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Preço de imóveis mostra trajetória de acomodação

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


Unidades registraram forte valorização desde 2009


Os preços dos imóveis em Minas Gerais não deverão continuar a registrar a forte valorização verificada desde o início do boom da construção civil em 2009. Para especialistas a tendência é de acomodação nos valores praticados atualmente.

As projeções são resultado de uma redução verificada na demanda, e também na oferta, por unidades habitacionais em virtude do atual cenário econômico em que a país deverá crescer menos que o esperado.

De acordo com o vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), José Francisco Couto de Araújo Cansado, a redução na demanda ocorreu, principalmente, no segmento de alto padrão. Conforme ele, os consumidores adiaram a decisão de compra devido ao temor dos efeitos do cenário adverso na economia internacional no país.

Por outro lado, segundo o vice-presidente do sindicato, a oferta de imóveis para a população de baixa renda e a classe média é menor. Neste caso os lançamentos não estão acompanhando a continuidade da demanda, o que reduz o volume de vendas.

Cansado afirmou que não há projeções para a redução nos preços de imóveis no Estado, uma vez que há uma pressão de custos. "Os valores deverão ter reajustes seguindo a inflação", afirmou.

Ele lembrou que em novembro, por exemplo, haverá o reajuste salarial dos funcionários do setor, o que irá pressionar os preços. Outro fator apontado é o custo dos materiais de construção que também não apresentam retração.


Legislação - Em Belo Horizonte, as mudanças na legislação também impedirão uma redução nos valores de imóveis. No ano passado, com a aprovação da Lei de Uso e Ocupação do Solo na Capital, houve uma redução no coeficiente de aproveitamento dos terrenos em uma média de 10%.

Isso significa que as empresas terão de levantar menos andares nos prédios e o espaço para a construção dos apartamentos será menor. Também houve mudanças em relação ao tamanho de varandas, garagens e circulação vertical e horizontal das edificações. As mudanças encareceram as unidades habitacionais.

As projeções da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) também são de uma tendência de valorização dos imóveis em patamares próximos à inflação. De acordo com o presidente da entidade, Ariano Cavalcanti de Paula, a continuidade do incremento nos preços, mesmo que em ritmo menor, se dará em virtude da demanda ainda ser maior que a oferta em Minas Gerais.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) revisou para baixo as estimativas de resultados para 2011. O segmento esperava um aumento de 6%, mas não deverá atingir 4%, ficando no mesmo patamar da indústria geral e do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, conforme já informado.

O atual exercício é considerado pela entidade como um "ano de ajustes", já que houve uma queda na compra de imóveis em todos os níveis, o que seria reflexo do momento econômico atual.

Outro fator apontado foi a não realização de obras públicas previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A segunda fase do programa habitacional do governo federal, "Minha casa, minha vida" (MCMV) também não avançou, o que impactou os resultados do setor.

*(DiáriodoComércio/Economia)

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