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Aluguel sobe mais do que a inflação em BH devido pouca oferta

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Problema está também no varejo, que busca lojas em bons pontos


A baixa oferta de imóveis para alugar tem se refletido em alta dos preços. Nos últimos 12 meses, o preço da locação residencial subiu 10,2% e a comercial ficou 12,58% em Belo Horizonte. No mesmo período, a inflação medida pelo Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 7,55%. Considerando apenas setembro, os preços ficaram 0,65% mais caros para residenciais e 0,79% para comerciais. Os dados são da pesquisa imobiliária realizada pela Câmara do Mercado Imobiliária e pelo Sindicato da Habitação (CMI/Secovi) em parceria com o Ipead da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Com a recuperação de preços no setor, a oferta tem crescido - a alta foi de 24,36% para o residencial e 21,67% para o comercial nos últimos 12 meses - mas ainda não é suficiente para atender à demanda, diz o presidente da rede Imvista, Eduardo Novais. Ele diz que a carteira da sua imobiliária tem, hoje, 17 imóveis residenciais para locação, quatro ou cinco vezes menos do que o necessário. "Tem imóvel que entra para locação que não fica nem 15 dias", diz."


Nos últimos anos, a oferta sempre foi um fantasma. Se eu tivesse mais imóveis para serem locados, com certeza não faltariam clientes", diz Miriam Dayrell, proprietária da imobiliária que leva o seu nome. Ela diz que os mais procurados são os de três quartos, com suíte e uma vaga na garagem - cujo aluguel varia de R$ 900 a R$ 1500 - mas há locatário para todo tipo de imóvel. "Até para os quatro quartos de luxo, com aluguel na casa dos R$ 10 mil, tem público. A locação não é tão rápida, mas acontece", afirma ela. 


Aquecimento. O aumento do poder aquisitivo da população e os bons resultados do varejo nos últimos anos trouxeram como efeito colateral a falta de imóveis comerciais para locação. "Faltam boas lojas, em pontos bons", diz o proprietário da Adbens Imóveis, Carlos Frederico Castro. 


Esse imóvel cobiçado pelo comércio se caracteriza por estar em local de fácil acesso, com bom fluxo de pedestre e com estacionamento próximo. Castro explica que a falta de lojas está ligada ao aquecimento da economia, que reduziu o índice de espaços ociosos nas ruas. Nos shoppings, segundo ele, os preços são muito altos para a maioria dos comerciantes, especialmente os pequenos. De acordo com Castro, faltam também salas comerciais, mas esse problema deve ser contornado nos próximos meses. "Há muitas obras de salas e as que vão começar a ser ofertadas em breve irão suprir a demanda", acredita. Já as lojas continuarão em falta por um bom tempo.




Preços na Savassi foram renegociados


Os preços de aluguéis na Savassi caíram de 20% a 25% em razão das obras de revitalização da região, que derrubaram as vendas do comércio. O diretor da Adbens Imóveis, Carlos Frederico Castro, diz que as reduções valem de agosto a dezembro e foram negociadas para adequar os valores à queda das vendas que as obras provocaram. "Teve loja que ficou com tapume na porta por um mês", explica. A imobiliária administra 30 lojas na região. Em dezembro, os valores voltam ao normal, inclusive, com os reajustes previstos nos contratos. (APP-OTempo-BH)

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