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Nova Belo Horizonte: Focos diversificados e bairros tradicionais em alta

sábado, 24 de setembro de 2011


Em alta - Mesmo com outras opções, bairro Buritis ainda continua sendo um dos preferidos das construtoras

As vendas de imóveis movimentaram cerca de R$ 4,2 bilhões no primeiro semestre na capital mineira. O número é 29% superior ao mesmo período do ano passado. Os dados foram retirados da pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG,) em parceria com o Instituto Ipead/UFMG.

Há algum tempo os imóveis em Belo Horizonte vêm registrando valorização significativa. Para o coordenador da Comissão da Indústria da Construção da Fiemg, Teodomiro Diniz Camargos, a região Centro-Sul sempre foi muito valorizada, mas por causa da falta de terrenos, outras regiões precisaram ser exploradas. "Isso permitiu até mesmo a criação de novos bairros", disse.

Segundo levantamento feito pelo presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi), Ariano Cavalcanti de Paula, em seis anos a valorização média dos apartamentos na capital mineira foi de 147,66%, o que representa uma taxa mensal de 1,38%.

Além da demanda causada pelo aumento da renda da população e da estabilização da economia, diversos investimentos realizados em Belo Horizonte contribuíram para intensificar o aumento dos preços dos imóveis em Belo Horizonte. Entre eles, as obras que impulsionaram o desenvolvimento do Vetor Norte, como a construção da Cidade Administrativa e a da Linha Verde. Com isso, os bairros do entorno ganharam visibilidade e investimento das construtoras. Projetos de revitalização, como o realizado na Savassi, também serviram como forma de fortalecer bairros já tradicionalmente valorizados.

A nova Lei de Uso e Ocupação do Solo é também lembrada por profissionais do setor como um dos impulsionadores da valorização, já que deixou terrenos mais caros. Segundo o economista especializado em mercado imobiliário Caio Nápoles, a mudança mais relevante é a redução média de 10% do Coeficiente de Aproveitamento (CA) dos terrenos.

"Isso significa que o limite da área construída foi reduzido. Há impacto no mercado imobiliário e a tendência é mesmo o aumento dos preços cobrados", explicou. (JornalPampulhaOTempo-habitar)

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