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Bairro Céu Azul - De rural a urbano em menos de meio século

segunda-feira, 6 de junho de 2011


Área do Céu Azul, que já foi paragem de tropeiros, hoje está valorizada graças à instalação da Cidade Administrativa. Acesso melhorou muito depois da construção da Avenida Antônio Carlos

O bairro fica cerca de 20 mintuos da região central de Belo Horizonte (Eduardo Almeida/RA Studio)
O bairro fica cerca de 20 mintuos da região central de Belo Horizonte

Antes de se constituir como bairro, a área do Céu Azul fazia parte de uma fazenda chamada Olhos d’Água. Assim como outros bairros da Região de Venda Nova, ele também surgiu a partir de arraiais e vilas formados em torno de pontos de parada utilizados por tropeiros do século 19. Montados em seus cavalos, junto das mulas que carregavam diversas mercadorias, os tropeiros eram os responsáveis pelo abastecimento da região das minas de ouro e diamante. Com o passar dos anos, a terra batida deu lugar ao asfalto e o trânsito de carretas e caminhões substituiu o vaivém dos tropeiros com suas mulas. A partir da década de 1930, com a industrialização, a abertura da Avenida Antônio Carlos e a construção do aeroporto da Pampulha, a região começou a se transformar. Vários loteamentos foram abertos, entre eles o que originou a Vila Parque Copacabana, em 1953, que viria a abrigar o Céu Azul, entre outros bairros.

Para a aprovação do loteamento foram executados serviços de terraplanagem e pavimentação. O objetivo era transformar a área em um centro residencial, já que as condições do terreno eram favoráveis à ocupação. Além disso, naquela época, como a área central de Belo Horizonte já tinha esgotado seu potencial de ocupação, a região foi alvo do interesse de migrantes do interior atraídos pelo baixo preço dos terrenos.

Entretanto, a falta de investimentos públicos em infraestrutura comprometeu a qualidade de vida dos moradores. Assim como em bairros vizinhos, no Céu Azul, que foi aprovado em 1976, a população teve de se organizar para obter os serviços básicos de saneamento, água e luz. Apesar de estar entre os mais populosos de Belo Horizonte, a implantação da rede de esgoto só atingiu a maioria da sua população na década de 1990.

"O bairro tem toda a infraestrutura necessária. Há boas escolas, posto de saúde, agência bancária, farmácia e está todo urbanizado" - Fernando Bittencourt,engenheiro eletricista
Morador do Céu Azul há 26 anos, quando o engenheiro eletricista Fernando Bittencourt se mudou para lá a situação já era um pouco melhor. “Já tinha água e luz, mas algumas ruas ainda não tinham esgoto. Além disso, eram de terra”, lembra. O comércio também não era desenvolvido. “Havia muito pouco, mais para perto da Lagoa da Pampulha”, completa. Hoje, a situação no Céu Azul é diferente.

Com o desenvolvimento, os moradores ganharam mais qualidade de vida. “O bairro tem toda a infraestrutura necessária. Há boas escolas, posto de saúde, agência bancária, farmácia e está todo urbanizado”, conta Fernando Bittencourt.

De acordo com o engenheiro eletricista, as pessoas descobriram o bairro. Uma prova disso é que há poucos lotes disponíveis para construir. “Quando me mudei, tinha umas duas ou três casas na rua onde moro. Hoje, com a construção do Centro Administrativo, muita gente está se mudando para essa região”, observa. Isso também fez com que o problema de segurança fosse amenizado, já que há poucos lotes vagos disponíveis. Depois da construção da Avenida Antônio Carlos, o acesso ao bairro também ficou facilitado. Com isso, tirando os períodos de obras na via, é possível fazer o trajeto do Centro até o Céu Azul em pouco tempo. “Não pego o tumulto da Região Sul e com 20 minutos estou em casa”, conta Fernando. De ônibus, o acesso ao bairro é feito pela linha 2215.

COTAÇÃO 
De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte realizada em abril pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis da UFMG (Ipead), o valor de aluguel praticado no bairro para apartamento de dois quartos, considerando sua classificação como “popular”, é de R$ 543,45. Para comercialização, os preços dos imóveis – tanto casas como apartamentos variam entre R$ 142.013 e R$ 216.785. Segundo o levantamento, o Céu Azul é classificado como “popular”, pois a renda média dos chefes de família no bairro é inferior a cinco salários mínimos.(LugarCerto/Uai)

1 comentários:

Anônimo,  6 de junho de 2011 11:02  

Infelizmente hoje o bairro vem sendo desvalorizado devido a invasão de uma das últimas grandes áreas de BH reservada para implantação de um empreendimento imobiliário. Agora esta área se tornou uma favela denominada Favela Dandara ou invasão dandara. Isto tem feito aumentar muito os assaltos e arrombamentos de residências.

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