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Venda de imóveis novos recua no primeiro trimestre do ano em SP

terça-feira, 17 de maio de 2011

Nos três primeiros meses do ano, foram comercializados na capital paulista 4.265 imóveis residenciais novos. De acordo com levantamento feito pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o número apresenta recuo de 49,6% ante as 8.461 unidades vendidas em 2010.

O VSO (Vendas sobre Ofertas), que mede o desempenho entre o total de unidades vendidas e a oferta existente, ficou na média de 10,5% no trimestre inicial deste ano, inferior aos 20,2% do mesmo período de 2010.

O cenário de queda de fato predomina, e os lançamentos recuaram neste início de ano, de acordo com dados apurados pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). No trimestre, foram registradas 5.033 unidades residenciais lançadas na cidade, 18,7% abaixo do total disponibilizado no primeiro trimestre do ano passado, de 6.193 moradias.

Comparações
Somente no mês de março, foram comercializadas 1.566 unidades, volume 16,2% inferior ao de fevereiro (1.869 unidades), e ainda 61,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2010. O VSO médio da cidade de São Paulo foi de 11,5%, diante dos 13,2% de fevereiro e dos 28,2% de março de 2010.

O nicho de 2 dormitórios ocupou novamente a liderança em termos de comercialização, com escoamento de 754 unidades, equivalente a 48,1% do total. Imóveis de 3 dormitórios aparecem em seguida, com 411 unidades e 26,2% de vendas do mês.

Apesar de, em geral, concentrar unidades diferenciadas e ter reduzida participação, o segmento de um quarto merece menção em março. A pesquisa indica que as 193 unidades vendidas equivalem a 12,3% do total negociado, quando, historicamente, o nicho contribuiu com apenas 7% do volume comercializado.

Novo cenário econômico
Em geral, o ambiente econômico registra um novo momento menos favorável em relação ao início de 2010, com perspectiva de aumento da inflação e consequente elevação das taxas de juros.

Em março de 2010, o Brasil estava "a todo vapor", com notícias positivas e grande expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Porém, o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, considera fundamental aguardar os resultados dos próximos meses para traçar uma tendência sobre o comportamento do mercado imobiliário durante o ano.

"Por enquanto, fica a impressão de desaceleração no ritmo de comercialização para um ajuste técnico devido à valorização dos imóveis e dos insumos. Além da perspectiva de retomada do crescimento gradual, com concentração do volume de negócios no segundo semestre, conforme acontece tradicionalmente", avalia.

Região Metropolitana
Considerando toda a Região Metropolitana do estado paulista, em março, foram vendidas 3.899 unidades, o que significa que 59,8% do total foi negociado nos demais municípios que compõem a região, e apenas 40,2% na capital.

"Essa relação entre Capital e Região Metropolitana evolui em tendência decrescente, conforme temos comentado nas pesquisas anteriores. Se a legislação não for revista, a tendência será irreversível", alerta Petrucci.

Segundo o Secovi, mesmo considerando a Região Metropolitana, houve significativo recuo no número de lançamentos. Em março, foram lançados 3.002 imóveis, contra 5.485 unidades de fevereiro (-45,3%) e 6.900 em março de 2010 (-56,5%).(infomoney)

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