Pesquize em toda a Web

Franquia é nova aposta para expansão de imobiliárias em MG

quarta-feira, 25 de agosto de 2010


Rede Morar e Century 21 inauguram, nesta semana, primeiras unidades neste novo formato de negócios

Depois do crescimento das redes de imobiliárias, como aconteceu com a pioneira Netimóveis, um novo formato de negócios, até então inédito em Minas Gerais, entra em operação nesta semana: o modelo de franquias imobiliárias. Amanhã, a Rede Morar, do grupo Brasil Brokers, abre, na Savassi, Região Centro-Sul da capital, sua primeira franquia. Na sexta-feira, é a vez da Century 21, que desembarca em Minas, com uma inauguração em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em ambos os casos, as metas são ousadas. As duas empresas pretendem lançar, cada uma, dez novas franquias no Estado ao longo do próximo ano. Em 2009, o mercado de venda de imóveis movimentou R$ 5,3 bilhões só em BH.

Maior franquia imobiliária do mundo, a Century 21 chega a Minas pelo Vetor Norte da capital, de olho no aquecimento do mercado imobiliário na região. Em novembro, será a vez de Belo Horizonte. Em abril de 2011, Lagoa Santa deverá receber uma segunda franquia da rede. “Queremos abrir dez unidades em BH e Região Metropolitana no próximo ano”, adianta o diretor regional da corporação para o Brasil, Ernani Assis, que aposta na disseminação do modelo no país. Para ser um franqueado Century 21, o investimento inicial pode variar de R$ 50 mil a R$ 150 mil. A taxa de royalties varia de 5% a 7%.

De acordo com Assis, estatísticas do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) apontam para uma participação ainda pequena do modelo de franchising no mercado imobiliário nacional. Apenas 4% das empresas estão em redes fechadas, como Netimóveis e Rede Morar. No Brasil, há dois anos, a Century está presente em 12 Estados, com 52 franqueados. No mundo, são 8.813 unidades em 72 países.

O sistema de franquias inclui o compartilhamento do portfólio de imóveis já utilizado pelas redes, mas segue as regras convencionais do franchising, que incluem observar normas, políticas e padrões ditados pela franqueadora, além do pagamento de royalties. É um modelo diferente do sistema de rede de credenciadas, em que as imobiliárias compartilham sua carteira de imóveis e usam a chancela da rede, mas continuam atuando como empresas independentes.

No caso da Rede Morar, que já tem 180 imobiliárias credenciadas, prevalece o modelo misto, com credenciadas e franquias integrando o grupo. “Pelo gigantismo do nosso mercado, temos espaço para ambos os canais”, afirma o presidente da Rede Morar, Haldane Teixeira.

Formato foca também outros estados
Segundo Teixeira, em três meses, uma segunda franquia será inaugurada no Rio de Janeiro. “Também estamos por assinar dez novos contratos”, afirma, sem detalhar as negociações. Hoje, são mais de 40 mil imóveis em carteira na rede para venda e locação. Fundada em Belo Horizonte, em 2005, com sete associadas, a Rede Morar foi adquirida, em 2008, pelo grupo Brasil Brokers.

O modelo misto de credenciamento e franchising já foi avaliado pela Netimóveis, pioneira do setor, há cinco anos, mas foi descartado pela rede à época. “Não é a nossa estratégia, no momento, apesar de amplamente estudado no passado. Mas podemos reavaliar no futuro”, afirma o diretor da Netimóveis, Ariano Cavalcanti, que também é presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG). Hoje, a rede tem 98 credenciados no Brasil, sendo 47 em BH.

Na Rede Imvista, a possibilidade de se adotar um modelo misto está em avaliação, mas aguarda um amadurecimento desse mercado no Estado. “Temos algumas dúvidas a respeito. Primeiro queremos ver se vai dar certo, se é mesmo uma tendência. Hoje nossa estratégia é fortalecer a rede, crescer em Minas e no Brasil”, aponta o presidente da Rede Imvista, Eduardo Novais. A empresa tem hoje 48 imobiliárias cadastradas.

Para Cavalcanti, as duas modalidades apresentam grandes chances de crescimento, porque oferecem como vantagem o compartilhamento do banco de imóveis, maior visibilidade e ganhos de escala. A tendência, segundo o presidente da CMI, é que os franqueadores captem as pequenas empresas e que as médias e grandes optem pelas redes de credenciadas.

“No franchising, a rigidez organizacional é grande. Uma imobiliária grande, com tradição no mercado e nome consolidado, dificilmente aceita se tornar um franqueado”, avalia. No Estado, segundo estimativa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Cresci-MG), as redes abarcam pouco mais de 10% do total de 1.900 de imobiliárias ativas.(Jornal-HojeEmDia)

0 comentários:

Postar um comentário

  © Blogger template On The Road by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP