% em agosto, resultado inferior a julho, quando o índice atingiu 8,19%. Em relação ao mesmo mês de 2010, a queda foi ainda mais acentuada se considerada a taxa de 11,81% de agosto do ano passado.

O indicador significa a comercialização de 285 unidades, uma queda de 9,52% em relação ao mês anterior, quando foram negociadas 315 unidades. Já na comparação ao ano anterior, o declínio é ainda maior, de 29,10%. Em termos acumulados no ano, de janeiro a agosto de 2011, foram negociadas 2.447 unidades, queda de 35,13% comparativamente a igual período de 2010, quando foram negociadas 3.772 unidades. A taxa média de doze meses fechada em agosto atingiu 9,80%, resultado inferior aos doze meses fechados em agosto de 2010, quando o índice foi de 14,53%, uma queda de 30,14%.

O vice-presidente e coordenador da comissão da indústria imobiliária do Sinduscon-RS, Mauro Touguinha, afirma que a desaceleração ainda não é motivo de preocupação. “Os números anteriores eram astronômicos, e o mercado não estava suportando”, compara. Segundo ele, o cenário que se desenha é decorrência lógica das cerca de três décadas de estagnação seguida pelo boom imobiliário, iniciado em 2010. Explosão que, conforme ele, tem pouca relação na Capital com os empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

Em Porto Alegre, soma-se ainda a greve dos técnicos da prefeitura no início do ano. Os empreendimentos que tiveram demora na aprovação do projeto começarão a ser lançados neste semestre, retomando o crescimento. Ele projeta estabilização da velocidade de vendas em um patamar considerado equilibrado, entre 8% e 10%, índice em concordância com a oferta de mão de obra e a estrutura dos órgãos públicos. Conforme o vice-presidente do Sinduscon, a Capital já passou por momento mais crítico durante a crise econômica de 2008, quando o indicador chegou, em fevereiro de 2009, a 4,27%.

Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sindimóveis-RS), Sidney Gomes, o índice reflete um período de acomodação do mercado e a velocidade de crescimento deve ser recomposta até o início de 2012. “Esse momento já se viu na cidade de São Paulo, o que nos faz acreditar em acomodação.” Gomes lembra que são diversos os fatores que convergiram para a desaceleração. O ciclo de lançamento e entrega de imóveis aumentou de 30 para 48 meses devido ao déficit de mão de obra e de insumos, além da lentidão na aprovação dos projetos e a dificuldade de adaptação às mudanças do plano diretor. “Tanto isso é verdade que empresários do ramo mostram muitos lançamentos saindo do forno”, comenta.

Segundo ele, em 2004, o País comemorava a marca de R$ 5 bilhões em crédito imobiliário. Sete anos depois, são R$ 82 bilhões, número representativo, apesar da parcela destinada ao programa Minha Casa, Minha Vida. Esse aumento estipulou um referencial de velocidade de vendas acima do normal. Gomes acredita que o mercado imobiliário deve permanecer em constante expansão nas próximas duas ou três décadas.

A pesquisa apontou ainda que 91,93% dos negócios realizados em agosto foram com imóveis cujo estágio de produção encontra-se na planta ou em construção e 8,07% das unidades estavam concluídas. Cenário que, conforme o Sinduscon, evidencia a credibilidade e a segurança dos compradores no tocante à aquisição de imóveis na planta ou em fase de construção. (JornaldoComercio-PortoAlegre)

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