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RJ: Mercado Imobiliario aquecido

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O mercado imobiliário no Rio de Janeiro está aquecido. Além da super-valorização de algumas áreas, dados divulgados pela Associação de Dirigentes de Empresas Imobiliárias (Ademi) revelaram que 4.399 novas unidades imobiliárias foram lançadas de janeiro a maio de 2010. Desse total, 3.683 são unidades residenciais e 716, comerciais.

A campeã de lançamentos residenciais foi a Vila da Penha, com 780 novas unidades, seguida por Jacarepaguá, com 744, e em terceiro a Barra, com 610 novas unidades residenciais. Já a Zona Sul ficou na laterna no ranking dos lançamentos, com apenas 183 unidades residenciais apenas no bairro de Botafogo.

Zona Sul: o que era caro, ficou ainda mais

No entanto, o preço médio dos imóveis nessas regiões não acompanha o número dos lançamentos. Em recente relatório divulgado pelo Sindicato de Habitação do Rio (Secovi Rio), a Zona Sul é a região que mais valorizou no Rio. Nenhum bairro da região apresentou baixa nos preços de imóveis. Um apartamento de dois quartos no Leblon ficou, em média, 20.26% mais caro. Diferente do resultado apresentado na Barra, onde um apartamento com o mesmo número de cômodos está, segundo a Secovi Rio, 4.98% mais barato. Já em apartamento de quatro quartos na Barra, a diferença ficou, de dezembro para junho, 21.42% mais barato.

Para a diretora comercial da Concal, Bianca Carvalho, ouvida pelo SRZD, o mercado imobiliário está em um período de grande aquecimento e cada região carrega suas peculiaridades. Na Zona Sul, por exemplo, a valorização acentuada acontece por conta da grande procura e pequena oferta. De acordo com Bianca, há pouquíssimo espaço para novos empreendimentos imobiliários na região. Com isso, o valor das unidades residenciais e comerciais ficam supervalorizadas, pois quem procura um apartamento para ficar próximo dos atrativos da Zona Sul esbarra com a falta de oferta.

Bianca conta também que a procura de estrangeiros por imóveis no Rio está aumentando. "Das últimas dez vendas de imóveis acima de quatro milhões, três foram para estrangeiros", afirmou a diretora da Concal, acrescentando que empresários e fazendeiros de São Paulo, Minas Gerais e do Centro Oeste têm comprado bastante por aqui também.

Barra da Tijuca apresenta baixa nos preços

Sobre a Barra da Tijuca, que apresentou baixa nos preços das unidades residenciais, a diretora da Concal explicou que a região tem um perfil diferente das outras. "Muitos comerciantes da Zona Norte que conseguiram um aumento no padrão de vida procuram na Barra um lugar para passar fim de semena. E lá eles encontram nos condomínios uma infraestrutura de um verdadeiro complexo residencial e compram apartamentos para momentos de lazer, além do fato da oferta na região ser maior", conta.

Fenômeno parecido acontece um Jacarepaguá. O bairro, de acordo com o levantamento da Ademi, teve 744 lançamentos de unidades residenciais de janeiro a maio de 2010 e apresentou queda nos preços nos apartamentos de dois e três cômodos, de -12.85% e -0.41%, respectivamente. Para Bianca, esse movimento foi possível pelas linhas de créditos concedidas pelo governo e abertura de capital das empresas imobiliárias. "Hoje o que está acontecendo em Jacarepaguá é uma verdadeira revitalização. A área tinha prédios muito antigos e atualmente está recebendo condomínios com todo o tipo de infraestrutura, como os da Barra", explica.

Zona Norte, área promissora da cidade

A Zona Norte é outra área promissora. Em São Cristóvão, por exemplo, houve valorização média de 3.21% nos apartamentos de três quartos. Segundo Bianca, dois empreendimentos da Concal no bairro venderam apartamentos em tempo recorde. Os condomínios foram Quinta do Coral, com vista para Quinta da Boa Vista, e Poço Real, que também tem vista para Quinta da Boa Vista e nos andares mais altos da parte de trás do prédio, uma bela visão para Baía de Guanabara. "No Paço Real, por exemplo, todas as unidades já foram vendidas, mas as pessoas estão fazendo fila para comprar os apartamentos na revenda" aponta.

Outro fato que está contribuindo para valorização imobiliária no Rio são as descobertas do pré-sal. "Muitas empresas estrangeiras, especialmente chinesas, estão nos procurando para se instalar no Rio. E elas precisam de andares inteiros ou prédios comerciais. Por isso, a grande aposta do mercado é a região do porto", explica.

Veja variação do valor dos imóveis entre dezembro de 2009 e junho 2010:

Fonte;SidneiRezende.com)

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