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Imóveis: A vez dos bairros tradicionais

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os novos consumidores estão prefirindo morar mais próximos de parentes e amigos com os quais cresceram

Para Luciana e Rodrigo Castro, da Construtora Carrara, cliente quer preservar laços de amizade  (Eduardo Almeida/RA Studio)
Para Luciana e Rodrigo Castro, da Construtora Carrara, cliente quer preservar laços de amizade

Há algum tempo, era comum as pessoas, ao se casar, optarem por mudar do bairro em que nasceram e cresceram. Mas isso vem mudando. Hoje, há quem prefira permanecer no lugar em que passou boa parte da vida. Conhecer bem a vizinhança, todas as características do local e, principalmente, ficar perto dos pais e amigos são pontos determinantes para essa decisão.

Sabendo disso, algumas construtoras estão investindo na edificação de prédios em bairros periféricos ao Centro de Belo Horizonte. Isso é mais comum nos tradicionais, em que os moradores são antigos e conseguem preservar laços de amizade. Concórdia, Sagrada Família, Santa Inês e Boa Vista são alguns deles, como aponta o diretor de produção e engenharia da Construtora Carrara, Rodrigo de Castro.

Desde quando foi fundada, em 2002, a empresa aposta em bairros antigos e, segundo Rodrigo, mais de 80% de seus clientes são da própria região onde solicitam os imóveis. Para divulgá-los, o meio mais eficiente são as placas das obras e o boca a boca entre os moradores.

Além da proximidade com a família, o interesse por bairros periféricos ao Centro é reforçado pelo desenvolvimento desses locais nas últimas décadas. “Hoje, a cidade é dividida em regiões que ficaram independentes do Centro, nas quais alguns bairros acabam por tornarem-se polos”, completa a diretora da Construtora Carrara, Luciana Castro.

A boa infraestrutura comercial, opções de lazer, escolas, além dos meios de transporte coletivo, contribuem muito para a resolução de necessidades do dia a dia, cada vez mais corrido. “Tudo isso, somado ao fato de ficarem perto de onde moram os pais e conhecerem bem a vizinhança e a região”, acrescenta ela.

Regina Célia Avelar vai mudar de apartamento, mas não sairá do bairro em que sempre morou (Eduardo Almeida/RA Studio)
Regina Célia Avelar vai mudar de apartamento, mas não sairá do bairro em que sempre morou
ACESSO 

A dona de casa Regina Célia Avelar Antônio, moradora do Bairro Boa Vista, na Região Oeste de Belo Horizonte, é uma das pessoas que confirmam as observações feitas por Luciana Castro. “O comércio local está cada vez melhor, há bancos e as vias de chegada e saída do bairro são de rápido acesso. É fácil chegar aos shoppings, à área hospitalar e ao aeroporto”, cita.

No bairro desde que nasceu, ela é uma das pessoas que nem cogitam sair do Boa Vista. “Por algumas vezes, a família conversou sobre esse assunto, mas temos o mesmo pensamento”, conta. Uma prova disso é que ela já se prepara para ocupar o terceiro imóvel dentro do próprio bairro. “Em breve, vamos nos mudar para um apartamento na mesma rua e estamos muito satisfeitos.”

De acordo com ela, a adaptação em outro local seria difícil. O entrosamento com a vizinhança e a identificação com a região pesam muito. “Pelo fato de termos nascido no bairro, nos sentiríamos como um peixe fora d'água. Os costumes, familiares, amigos, cada pedacinho de rua, conhecemos tudo de olhos fechados. Como bons mineiros, temos aquela coisa da tradição”, aponta Regina. (Fonte:Lugarcerto/UAI)

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