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Imobiliárias registram crescimento no primeiro semestre

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Em algumas regiões de BH, aumento das vendas chega a 30% no primeiro semestre. Expectativa é de que este ano o resultado médio chegue a 15%


Terrenos em Lourdes e nos Funcionários continuam a ser os mais caros, mas a valorização dos imóveis dessas áreas para a classe média é até superior -Evandro Negrão de Lima Júnior, da CMI/Secovi-MG (Foto ao lado)

Nos seis primeiros meses do ano, as imobiliárias que atuam no mercado da região metropolitana registraram aumento no volume de unidades comercializadas. "Analisando o mercado como um todo, os resultados do primeiro semestre, em comparação ao mesmo período do ano anterior, foram muito bons. Era previsto, ao fim de 2009, um crescimento do mercado da ordem de 9% este ano, mas já se espera um resultado médio próximo a 15%. Em determinadas regiões de BH, houve incremento de até 30% nas vendas nesse primeiro semestre. Também na Grande BH e interior mineiro, o mercado vem crescendo com números acima de qualquer previsão", assegura Haldane Teixeira, presidente da Rede Morar Brasil Brokers, que reúne 70 empresas credenciadas no país, sendo 45 delas em Minas Gerais.

De acordo com Haldane, o maior volume de vendas foi registrado para imóveis de empreendimentos econômicos, mas também foi significativa a comercialização de unidades com preços entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, ainda na planta. "Isso se deve a uma excelente e variada oferta de crédito, projetos inteligentes que motivam os clientes, além de estar bem distribuídos em quase toda a capital", considera. Ele ressalta que em determinadas regiões de Belo Horizonte, oito de 10 negócios fechados pelas empresas credenciadas à Rede Morar são viabilizados por meio do crédito imobiliário.

Já Arthur Orlando Faleiro Santos, diretor da Coração Eucarístico Imóveis, empresa associada à Rede Netimóveis, avalia que, no primeiro semestre deste ano, em relação aos seis primeiros meses de 2009, houve no mercado da Região Metropolitana de Belo Horizonte um crescimento brando na venda de unidades residenciais, porém significativo em volume de recursos, o que indica que a valorização dos imóveis continua. "Na minha empresa, houve um aumento de 8% no número de unidades vendidas, mas de 18% no valor médio dos imóveis comercializados", informa.

O presidente da Rede Morar também destaca a valorização dos imóveis residenciais no período. "Temos uma demanda reprimida que impulsiona os preços em toda a capital", afirma. Entre as regiões com maior valorização, Haldane cita aquelas situadas no vetor Norte de desenvolvimento de Belo Horizonte. "O Bairro Santa Inês é um ótimo exemplo, com imóveis valorizando mais de 70% entre o lançamento e a entrega . Já o São José e o Jaraguá, bairros localizados na Pampulha, têm apartamentos com preços acima de R$ 1 milhão, inimagináveis até pouco tempo atrás", observa.

Evandro Negrão de Lima Júnior, vice-presidente da CMI/Secovi-MG, lembra que os bairros Lourdes e Funcionários continuam a ser as áreas mais valorizadas da capital, com o metro quadrado de terreno mais caro, mas outras regiões começam a se destacar, apresentando um ritmo de valorização igual e até superior ao dos bairros nobres. "Bairros típicos de classe média, como o Barreiro, o Castelo e o Ouro Preto, registram valorização crescente. Terrenos em Lourdes e nos Funcionários continuam a ser os mais caros, mas a valorização dos imóveis dessas áreas para a classe média é até superior", frisa.

COMERCIAIS Haldane Teixeira afirma que as vendas de imóveis comerciais também cresceram no primeiro semestre entre as credenciadas da Rede Morar, situadas em Minas Gerais, na comparação com os seis primeiros meses de 2009. "Esse é um segmento que acompanha os ventos do bom momento econômico que vivemos. Os números sempre foram positivos e na comparação com o primeiro semestre de 2009 , época em que ainda sentíamos o efeito da crise de 2008 e em que as decisões foram postergadas, o incremento de novos negócios chegou a 35%", informa.

Arthur Orlando Faleiro Santos diz, porém, que o mercado de imóveis comerciais em Belo Horizonte e região continua com oferta muito restrita, o que inviabiliza um volume mais significativo de negócios. "A questão da oferta de imóveis comerciais é complicada. Quem investe neste tipo de imóvel procura localização – o ponto é fundamental, e quem tem imóveis em pontos comerciais consolidados dificilmente os disponibiliza para venda. Por isso, o mercado de imóveis comerciais é menos vivo que o residencial", explica. (LugarCerto-Uai)



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