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Lançamentos de imóveis em SP cai 50% em março

quarta-feira, 18 de maio de 2011

No terceiro mês do ano, empresas lançaram 1.530 unidades; em fevereiro, foram 2.902

De janeiro a março, vendas caíram à metade neste ano 
em relação a 2010 - foram de 8.461 para 4.265

O mercado imobiliário desacelerou em março, mostrando queda no número de lançamentos e de vendas de casas e apartamentos novos. Uma pesquisa do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) divulgada nesta terça-feira (17) mostrou que, no terceiro mês do ano, as construtoras lançaram 1.530 unidades; em fevereiro, foram 2.902. A queda foi de 47,3%.

Na comparação com o ano passado, a queda é ainda maior. Em março de 2010, foram lançadas 3.959 unidades, segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio). A proporção é 2,6 vezes maior que a dos imóveis colocados em oferta no terceiro mês deste ano.

As vendas chegaram a 3.899 unidades nos 39 municípios da Grande São Paulo. Só a cidade de São Paulo concentrou 4 em cada 10 desses negócios. O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, explica que o setor passa por uma fase menos favorável em relação ao início de 2010 principalmente por causa do aumento da inflação e da elevação das taxas de juros.

- Em março de 2010, o Brasil estava a todo vapor, com notícias positivas e grande expectativa de crescimento do PIB. O mercado imobiliário, pelo valor considerável dos imóveis e por se tratar de um bem patrimonial, não pode crescer de forma infinita. O setor se ajusta de forma responsável. Essa adequação, salutar, não será a primeira nem a última.

Ele diz que a falta de terrenos disponíveis para empreendimentos também aparece nesses números, diminuindo os lançamentos e aumentando o preço dos imóveis disponíveis.

- Enquanto persistir essa situação, a capital paulista tende à continuidade do processo de perda de participação diante do crescimento das atividades imobiliárias nos municípios que a cercam.

Dois quartos
As vendas de imóveis de 2 quartos foram as mais expressivas. Quase metade das casas e apartamentos vendidos em março (ou 754 unidades do total) era de 2 dormitórios. Os preços médios desse segmento é bastante amplo, variando de R$ 120 mil a R$ 250 mil ou superando os R$ 700 mil no caso dos imóveis de 2 quartos de alto padrão.

Os imóveis de 3 dormitórios representaram 1 em cada 4 (ou 411 unidades) dos negócios. As vendas concentraram faixas de valores entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão.

Os de 4 dormitórios responderam por 208 unidades das vendas. O segmento de 1 quarto se destacou com 193 unidades vendidas. Elas equivalem a 12,3% do total negociado no mês, quando, historicamente, o nicho contribui com 7% do volume comercializado.

Do total vendido no mês, quase 9 em cada 10 unidades possuíam área útil média de até 130 m². Imóveis com área útil média entre 46m² e 65m² tiveram participação de 44,8% do total.

Considerando os negócios realizados entre janeiro e março, as vendas caíram à metade em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre de 2011 foram negociadas 4.265 unidades. Um ano antes, foram 8.461. Em 2009, o primeiro trimestre teve 4.831 vendas.

Petrucci diz que o momento ainda não é de pessimismo, mas reconhece a desaceleração. Para ele, o ano só terá uma tendência definida a partir do segundo semestre, que é a época que concentra a maior parte dos negócios do ano.

- Por enquanto, fica a impressão de desaceleração no ritmo de comercialização para um ajuste técnico, devido à valorização dos imóveis e dos insumos. Além da perspectiva de retomada do crescimento gradual, com concentração do volume de negócios no segundo semestre, conforme acontece tradicionalmente.(Economia-R7)

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