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Em alta, imóvel continua excelente investimento em Belo Horizonte

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O metro quadrado em Belo Horizonte teve valorização de 14% somente neste ano


Rentabilidade. O aumento do preço no Brasil chegou a 12% no acumulado dos últimos meses, 
atingindo a marca de R$ 5.471 pela média cobrada por metro quadrado. Só em maio a alta foi de 2,6%


O bom período que a economia brasileira vem atravessando tornou o investimento em imóveis a melhor opção em termos de rentabilidade no ano passado. O preço médio do metro quadrado dos imóveis no país ficou 2,6% mais caro em maio em comparação com abril, segundo o indicador FipeZap.

O aumento dos preços no Brasil chegou a 12% no acumulado dos últimos meses, atingindo a marca de R$ 5.471 pela média cobrada por metro quadrado.

Segundo o indicador, Belo Horizonte ocupa o segundo lugar no ranking das cidades em que o preço dos imóveis ficou mais caro. A capital mineira registrou valorização média do metro quadrado de 14% somente neste ano.

A cidade só perde para o Rio de Janeiro, que ocupa a primeira posição no ranking e onde o preço do metro quadrado subiu em média 16% nos primeiros cinco meses do ano. Recife está na terceira posição, com aumento de 12% durante o período.

Muita gente tem aproveitado o bom momento para investir em imóveis, como é o caso do massoterapeuta Giuliano Marcos Dutra. Em 2009, ele comprou um segundo imóvel como forma de investimento. "Comprei um apartamento de dois quartos na planta por R$ 60 mil e consegui vender, no início deste ano, por R$ 130 mil. Estou avaliando e negociando a compra de um outro imóvel, também para investimento", comemora.

Na contramão da euforia do mercado, o coordenador de pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-MG), Wanderlei Ramalho, acredita que os preços de imóveis já subiram demasiadamente. "O fato é que o preço já está elevado demais e, uma hora, vai ter que parar, pois já começa a embutir especulação", disse.


Retorno. Em seis anos, imóveis tiveram lucratividade média em Belo Horizonte de 147,66%, 
o que representa 1,38% ao mês, segundo pesquisa da CMI-Secovi


Investimento: Imóvel vale mais que ouro
O aquecimento da construção civil atingiu índices históricos no ano passado. Segundo estudos do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (Secovi), em alguns investimentos em imóveis localizados em Belo Horizonte, São Paulo e Rio e Janeiro a rentabilidade foi maior até que a do ouro. No Rio de Janeiro, por exemplo, no ano passado, o ganho médio do investimento em imóveis ficou em torno de 50%, enquanto a rentabilidade do ouro foi de 32%. O dado considera valores de venda e também de aluguéis.

Segundo estudo realizado pelo presidente do Secovi e da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-Secovi), Ariano Cavalcanti de Paula, em Belo Horizonte a valorização de um apartamento em um período de 66 meses (entre 2004 e 2010) teve média de 147,66%, o que representa 1,38% ao mês. Se comparado com outros investimentos feitos nos últimos dois anos, quem optou pela compra de imóveis saiu no lucro. Quem aplicou na Bolsa de Valores, por exemplo, obteve ganho médio de 9% em dois anos, já a poupança apresentou ganho de 11% no mesmo período.

Para Ariano, a valorização do setor imobiliário acompanhou o cenário econômico e respondeu aos incentivos de crédito. "Embora o investimento em imóveis tenha dado mais retorno, se comparado a outros investimentos, não foi algo tão acima do esperado", afirmou.

Segundo Ariano, se o crescimento for mantido no mesmo ritmo, a valorização deve chegar a 20% no fim do ano. Ele defende o crescimento sustentável do setor e descarta a possibilidade de "formação de bolha imobiliária".

"Há uma demanda reprimida e os imóveis lançados contemplam essa necessidade. Não consigo apontar riscos dentro do cenário no qual estamos inseridos", garante.

Segundo o gerente de marketing da Conartes Engenharia, Thiago Xavier Gonçalves, quem quer investir em imóveis busca, geralmente, empreendimentos que ainda estão na planta.

"Para se ter uma ideia, cerca de 95% de nossos lançamentos são vendidos quando o projeto está na planta. Isso acontece porque a tabela sofre reajustes constantes do empreendimento ao longo da obra e, para quem quer investir, o retorno é maior", explica.

Gonçalves acredita que o mercado continuará favorável à construção civil. "Indicadores mostram que o otimismo deve ser mantido. Além do déficit habitacional, temos expectativa de grandes eventos, como a Copa do Mundo, que irão impulsionar ainda mais o setor", acredita.

Cautela. O coordenador de pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-MG), Wanderlei Ramalho, acredita que os preços dos imóveis estejam próximos do topo e que o mercado irá se estabilizar.

"A escolha do investimento sempre depende do perfil do investidor. Se for uma compra para moradia, acho válido. Se for somente pela expectativa de valorização, tem que tomar cuidado com a especulação do mercado e avaliar bem onde empregar o investimento", disse.

Lotes localizados em regiões periféricas tendem a sofrer valorização


Negócios: Terrenos são boa alternativa

Uma alternativa de investimento com grande potencial de valorização é a compra de terrenos. Nas principais cidades do país, os terrenos estão em falta e as poucas unidades disponíveis costumam ser negociadas por bons preços e ter boa liquidez.

Segundo o sócio-diretor da Linhares e Filho, Marcelo Roberto Linhares, quem investiu em terrenos tem um bom retorno financeiro. "Em algumas regiões de Belo Horizonte, o terreno está supervalorizado pela escassez de novos espaços para a construção. Em algumas áreas periféricas também há valorização de terrenos, já que existe uma forte tendência de expansão", disse.

Linhares acredita que este seja um bom momento para quem tem um terreno e queira vendê-lo. Segundo ele, com a falta de terrenos na região Centro-Sul, lotes em bairros periféricos têm ótima aceitação.

"São várias as regiões de Belo Horizonte e Região Metropolitana que estão recebendo incentivos e, com isso, melhorando a infraestrutura. O resultado é o incremento no comércio local e maior migração de pessoas. Assim, muitas construtoras estão voltando sua atenção para esses bairros e investindo em bons empreendimentos", explica. (LM)(Fte:JornalOTempo)

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