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Maioria dos imóveis lançados na Bahia são para a classe C

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Os primeiros quatro meses deste ano trouxeram uma surpresa agradável para as pessoas da classe C que ainda não têm casa própria. Dos 4.495 imóveis lançados este ano, 52,69% estão na faixa de preços entre R$ 50 mil e 100 mil, coberta pelo programa Minha Casa, Minha Vida. No ano passado, esta faixa de preços respondeu por apenas 18,62% dos lançamentos.

O programa habitacional do governo e as facilidades de financiamento alimentam a expectativa de um crescimento de 30% no mercado este ano, com a venda 15 mil unidades até o fim do ano. “O déficit habitacional na Região Metropolitana do Salvador aumenta entre 11 mil e 12 mil unidades por ano”, aponta o presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Nilson Sarti. Ele lembra que hoje a demanda já é bastante grande. “Temos uma demanda de 600 mil unidades na Bahia, e isso deve chegar a dois milhões até 2023”, estima.



A força da demanda na Bahia pode ser percebida pela oferta dos contratos para unidades que atendam o público entre zero e três salários mínimos. De acordo com a Caixa Econômica Federal, todos os 42 mil contratos para o público de baixa renda já foram assinados. Segundo a Caixa, todos os imóveis oferecidos para o público de baixa renda no último Feirão da Casa Própria foram vendidos. “Mas ainda existem outras opções disponíveis no mercado”, ressaltou o presidente da Ademi, Nilson Sarti.

O presidente da Ademi acredita que o momento econômico de alta na taxa básica de juros (Selic) é passageiro e não deverá apresentar grandes dificuldades para o acesso a crédito. “Tivemos um momento econômico difícil, com a crise internacional, mas as taxas de juros foram mantidas e os prazos foram alongados”, lembra.

Todos os públicos - Apesar do aumento de participação do público com menor renda, a Ademi faz questão de destacar que o mercado oferece ofertas para todos os públicos. Nesta quinta-feira, 17, na apresentação do 5º Salão de Negócios Imobiliários, que acontece entre 15 e 19 de setembro, a entidade prometeu novidades também para o público das classes A e B. “Atendemos todos os perfis. Acredito que 60% da oferta será para o público de 3 a 10 salários, pelo Minha Casa, Minha Vida e 40% será para o público A e B”, garante o vice-presidente da Ademi, Cláudio Cunha.

Além de atender todos os públicos, a Ademi quer investir em todas as regiões do Estado. “Hoje temos em Feira de Santana 11% do mercado. Queremos expandir para Jequié, Conquista, Juazeiro, Ilhéus e Itabuna”, diz Sarti.

Um acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder) vai permitir aos servidores públicos estaduais financiamentos por meio do Programa Habitacional do Servidor Público, onde o Estado garante metade do financiamento sem juros.

De acordo com o diretor administrativo, de finanças e imobiliário, Raimundo Andrade, o servidor paga a primeira metade do financiamento com os juros normais e a segunda metade sem. “No caso de policiais militares, civis e os agentes penitenciários, ainda é possível realizar a operação mesmo em casos de restrições cadastrais”, explica. Até hoje o órgão já ofereceu o benefício para 17 mil servidores. (ATarde-BA)

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