Pesquize em toda a Web

Reajuste de preço dos imóveis em BH chega a 35% em 1 ano

terça-feira, 21 de junho de 2011



Metro quadrado de apartamento aumenta 4,4% de março para abril e 35% em relação ao quarto mês do ano passado

Prédios em BH: previsão do mercado é de que preços continuem em alta (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Prédios em BH: previsão do mercado é de que preços continuem em alta

Depois de um período de forte alta, a venda de imóveis em Belo Horizonte dá sinais de estabilidade, mas a acomodação ainda não chegou aos preços das unidades residenciais. Pesquisa divulgada nessa segunda-feira pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) mostra que o preço médio dos apartamentos subiu 20,08% no primeiro quadrimestre em comparação com o mesmo período de 2010. O valor médio das unidades negociadas na capital passou de R$ 237,2 mil para R$ 284,9 mil no período. O metro quadrado dos apartamentos, por sua vez, teve alta de 4,4% em abril em relação a março e de 35,43% na comparação com o mesmo mês do ano passado: passou de R$ 1.744 para R$ 2.362 em 12 meses. Para efeito de comparação, a inflação de BH nos últimos 12 meses (até abril) ficou em 11,64%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pela Fundação Ipead/UFMG, que participa também da pesquisa de imóveis.

Os preços dos apartamentos continuaram em disparada mesmo com um avanço mais tímido na venda de imóveis. No primeiro quadrimestre do ano, indica a pesquisa da CMI, as vendas ficaram praticamente estáveis: 6.623 unidades contra 6.603 comercializadas nos quatro primeiros meses de 2010. A diferença em relação ao último quadrimestre de 2010 também foi pequena. Nos últimos quatro meses do ano passado foram vendidos 5.565 apartamentos.

Para o presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti de Paula, os números indicam que o mercado está se adequando à realidade da capital. “Depois do aquecimento do mercado em 2010, a tendência é seguir para uma estabilização ou até mesmo para uma queda na quantidade de apartamentos vendidos”, avalia Cavalcanti. Segundo ele, a venda de apartamentos vive período de acomodação. “O mercado subiu muito de 2005 a 2007 e passa por uma curva de acomodação, o que é normal. Isso é saudável, pois acumula forças para subir adiante”, disse o executivo.

A avaliação do mercado é de que o preço dos imóveis ainda vai demorar cerca de um ano para se acomodar. “Acho que ainda não se estabiliza neste ano. Houve atraso na construção das obras e na aprovação de projetos na prefeitura, além de falta de mão de obra na construção civil”, observa Paulo Tavares, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci- MG). No período de um ano, diz, os novos imóveis já devem ser colocados no mercado. “Aí pode ter uma acomodação de preço”, observa.

O diretor-presidente da Lar Imóveis, Luiz Antônio Rodrigues, também acredita que os preços só devem cair a partir do fim do ano. “O mercado de imóveis é mais conservador, não é como o de ações. A redução e o aumento de preço não ocorrem de um dia para o outro”, observa. Segundo ele, havia um déficit habitacional que só seria resolvido se houvesse excesso de obras. “Mas muita gente está adiando a construção pela falta de mão de obra”, diz.

Padrão

Ariano de Paula acrescenta que o preço dos apartamentos “continua subindo acima de qualquer outra rentabilidade”. De abril de 2004 ao mesmo período deste ano, o preço médio dos apartamentos aumentou 207,41%, proporcionando “uma taxa efetiva de rentabilidade de 1,33% ao mês”. Já o certificado de depósito interbancário (CDI), diz ele, em igual intervalo, foi de 140,33%, ou 1,03% ao mês. O CDI é um importante indicador financeiro, pois a rentabilidade de boa parte dos fundos de investimentos do país é comparada com ele.(LugarCerto/UAI)

0 comentários:

Postar um comentário

  © Blogger template On The Road by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP