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BH deverá ter superoferta de imóveis novos

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quase 2,7 mil projetos de construção imobiliária, que estavam parados desde o ano passado, foram liberados pela prefeitura para execução

Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press
Os próximos meses prometem ser os melhores do ano para o mercado imobiliário da capital mineira, com o lançamento de uma série de novos empreendimentos que estavam parados desde o ano passado na Prefeitura de Belo Horizonte à espera de aprovação. Com a normalização dos serviços, nos primeiros oito meses do ano quase 2,7 mil projetos de construção imobiliária receberam sinal verde da prefeitura para serem implementados. O número representa um aumento de 45% em relação a todo o ano de 2009, quando foram liberados 1.856 pedidos. No mesmo período do ano passado, haviam sido aprovados 1.133 projetos, 42% do total alcançado entre janeiro e agosto deste ano.

“Com a forte aprovação, vamos ter uma recuperação da oferta, que estava decrescente. As vendas ficaram aceleradas, mas o lançamento de novas unidades não acompanhou”, afirma Teodomiro Diniz, presidente da Câmara da Indústria da Construção Civil da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

A dificuldade em apresentar novos empreendimentos ao mercado foi motivada pela retenção de projetos pela prefeitura, gargalo que durou mais de um ano. “Desde que tiveram início as discussões de que haveria mudanças na lei de uso e ocupação do solo, em meados de 2009, começou também um movimento intenso de projetos protocolados para aprovação. Passamos a receber mensalmente, o que recebíamos em um ano, e não tínhamos pessoal para avaliação em tempo hábil”, afirma a secretária municipal de Regulação Urbana, Gina Beatriz Rende.

Lei antiga
A corrida das construtoras se justificou pelo interesse em aproveitar a lei antiga e não perder coeficiente de aproveitamento dos empreendimentos. Isso porque a nova Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo Urbano reduziu em 10% o potencial construtivo dos terrenos. Para dar vazão aos projetos, a prefeitura teve de contratar 55 novos funcionários entre março e abril deste ano. Também paralisou 17 dos 106 serviços prestados pelo setor de regulação urbana nos últimos 60 dias para se adequar às novas regras da lei aprovada em 19 de julho. Somente nos últimos dois meses, foram mais de 1,1 mil liberações de novos empreendimentos.

“A maioria desses projetos foram protocolados no ano passado. Mas, com o gargalo da prefeitura, houve o impacto e travamento de novas construções. Hoje, todas as regiões de BH estão carentes de lançamentos”, afirma Bráulio Franco Garcia, diretor da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). O desequilíbrio entre a oferta baixa e a demanda aquecida deve ser diminuído ao longo deste ano e início do próximo. “Até dezembro já será possível ver um volume maior de imóveis a venda, com mais produtos para serem negociados”, acrescenta Bráulio. http://gestor-imobiliario.blogspot.com 

O que não quer dizer, avisam representantes do mercado imobiliário, que os preços cairão ou que a valorização ficará comprometida. “Temos uma demanda extremamente forte, represada durante vários anos, aliada ao crédito fácil”, diz Ariano Cavalcanti de Paula, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi). “Apesar da maior oferta de imóveis, o mercado manterá a rota de valorização porque a demanda vai continuar maior do que o número de imóveis à disposição”, acrescenta. Grande parte das ofertas deve vir da região da Pampulha, que já teve 626 projetos aprovados até agosto deste ano, seguida pela Oeste, com 427 liberações e a Centro-Sul, com 411.(LugarCerto/Uai)

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