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Mercado Imobiliario BH: Aluguel residencial sobe mais que duas vezes a inflação

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pesquisa revela alta acumulada de 7,21%, e retração na oferta de 11,46% nos primeiros seis meses do ano. Confira a infografia

Redução na disponibilidade de apartamentos puxou para baixo oferta de imóveis residenciais em junho

O preço dos aluguéis residenciais em Belo Horizonte segue em ritmo de alta, com uma expansão nominal acumulada no primeiro semestre do ano de 7,21%, mais do que duas vezes a inflação do período, de 3,5%. O resultado é consequência da demanda aquecida e retração na oferta, que caiu 11,46% nos seis primeiros meses do ano. Em junho a elevação nos preços foi de 1,27%.

Ao contrário de 2009, quando houve uma expansão de 34,90% na oferta, o primeiro semestre deste ano foi de queda no volume de novas unidades. Segundo o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Ariano Cavalcanti, apesar do crescimento dos lançamentos nos últimos anos e meses, a retração na oferta pode ser explicada pelo perfil do comprador atual.

“A aquisição de imóveis, principalmente os voltados para a população de baixa e média renda, tem sido voltada para uso próprio. Talvez por isso não tivemos uma correção da oferta para locação à altura da demanda”, avalia Cavalcanti. Ainda assim, a escalada nos preços dos aluguéis, iniciada há cerca de três anos, cedeu. Neste ano, a alta do primeiro semestre é duas vezes superior à inflação do período. Em 2009, a variação foi três vezes superior.

Segundo a pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pela CMI/Secovi, em junho, quando houve deflação na capital mineira (-0,02%), o valor do aluguel residencial teve aumento de 1,27%.

Segmentada por tipos imobiliários, a pesquisa mostra que a maior alta foi de barracões (3,76%), casas ( 2,01%) e apartamentos (0,94%). Segundo as classes de bairros, os aluguéis de apartamentos subiram em todos os níveis: popular ( 0,70%), médio ( 2,01%), alto (1,37%) e luxo ( 0,37%). Com relação à oferta residencial em junho, a pesquisa apontou queda de 4,55%, puxada pela redução na disponibilidade de apartamentos (3,88%) e casas (10,94%). Apenas os barracões tiveram elevação de 1,19%.

Alta de aluguel comercial é superior
Já o valor do aluguel comercial apresentou alta de 8,85% no ano e 1,19% em junho. “Apesar de termos alguns lançamentos acontecendo, ficamos muito tempo com um volume inexpressivo de lançamentos comerciais. Como a escassez é ainda maior do que a residencial, as altas também são superiores”, justifica Cavalcanti. As maiores elevações no mês foram de andares corridos (1,22%), casas (1,06%), galpões (0,92%), lojas (1,43%) e salas (0,86%). A oferta caiu 1,79% em junho, mas o acumulado nos seis primeiros meses do ano é positivo: 9,83%. Contribuíram para a retração, em junho, a redução da oferta de lojas (3,99%) e andares corridos (9,41%).

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