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Metro quadrado de imóvel novo no Rio sobe para R$ 6 mil

quarta-feira, 26 de outubro de 2011


SÃO PAULO — O preço do metro quadrado do imóvel residencial novo subiu 28,8% em apenas seis meses no Rio de Janeiro. É o que mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Ibope Inteligência. Segundo o estudo, o preço médio do metro quadrado na cidade passou de R$ 4.656 em abril para R$ 6 mil este mês. Para o diretor de geonegócios do Ibope, Carlos Ruótolo, essa disparada se explica pelo fato de ter havido poucos lançamentos na cidade enquanto que a demanda cresce, combinação que permitiu que as construtoras subissem o preço. Segundo ele, o problema maior do Rio está na falta de terreno para a construção de novos prédios, principalmente na zona sul.

O preço do imóvel novo no Rio acabou se equiparando a São Paulo, onde o metro quadrado custa R$ 6.019.

— Este é um bom ano para o mercado imobiliário no Rio de Janeiro. As vendas cresceram, mas o preço do imóvel também. O reajuste chegou a quase 30% em apenas 6 meses, bem acima da inflação. A compra de um imóvel é o desejo de todo mundo, que aproveita o bom momento da economia para fazer um financiamento, mas em algum momento a situação pode se tornar insustentável — disse.

O presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon RJ), Roberto Kauffnann, atribui o aumento dos preços ao fato de as construtoras terem lançado imóveis principalmente em locais nobres, o que fez os custos aumentarem. Os terrenos, observou, representam de 8% a 15% dos custos da construção de prédios para a classe média baixa. Já para a classe média alta, o custo do terreno é de até 30%. Em bairros nobres como Copacabana, Ipanema e Leblon, a compra do terreno representa até 50% do custo.

A pesquisa verificou também grandes variações de preços entre as diferentes regiões da cidade. Segundo o levantamento, enquanto o metro quadrado de um apartamento novo na zona sul do Rio custa R$ 11.673, na Grande Tijuca está em R$ 5.795 e na Barra e no Recreio em R$ 5.518. Na zona norte, o preço chegou em outubro a R$ 3.531 e em Jacarepaguá a R$ 3.382. O metro quadrado é mais barato na zona oeste (R$ 2.403). Na Tijuca, o preço subiu 32% e na zona sul, 20% no período.

O levantamento não leva em consideração o preço de casas, já que não é possível saber em que estado o imóvel se encontra. No entanto, também foi levantado o preço do imóvel usado. Nesse caso, não houve muita variação no Rio, onde o preço passou de R$ 5,047, em abril, para R$ 5.106 este mês. uma diferença de apenas 1,16%. A zona sul também tem o preço mais caro do usado: R$ 9.759 o metro quadrado. Em seguida estão Barra e Recreio (R$ 4.931), centro histórico (R$ 4.356), Grande Tijuca (R$ 4.122), Jacarepaguá (R$ 2.749), zona norte (R$ 2.546) e zona oeste (R$ 2.022).

— Já não há praticamente mais terreno para a construção de prédios na zona sul. Por isso, ocorrem tão poucos lançamentos. Foram alguns poucos lançamentos na Lagoa Rodrigo de Freitas. O grande número de prédios tombados no Leblon impedem novos lançamentos. O preço do imóvel usado acaba subindo também — afirmou Ruótolo.


A pesquisa do Ibope foi realizada em quatro capitais. Além de Rio e São Paulo, foram verificados os preços em Porto Alegre e Recife. Em Porto Alegre, o metro quadrado do apartamento novo caiu de R$ 4.567 para R$ 4.501. Entre os usados, a queda foi de R$ 2.998 para R$ 2.922. Já em Recife, o preço do imóvel novo passou de R$ 4.020 em abril para R$ 4.074 em outubro, e do usado, de R$ 3.066 para R$ 3.305.

Segundo o Ibope, o número total de unidades residenciais de ocupação particular no Rio chegou em 2010 a 2.406.906. Desse total, 191.732 estavam vagas (o equivalente a 8%). A expectativa é que 38 mil novas unidades sejam instaladas na capital carioca este ano. Desde 2009, quando a pesquisa do Ibope foi realizada pela primeira vez, o preço dos apartamentos novos subiu 79% no Rio. Entre os imóveis usados, o preço do metro quadrado avançou 75%. A liberação de financiamentos acaba estimulando o mercado, de acordo com o diretor do Ibope Inteligência. Segundo ele, a participação do crédito imobiliário no PIB passou de 2,9% em 2010 para 4% em 2011.

— Acredito que a tendência é de desacelaração no médio prazo, mas tudo vai depender da economia - disse Ruótolo.(Extra)

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