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Investimento na bolsa ou poupança é opção à compra de imóvel

quinta-feira, 9 de junho de 2011


O professor Marcos Camargos observa que rendimento com aplicações bancárias dá para pagar aluguel e ainda sobra (Alessandro Carvalho / Divulgação)
O professor Marcos Camargos observa que rendimento com aplicações bancárias dá para pagar aluguel e ainda sobra
Se os valores dos apartamentos parecem começar a afugentar os interessados, indicando uma acomodação do mercado imobiliário e expectativa de estabilização dos preços, o que diminuiria a atratividade de ganhos com os imóveis, o aluguel também parece seguir na mesma linha. O índice referente aos preços médios dos aluguéis residenciais em BH apresentou elevação de 0,71% em abril. No mesmo período, o IPCA/Ipead – indicador da inflação na capital mineira – mostrou elevação de 0,84%.

Marcos Camargos, professor da disciplina mercado financeiro no Ibmec, faz uma comparação: “Se aplicarmos R$ 500 mil na poupança, teremos um rendimento de R$ 2.750 por mês. Mas com R$ 500 mil, facilmente se negocia com o banco um Certificado de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade de 12% ao ano, o que daria um rendimento mensal de R$ 4.744. Mas sobre esse lucro haverá um desconto do Imposto de Renda que varia de 15% a 22,5% de acordo com o prazo de manutenção do depósito”, ensina. Com isso, o ganho mensal ficaria entre R$ 3.676 e R$ 4.032.

Uma pesquisa em sites de imobiliárias revela valores de aluguel de apartamentos de três quartos nos bairros Buritis, Cruzeiro e Funcionários, respectivamente a partir de R$ 1,2 mil ; R$ 1,4 mil e R$ 1,5 mil. O que faz a alternativa de investir, em vez de comprar o imóvel, parecer atraente. Quem opta pelo investimento deve ser disciplinado. Deve ter em mente que não pode ficar fazendo retiradas desse dinheiro. Se a pessoa for assim, é preferível comprar o imóvel.

A liquidez do investimento é incomparável. O proprietário pode resgatar sua aplicação em 24 horas. No caso do imóvel, precisa de tempo até efetuar a venda. A diversificação dos investimentos também é recomendável. Para correr menos riscos, o sugerido por especialistas seria investir 70% em aplicações com lastro em renda fixa e os outros 30% em renda variável, com orientação de alguma corretora. A Bovespa também tem um produto batizado de Proteção do Investimento com Participação (POP). Ele permite a compra de ações com uma espécie de seguro, no qual, se a ação valorizar, o investidor ganha 80% da valorização. Se a ação desvalorizar, perde apenas uma pequena parte, pois na compra é estabelecido um valor mínimo de recompra.

Quem preferir um imóvel, uma boa opção parece ser as salas comerciais. Só entre fevereiro e março, elas apresentaram um aumento de 11,66%, segundo o levantamento mensal da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-MG).

HISTÓRICO
Na visão de Ariano Cavalcanti de Paula, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), a perspectiva é de crescimento do mercado imobiliário pelos próximos 15 anos. “De 2004 até junho de 2010 ocorreu uma valorização média dos imóveis de 147,66%, o que propiciou uma taxa efetiva de 1,38% ao mês. A taxa Selic ofereceu 129,32% no mesmo período, ou 1,27% ao mês. Ou seja, na média, os imóveis superaram as aplicações financeiras, perdendo apenas para alguns papéis da bolsa, como Petrobrás PN (taxa efetiva de 2,02% ao mês em 11 anos) e Vale PNA (taxa efetiva ao mês de 2,50% em 11 anos)”, garante.

Mas a grande dúvida é exatamente se o melhor momento para comprar o imóvel passou. Fez bom negócio quem comprou antes da valorização que já ocorreu e que, segundo Wanderlei Ramalho, coordenador de pesquisas do Ipead, parece ter chegado ao teto. “O crescimento, de 2007 para cá, se justifica até certo ponto. Não chega a ser uma bolha imobiliária, mas esse aumento começa a ser preocupante. Principalmente com esse crédito fácil. Até porque é amplamente sabido que brasileiro não se preocupa com o preço final, mas se a prestação cabe no bolso”, alerta.

A preocupação do especialista faz sentido. Os prazos dos financiamentos dobraram de 15 para 30 anos, o que permitiu uma prestação mais diluída e apropriada ao salário do brasileiro. O preço final dos imóveis, no entanto, disparou. De 2004 até hoje, o volume de financiamentos teve uma expansão de 300%. E, desde 2006, pelo menos 26 incorporadoras e construtoras fizeram a abertura de capital na Bovespa. “O mercado imobiliário está muito bom para quem constrói”, resume Wanderlei. (UAI/Lugarcerto)

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