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Preços de apartamentos nas grandes cidades brasileiras disparam

domingo, 20 de fevereiro de 2011



O aumento acumulado nos preços dos imóveis, nos últimos três anos, chegou a 95% nos Rio de Janeiro e a 79% em São Paulo. Valores bem acima da inflação. Os números foram calculados pela Fipe.

Os preços dos apartamentos nas maiores cidades brasileiras dispararam nos últimos anos. É o que mostra um índice novo que mede a valorização dos imóveis.

Boa notícia para quem quer comprar: em janeiro, o preço dos imóveis subiu menos do que nos meses anteriores.

A má notícia é que o aumento acumulado nos últimos três anos chegou a 95% no Rio de Janeiro e a 79% em São Paulo, bem acima da remuneração dos juros, da correção dos salários e da inflação.

“Apartamento que era 100 hoje está 180. Casa que era 150 está 250, não dá”, reclama a enfermeira Erica Franquini.

Quando um prédio foi lançado, há um ano, o metro quadrado custava R$ 4,3 mil. Hoje, no terreno vizinho, a construtora está vendendo um apartamento bem parecido por R$ 6,9 mil o metro quadrado. O empresário Victor Cortez saiu no lucro, mas se a compra fosse hoje...

“Teria que parcelar em mais vezes, teria que pagar juros maiores, então eu teria que pensar duas vezes antes de comprar”.

Mas por que ficou tão caro? “A demanda reprimida, principalmente pra apartamentos compactos, bem localizados, e o aumento do custo dos terrenos, da mão de obra e material de construção”, listou Marcos França, dono de incorporadora.

Em janeiro, o valor médio do metro quadrado ficou em R$ 3,3 mil em Salvador. Pouco acima disso em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte. Foi de quase R$ 5 mil em São Paulo. Passou dos R$ 5 mil no Rio, que vai sediar as Olimpíadas de 2016, e chegou a impressionantes R$ 7 mil no Distrito Federal, que, além da maior renda per capita do país, tem poucos terrenos disponíveis no plano piloto.

Os números foram calculados pela Fipe, com base em quase 200 mil apartamentos anunciados no maior site de imóveis do país.

O índice de valorização dos imóveis, que será divulgado todo mês, serve de referência não apenas para compradores, vendedores e investidores fecharem negócio, mas também para o governo monitorar o mercado imobiliário. Acompanhar os preços é importante para evitar o surgimento de bolhas especulativas.

O coordenador da pesquisa diz que é difícil dizer se os preços estão se descolando da realidade. Por um lado, imóveis em alta atraem especuladores. Por outro, faltam moradias no Brasil. Com a procura maior, os preços sobem.

“A estabilidade macroeconomica e a expansão muito grande do crédito imobiliário são fatores que contribuem pra uma demanda real que existe e que está aí, então se estivermos vivendo uma bolha, a gente está muito no começo, não dá pra afirmar com certeza que hoje temos uma bolha”, declarou Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice Fipe/Zap.(G1)

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