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Vendas de imóveis caem 30,5% na capital mineira

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Recuo dos lançamentos pode explicar desaquecimento no primeiro semestre de 2011, já que preços sobem acima da inflação. Maior queda foi em unidades de R$ 100 mil a R$ 500 mil


O boom de negócios no segmento imobiliário de Belo Horizonte ficou para trás. O número de apartamentos novos comercializados na capital caiu 30,5% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2010. Mas o interessado em comprar imóvel não precisa comemorar. A queda de vendas, por enquanto, não veio acompanhada de queda de preços. O valor médio das unidades comercializadas subiu 0,85% em julho, alta acima da inflação registrada no período, de 0,10%. Os dados são de levantamento divulgado nessa terça-feira pela Fundação Ipead/ Ufmg, em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG). 


Nos primeiros sete meses de 2011 foram comercializadas 2.542 unidades residenciais na capital, contra 3.660 no mesmo período de 2010. A queda de vendas, segundo os analistas do setor, pode estar associada ao recuo do número de unidades lançadas. A oferta de imóveis caiu 4,87% nos últimos 12 meses. “Vai acontecer uma pequena acomodação no segmento imobiliário, mas não no curto prazo. O mercado ainda deverá se manter aquecido por algum tempo”, observa Wanderley Ramalho, coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Fundação Ipead. 

Os imóveis para a média e baixa renda tiveram a maior queda de vendas, segundo a pesquisa. Só para ter ideia, em fevereiro foram comercializadas 516 unidades no valor de R$ 100 mil a R$ 500 mil na capital. Em julho, esse número despencou para 95 unidades. Já os imóveis de luxo, com valor acima de R$ 500 mil, ganharam espaço nas vendas. O número de negócios saltou de 58 para 87 unidades no período. 

Na avaliação de Ariano Cavalcanti de Paula, presidente da CMI-MG, os preços dos imóveis vão seguir acima da inflação. “A pressão de demanda é muito grande ainda. Os preços vão aumentar menos do que no ano passado, mas ainda vão ganhar das aplicações financeiras em geral”, afirma. A escalada de preços foi maior no segmento de salas, que teve alta de 18,65% neste ano, contra a inflação acumulada de 5,16%. “A sala tem o problema da oferta, que é menor. Aí a pressão de demanda é maior”, observa Ariano de Paula. Os preços das lojas também ficaram acima da inflação, com alta de 7,41% no acumulado do ano.

Apreensão
A crise econômica internacional pode ter influenciado na queda dos negócios imobiliários no Brasil, avalia Carlos Henrique Monte Mor, gerente comercial da construtora Lider. “As pessoas ficam sabendo das notícias das dificuldades do mercado europeu e ficam apreensivas na hora de fechar o negócio”, diz. O Bairro Buritis segue com a maior oferta de unidades para a venda, no total de 391 apartamentos (24,12%), seguido do Castelo, com 172 (10,61%), e do Gutierrez, com 126 (7,77%). A Savassi e o Santo Antônio são as regiões com menor oferta, no total de 17 unidades (1,05%) cada.(eSTADODEmINAS)

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