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BH: Regras fazem construtoras repensarem seus projetos

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cenário. Apesar da lei ser recente, especialistas garantem que muitas coisas irão mudar no crescimento da cidade



Para Flávio Fleury, superintendente da Rede Morar, (Foto ao lado),  o projeto busca melhoria na qualidade de vida






Depois de dez anos desde a última revisão, a nova lei que regulamenta o planejamento urbano em Belo Horizonte, que entrou em vigor imediatamente com a sanção do prefeito Marcio Lacerda na última semana, já vem trazendo muita discussão de profissionais do setor.

Apesar dos efeitos da nova legislação ainda demorarem a ser sentidos na prática, o mercado já começa a se movimentar para se adaptar às novas regras.

Segundo Flávio Fleury, superintendente da Rede Morar, as varandas e áreas comuns, que agora irão influenciar no custo final do empreendimento, terão seus projetos repensados. E os novos imóveis irão trazer fachadas alteradas. "Ainda é cedo para uma avaliação mais técnica. É preciso verificar com cautela a aplicabilidade da nova lei e como o mercado deverá reagir a essa situação".

Fernando Viana, diretor da Fernando Viana Imóveis, acredita que haverá também uma valorização das unidades já construídas e dos projetos aprovados na lei anterior.

Além disso, uma outra consequência será o deslocamento de empreendimentos para regiões com o coeficiente mais compensador.

No caso dos bairros Buritis, localizado na região Oeste da capital e o Castelo, na Pampulha, por exemplo, a queda do coeficiente foi a maior proposta pela lei, passou de 1,7 para 1. Na prática, em um terreno de 1.000 metros quadrados, que antes era possível construir 1.700 metros quadrados, agora só poderá ter apenas 1.000 metros quadrados.

"A tendência é que os empreendedores passem a olhar para regiões que não estejam sofrendo crescimento tão acelerado ou que não seja afetado pela nova lei, como municípios ao redor de Belo Horizonte, como Nova Lima, Vespasiano ou Lagoa Santa, por exemplo" explica Viana.

Amplitude
Além das alterações previstas no índice de construção, a nova lei também focou atenção em pontos estratégicos da capital.

A lei, que autoriza intervenções através de parcerias público-privadas, prevê a construção de um estacionamento subterrâneo na praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul. Em contrapartida, os jardins de Burle Marx do local precisam ser restaurados.

Na avenida Barão Homem de Melo, a lei permite a duplicação da via. Já para as atividades econômicas a nova legislação flexibiliza leis para a abertura de comércios em bairros e torna a concessão de alvarás mais fácil.

A instalação de atividades econômicas passa a ser regida pela maior compatibilidade com o uso residencial e não só por classificação da via coletora, arterial e local.

A região da Pampulha, por exemplo, ficou intocável. Nada de restaurantes ou estabelecimentos comerciais. Outra rejeição foi quanto à ampliação do comércio nos bairros São Bento e Santa Lúcia, na região Centro-Sul da capital. No Belvedere, a avenida Celso Porfírio Machado está liberada para atividades não residenciais.

Na Savassi, estabelecimentos do quarteirão do shopping Pátio Savassi terão autorização para verticalizar até 2.000 metros quadrados. Em contrapartida, é preciso dar R$7,5 milhões para melhorias para a região, como a revitalização da praça Diogo de Vasconcelos. (AM-JornalOTempo)


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