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Imoveis: Qualidade de vida em foco

quarta-feira, 1 de junho de 2011


Melhoria da infraestrutura dos bairros antigos e tradicionais atrai novas famílias, pelo fato de eles concentrarem grande parte das suas necessidades e pela sensação de segurança

Fernando Machado, da Imvista, prega o equilíbrio entre progresso e preservação (Eduardo Almeida/RA Studio)
Fernando Machado, da Conexão BH, prega o equilíbrio entre progresso e preservação
Conforto e proximidade com a família e amigos não são os únicos motivos para que algumas pessoas prefiram se estabelecer em bairros periféricos. A sensação de segurança, por conhecer a região, e a conservação da qualidade de vida são outros atrativos, principalmente no caso daqueles que conseguiram se estabelecer profissionalmente na região em que nasceram.


O apoio dos pais na nova etapa da vida, que nem sempre tem um início fácil devido à rotina acelerada dos dias atuais, é um dos motivos citados pelo sócio-diretor da imobiliária Elite BH, Gilson Velásquez Santos. “É bom ter, na casa dos pais, um local de apoio para refeições e serviços que possam compartilhar, como a empregada doméstica, por exemplo”, cita.



Há ainda casos de pessoas que trabalham nesses bairros e optam por morar neles para ter melhores condições de vida, como observa Luciana Castro, da Construtora Carrara. “Muitos moradores são empresários ou profissionais liberais que, na busca pela qualidade de vida, optam por trabalhar perto de casa.”



Gilson Santos acredita que o próprio convívio social no bairro de origem possibilita oportunidades de emprego ou constituição de uma empresa. O conhecimento das necessidades dos moradores e a indicação de clientes por amigos e parentes contribuem para as maiores chances de êxito. “São condicionantes de sucesso de uma atividade profissional ou empresarial”, avalia.



Seja sua relação com o bairro apenas pessoal, seja profissional, o fato é que a história de vida constituída ali faz com que o morador se sinta mais seguro para formar sua nova vida no local em que nasceu. “Somando-se a isso a facilidade de conhecerem escolas, supermercados, hospitais e demais equipamentos comunitários com os quais já têm um sólido relacionamento social constituído ao longo de suas vidas”, completa Gilson. Esse cenário é observado por algumas construtoras e imobiliárias na hora de intermediar o terreno em que será edificado o empreendimento, conforme o empresário. “Isso, devido ao modelo de permuta atualmente utilizado na compra do terreno, em que o vendedor aceita receber uma parte do pagamento em unidades residenciais ou comerciais.”



Gilson observa que, na maioria das vezes, o proprietário do terreno busca uma solução de moradia para seus filhos, o que significa receber mais de uma unidade residencial. “No caso de verticalização, para sua própria moradia e de um filho adulto ou que tenha demonstrado interesse em buscar sua independência econômica e de moradia.”



Essa situação é vantajosa para toda a família, que consegue assegurar um imóvel a alguns de seus membros. “Permite aos pais que mantenham seus filhos por perto e ainda possam usufruir do convívio dos netos e genros ou noras, que, certamente, no futuro, também lhes darão assistência”, opina o sócio da Century 21.



IMPACTO 



Mas nem sempre as novas construções são vistas com bons olhos nos bairros tradicionais. Isso porque os novos empreendimentos podem gerar impactos no cotidiano dos moradores, como constata o corretor e diretor da imobiliária Conexão BH, Fernando Machado.



Segundo ele, as pessoas que vão morar nesses locais esperam contar com infraestrutura viária, comércio e serviços que trazem comodidade. “Elas querem ganhar tempo na vida, que está tão corrida. E não podemos impedir o progresso. Mas quando uma casa que está ali há mais de 50 anos é demolida, os moradores da região não ficam satisfeitos”, afirma.



Uma das consequências do desenvolvimento progressivo é a verticalização, que acarreta aumento no fluxo de carros, dificuldade para encontrar vagas e filas nos serviços da região, conforme observa Fernando. “Mas, para o filho de um morador desse bairro que está esperando uma oportunidade dessa, a edificação de novos empreendimentos é uma boa notícia.”



Por isso, o corretor acredita que o desenvolvimento é uma via de mão dupla e precisa levar em conta alguns critérios. “Claro que tem de haver um equilíbrio entre progresso e preservação. E isso é uma responsabilidade da prefeitura. Ela precisa pensar em algo nesse sentido.” (LugarCerto/UAI)

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