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Imóveis sobem mais rápido que em 2010, diz Ibope

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Imóveis novos tiveram alta nacional de 30% ao ano desde 2009



Rio: imóveis usados apresentam alta maior que os novos, devido à escassez de lançamentos

São Paulo – O mercado imobiliário brasileiro ainda não entrou em fase de acomodação, diz Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Ibope Inteligência. A conclusão foi feita a partir da Pesquisa semestral de Preços de Imóveis Residenciais divulgada nesta quarta-feira pelo instituto. Todas as capitais pesquisadas apresentaram crescimento consistente desde 2009, e a valorização nacional dos imóveis novos foi de cerca de 30% ao ano, sem indícios claros de desaquecimento.

A conclusão da pesquisa Ibope surpreende um pouco, se for levado em conta que a velocidade nas vendas imobiliárias tem decrescido. Mas Ruótolo lembra que o índice baixo de desemprego no país, o aumento no volume de financiamentos em 2010 e 2011, o preço alto dos terrenos e a escassez de mão de obra para construir são fatores que inflacionam os preços.

Em contrapartida, pela primeira vez desde o início da série histórica, houve queda de preços de imóveis novos e usados em alguns bairros de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Esse dado ainda não está disponível para Recife., que figura no levantamento pela primeira vez. “Isso indica que o mercado caminhará para altas menores, uma acomodação que é inevitável”, diz Ruótolo, que, no entanto, não considera esse indicador um sinal claro de início de acomodação. O diretor diz que é difícil precisar quando vai começar essa inversão, com posterior estabilização de preços.
Segundo Ruótolo, a forma como a valorização anual dos imóveis novos vem evoluindo mostra que a acomodação ainda não começou. As cidades mais representativas nesse sentido foram Rio de Janeiro e Porto Alegre. No Rio, as altas foram de 27% entre 2009 e 2010 e 19% entre 2010 e 2011. Entre abril e outubro de 2011, no entanto, os preços aumentaram em 18%, ou 36% em valores anualizados.
Já em Porto Alegre, um mercado mais estável e constante que o do Rio, a alta foi de 25% de 2009 para 2010, 17% de 2010 para 2011 e 11% no último semestre, o que corresponde a uma valorização de 22% em dados anualizados. São Paulo mostrou certa estabilização. Lá, a valorização dos imóveis novos foi de 24% entre 2009 e 2010 e de 30% entre 2010 e 2011. De abril e outubro de 2011, a alta foi de 14%, ou 28% em dados anualizados, praticamente estável em relação ao ano anterior.
Das três capitais pesquisadas desde 2009, a maior alta acumulada entre os imóveis novos foi encontrada em São Paulo, com valorização de 85%. No Rio, a alta foi de 79%, e em Porto Alegre, 63%. Entre usados, a maior valorização foi encontrada no Rio, onde a alta acumulada desde 2009 foi de 75%. Em São Paulo, a valorização foi de 62% e em Porto Alegre, de 50%.
Rio e Recife: anomalias de mercado
O Recife e o Rio de Janeiro apresentaram uma anomalia de mercado nos últimos seis meses, com uma valorização maior dos preços dos imóveis usados do que dos imóveis novos, em grande parte devido à escassez de lançamentos. Em Recife, a atração populacional do Porto de Suape tem sido um fator forte de valorização de toda a região metropolitana. Já o Rio tem previsto, para 2011, o lançamento de 38.000 unidades, apenas 8% a mais do que no ano anterior. Para efeitos de comparação, São Paulo tem prevista uma alta de 37% no número de lançamentos, e Porto Alegre, de 30%.
Porto de Suape tem sido fator de forte valorização dos imóveis de Recife
Foram as duas cidades litorâneas que apresentaram as maiores altas, tanto de imóveis novos quanto de usados. A valorização foi de 18% no semestre em ambas as cidades para os lançamentos; para os usados, foi de 20% em Recife e 19% no Rio. São Paulo teve uma alta de 14% para os imóveis novos e 11% para os usados, enquanto que em Porto Alegre os imóveis novos valorizaram 11% e os usados, 8%. O comportamento dessas duas capitais pode ser considerado mais normal, onde lançamentos são mais valorizados que usados.
A Pesquisa IBOPE Inteligência de Imóveis Residenciais foi considerada, pela revista inglesa The Economist, o levantamento de imóveis residenciais de metodologia mais confiável do Brasil, uma vez que são utilizadas diversas fontes primárias de informação, que são, depois, checadas. Além disso, os dados são ponderados estatisticamente.(exame)

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