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Volume de negócios em fundos imobiliários cresce 60%

sábado, 28 de maio de 2011

Investimentos somam R$ 57 milhões por mês e estão crescendo

Rodrigo Machado, da Brazilian, diz que modalidade é simples

Mesmo quem não tem dinheiro para comprar um imóvel, pode investir nessa aplicação. Basta adquirir só uma cota de um bem, o que é possível para quem investe em um fundo imobiliário. Com a valorização crescente dos preços dos imóveis, essa modalidade vem ganhando força. A média mensal do volume desses fundos negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) é 82% maior do que a no ano passado. Em 2010 foram negociados R$ 379 milhões, R$ 31,5 milhões por mês. Em 2011, só até abril, foram R$ 230,37 milhões, ou seja, uma média mensal de R$ 57,5 milhões. Considerando somente nos quatro primeiros meses deste ano, o volume negociado registra crescimento de 60% nos últimos quatro anos.

O fundo imobiliário funciona como um fundo de tradicional de renda fixa. A diferença é o ativo, já que o que compõe a carteira são empreendimentos imobiliários. Os investidores compram cotas e a remuneração vem do aluguel pago.

Hoje são 51 fundos registrados na Bovespa, o dobro dos 25 de 2008. Segundo o diretor da companhia hipotecária Brazilian Mortgages, Rodrigo Machado, a maioria é composta por empreendimentos imobiliários geradores de renda. Por exemplo, um shopping ou um edifício de salas comerciais. "O investidor é dono de um pedaço do imóvel e recebe por mês parte do aluguel pago pelas salas ou lojas, por exemplo", explica Machado. Segundo ele, as cotas podem ser compradas, em média, a partir de R$ 100 e a rentabilidade gira entre 9% e 10% ao ano.

Para o vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI) e do Sindicato da Habitação (Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Júnior, o fracionamento permite que os pequenos investidores também tenham acesso a investimentos imobiliários. "A pessoa pode não ter dinheiro para construir um shopping, mas pode ser dona de um pedaço dele", destaca Lima Júnior.

Machado ressalta que, diferente do processo burocrático de comprar e vender um imóvel, o investidor consegue vender facilmente sua cota, que é comercializada na bolsa. "Basta procurar uma corretora ou banco, ou até mesmo pelo home broker", explica.

O raciocínio é semelhante ao da compra e venda de ações. A empresa é o empreendimento e a cota é a ação. Assim como quando uma empresa fatura mais, os papéis valorizam, quando o preço do empreendimento sobe, as cotas também são valorizadas.




COMPETITIVIDADE
Modalidade tem isenção de IR

O principal diferencial dos fundos imobiliários é a isenção do Imposto de Renda. Os investidores que têm até 10% de cotas em um fundo, que têm que ter pelo menos 50 cotistas, não paga IR sobre o rendimento da aplicação. Nos fundos tradicionais de renda fixa, a alíquota pode chegar a 27,5%, que também é cobrada no lucro obtido da venda de um imóvel, o que não acontece na venda da cota. "Vamos supor que o dono de um imóvel alugado ganhe R$ 10 mil. Ele vai pagar R$ 2.750 de imposto e vai sobrar R$ 7.250. Se ele tiver o mesmo valor aplicado num fundo imobiliário, terá os R$ 10 mil", compara Rodrigo Machado.

De acordo com o diretor de desenvolvimento e relações com institucionais da Bovespa, Emílio Otranto Neto, a isenção fiscal foi a mola propulsora para o crescimento da modalidade. "A isenção de IR trouxe a pessoa física para os fundos imobiliários", afirma Neto.

Nesse tipo de aplicação, o investidor pagará imposto somente quando vender a cota. A alíquota é de 20% sobre o valor do lucro que ele obtiver com o negócio. Se ele comprou a cota por R$ 1.000 e hoje ela vale R$ 1.300, os 20% incidirão sobre os R$ 300.

"Sem dúvidas a demanda por essa modalidade vai crescer. O setor imobiliário está em alta e representa hoje 4% do PIB", diz o diretor de desenvolvimento e relações institucionais da Bovespa. (QA-OTempo)


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