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Usados, mas de grande valor

quarta-feira, 25 de maio de 2011


Patrick comprou imóvel há dois anos e diz que o tamanho do apartamento compensa as reformas que teve que fazer (Eduardo Almeida/RA Studio)
Patrick comprou imóvel há dois anos e diz que o tamanho do apartamento compensa as reformas que teve que fazer

Mesmo com a quantidade de empreendimentos em construção, há quem opte pela compra de um imóvel usado. Mas para que a aquisição não acarrete transtornos futuros é preciso muita cautela. Justamente devido à idade, a edificação pode apresentar sérios problemas, que não são percebidos pelo cliente na hora da compra.

Entre os atrativos que levam à escolha de um imóvel usado estão o valor e a localização. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Imobiliários (Ibei), Paulo Viana Cunha, a maior vantagem dessa aquisição é o preço. “Haja vista que o imóvel usado apresenta depreciação e, geralmente, é negociado por um valor menor do que o imóvel novo”, diz o advogado.

Além disso, há o fato de já poderem estar parcialmente mobiliados (com armários de cozinha, por exemplo), terem menores valores de IPTU e condomínio, e contarem com vizinhança já estabelecida e conhecida, como observa Paulo. Mas também há as desvantagens. “O imóvel usado pode necessitar de reformas onerosas e tem maior custo de manutenção.”

Também aparece como ponto negativo a disposição dos cômodos, que pode não atender às necessidades atuais. “Geralmente, apresenta obsolescência formal ou funcional, ou seja, tem sua divisão interna inadequada para as necessidades atuais ou não conta com itens que hoje em dia são requeridos e valorizados pelos usuários”, afirma o presidente do Ibei.

Membro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-Minas), Osny Lemos Ribeiro diz que o fato de já estar pronto e poder ser avaliado em todas as suas condições são pontos que contam a favor dos usados. “Normalmente, é adquirido por comprador que procura em local já determinado e quer mais comodidade”, pontua.

Paulo Viana Cunha, presidente do Ibei, destaca o preço como a maior vantagem dos usados (Eduardo Almeida/RA Studio)
Paulo Viana Cunha, presidente do Ibei, destaca o preço como a maior vantagem dos usados
Esse é o caso do auxiliar de cartório Patrick Viana Carvalho, de 26 anos, que preferiu comprar um imóvel usado. Com localização privilegiada no Bairro Gutierrez, o prédio, de apenas quatro apartamentos e dois pavimentos, tem unidades com dimensões invejáveis para os padrões atuais. 

DIMENSÃO 

Preparando-se para se casar ainda este mês, o auxiliar de cartório não pensou duas vezes em optar por um imóvel antigo. “Quando estava procurando para comprar, só olhei apartamento velho. Nos novos, o espaço é reduzido. O apartamento em que moro tem 200 metros quadrados com a área privativa”, conta Patrick.

Há dois anos no imóvel, ele não se arrepende do negócio, mesmo tendo que fazer reformas. “Compensou, pois o espaço que tenho aqui, não teria em um apartamento novo. O prédio não tem garagem, mas optei pelo tamanho do apartamento. Além disso, o material de construção antigo é melhor do que o que é usado hoje”, acredita. (UAI/LugarCerto)

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