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Contratação de imóvel para até 10 salários é a menor

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Os imóveis destinados às famílias com renda de seis a dez salários mínimos, o teto do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, são os que têm, até agora, o menor ritmo de contratações em Minas Gerais. Das 17.697 unidades previstas dentro do programa do Governo federal para a população nesta faixa salarial no Estado, apenas 3.412 foram contratadas.

No geral, incluindo todas as faixas de renda, Minas já cumpriu 62,4% da meta estabelecida, de 88.845 unidades até o final de 2010. O balanço foi divulgado ontem pela superintendência regional da Caixa em Minas. Enquanto, no país, as contratações de crédito imobiliário geral cresceram 95% no primeiro semestre deste ano, em Minas, a expansão foi de 110% frente a igual período do ano passado, totalizando R$ 3,86 bilhões, um recorde histórico.

A baixa velocidade de contratação dos imóveis direcionados à população enquadrada na maior faixa de renda do programa é atribuída ao limite do valor dos imóveis, de R$ 130 mil em Belo Horizonte, R$ 100 mil na região metropolitana e R$ 80 mil no interior do Estado. “Acreditamos que, na faixa de renda mais alta, as famílias tenham optado por imóveis acima desses valores utilizando recursos da Poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo/SBPE). Além disso, nessa faixa, a carga de subsídios é menor”, avalia o superintendente regional em exercício da Caixa em Minas, Marx Fernandes.

O programa trabalha com três faixas de renda: zero a três salários mínimos, acima de três a seis salários mínimos e a acima de seis a dez salários mínimos, considerado o valor do salário mínimo do ano passado, de R$ 465, quando o programa foi lançado. Na faixa de zero a três salários mínimos, já foram contratados 24.361 dos 35.394 imóveis previstos. A partir de três a seis salários mínimos, a cobertura é ainda maior: 27.441 contratações frente a uma meta de 35.394.

A meta nacional é contratar um milhão de moradias, sendo 88.845 em Minas. “Já contratamos 55.214 unidades no Estado, totalizando R$ 3 bilhões. Vamos atingir nossa meta”, afirma o superintendente.

Apesar de estar dentro da meta em Minas, no entanto, o programa ainda não contratou nenhum financiamento em Belo Horizonte para famílias com renda de até três salários mínimos. Na capital mineira, a pouca oferta e o alto custo dos terrenos têm inviabilizado os projetos, já que os imóveis devem custar, no máximo, R$ 46 mil em BH e Região Metropolitana.

“Estamos construindo parcerias entre a Caixa, a Prefeitura de Belo Horizonte e construtoras para que a prefeitura possa doar terrenos”, relata Fernandes, ainda sem uma previsão de quando as parcerias vão se traduzir em contratos assinados. A projeção para Minas é de fechar 2010 com uma contratação de R$ 6 bilhões em crédito imobiliário.(HojeemDia-MG)

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