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Melhorias no centro de BH valorizam os imóveis

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os imóveis residenciais do centro da capital mineira já alcançam os mesmos patamares de valorização da média observada em Belo Horizonte. Conforme especialistas de mercado, depois da fuga de moradores dessa região para outros bairros nos últimos 10 anos, principalmente das classes A e B, existe, agora, movimentação no sentido contrário. O fenômeno é decorrente de um conjunto de melhorias urbanas implementadas no centro tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada.

De acordo com dados da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), os imóveis residenciais registraram valorização de 19% em Belo Horizonte nos últimos 12 meses. Segundo o presidente da entidade, Ariano Cavalcanti de Paula, embora não haja levantamento detalhado sobre áreas específicas, a observação é de que os imóveis da região central já alcançaram os mesmos patamares de valorização dos demais bairros da Capital. "Há cinco anos, por exemplo, existia um desnível bastante acentuado. Esse quadro vem se revertendo de forma significativa e já percebemos um retorno, principalmente de pessoas da classe média, para a região", afirmou.

Conforme Cavalcanti de Paula, a recente revitalização da região central de Belo Horizonte é o principal fator que permitiu a retomada do interesse de consumidores da classe média pelo centro. Entre as principais melhorias ele citou as intervenções na Praça da Estação e em praticamente toda a extensão da avenida Amazonas.

"As obras acabaram motivando as pessoas a investir na compra de imóveis no centro. Soma-se a isso a tendência de valorização imobiliária observada nos últimos anos", avaliou o presidente da CMI/Secovi.

Revitalização - Uma iniciativa emblemática decorrente do processo de revitalização do centro de Belo Horizonte foi a reforma do edifício Tupis, localizado na avenida Amazonas, esquina com a rua Tupis. Conhecido popularmente como "Balança mas não cai", as obras no edifício devem ser concluídas ainda neste ano.

De acordo com o diretor da Construtora Diniz Camargos Ltda, Teodomiro Diniz Camargos, responsável pelo empreendimento, a expectativa é de que as 62 unidades sejam colocadas à venda já nos próximos meses com preços em torno de R$ 180 mil. Cerca de 600 pessoas já estão na fila de espera. O prédio, que foi construído em 1945, estava abandonado até a sua aquisição pela Diniz Camargos, em 2008.

Camargos acredita que o centro de Belo Horizonte cada vez mais voltará a ser interessante, principalmente para a classe média. " uma área com muitos atrativos, como a ampla oferta de serviços. A melhoria gradativa da infraestrutura local, com aperfeiçoamento do sistema de transporte e comércio, os consumidores vão, aos poucos, percebendo as vantagens de morar na região. Tudo começou com a retirada dos camelôs do centro da cidade e melhoria das medidas de segurança. Aliás, segurança é questão crucial para o centro ser uma excelente opção de moradia", avaliou.

Antes de reformar o Edifício Tupis, a Construtora Diniz Camargos revitalizou o prédio Chiquito Lopes, localizado na rua São Paulo, antiga sede administrativa da Vale S/A.

O Edifício Lemond, localizado na rua Santa Catarina, é outro que foi revitalizado depois das intervenções realizadas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) no centro da Capital. O prédio estava abandonado há anos e, por conta da demanda crescente por empreendimentos na região, a Concreto Empreendimentos e Participações Ltda decidiu reformá-lo.


Demanda - Algumas corretoras da Capital já sentem os reflexos das mudanças implementadas até agora no centro.  o caso da Rede Netimóveis. De acordo com o presidente da empresa, que também é vice-presidente da CMI/Secovi-MG, José de Fellipo Neto, com 49 imobiliárias filiadas em Belo Horizonte, muitas famílias da classe B voltaram a dar preferência pela compra ou mesmo locação de imóveis na área central. "Nessa região temos muitos apartamentos grandes, com 4 quartos e salas amplas, o que é ideal para famílias com filhos pequenos ou mesmo adolescentes", disse.

Segundo Fellipo Neto, a maioria dos apartamentos da região central de Belo Horizonte é ideal para pessoas que pretendem fazer aquisições estratégicas, visando arcar com as adequações necessárias, em caso de prédios mais antigos. "Esse tipo de negócio pode ser muito atraente para quem se dispõe a realizar os ajustes necessários nos itens de acabamento", afirmou.

De acordo com ele, o maior obstáculo encontrado na comercialização de imóveis na região é a escassez de vagas de garagem. "A maioria dos prédios possui apenas uma vaga por apartamento. A alternativa para driblar isso é a locação de vagas de terceiros", disse.

Além das famílias de classe média que buscam apartamentos maiores, Fellipo Neto relatou que o centro também é muito procurado por pessoas que vão adquirir o primeiro imóvel. " um tipo de investimento atrativo para este grupo de pessoas", garantiu.

Ele ainda confirmou que, nos últimos anos, houve equilíbrio entre a valorização dos preços praticados no centro em relação a outros bairros de Belo Horizonte. "Antes do processo de revitalização de importantes áreas, a região central caminhava na contramão do mercado imobiliário local", disse.
Publicada em: 16/06/2011/ Diário do Comércio/ Negócios

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