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Construtoras batem recorde de vendas e lucro

segunda-feira, 17 de maio de 2010

SÃO PAULO - A alta demanda por imóveis e a forte expansão dos financiamentos bancários deram impulso aos resultados das empresas do setor, que, capitalizadas por emissões e por crédito à construção, mantêm elevadas as perspectivas de negócios para os próximos meses do ano, com metas ambiciosas de vendas e de lançamentos, acelerando a busca por terrenos.

A incorporadora Cyrela Brazil Realty, maior empresa do setor imobiliário do País, com atuação em 17 estados brasileiros e na Argentina, registrou no primeiro trimestre do ano lucro líquido de R$ 174,2 milhões, com crescimento de 73,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, com margem líquida de 15,4%. A receita líquida no período foi de R$ 1,1 bilhão, 68% maior que a do mesmo período de 2009, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 223,7 milhões, com crescimento de 47,9% ante os três primeiros meses de 2009.

"Encerramos o primeiro trimestre com um dos mais baixos níveis de estoque já registrados, cerca de nove meses de venda. Isso reforça nosso planejamento de lançamentos este ano e o guidance [meta] anunciado no final de 2009", afirma Luis Largman, diretor de Relações com Investidores da Cyrela Brazil Realty.

Contribuíram para os bons resultados financeiros a forte expansão dnas vendas, que alcançaram R$ 869 milhões apenas na Cyrela, um avanço de 147,6% ante 2009. Deste total, 73,3% corresponderam a vendas de estoques, uma estratégia da companhia para reduzir a dependência de vendas de lançamentos, por conta da baixa sazonalidade do período para este tipo de venda. As vendas de lançamentos representaram 26,7% do total de vendas contratadas no período.

A companhia lançou 15 empreendimentos no primeiro trimestre, totalizando um valor geral de vendas (VGV) total de R$ 596,3 milhões, o que representou um avanço de 7,6% em relação ao mesmo período de 2009. Do total lançado pela Cyrela no período, a Living, marca da empresa no segmento econômico, respondeu por 54,3%. Enquadradas no programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", foram vendidas 918 unidades - 37,9% das quais da marca Living. Para dar continuidade à sua estratégia de crescimento, a companhia adquiriu no primeiro trimestre dez terrenos nas Regiões Sul, Sudeste e Norte do País, adicionando uma área de 420,7 mil metros quadrados ao seu estoque e (VGV) potencial de R$ 1,3 bilhão. Com isso, a companhia totaliza 12,5 milhões de metros quadrados de área útil comercializável com potencial de vendas total de R$ 39,1 bilhões, considerando joint ventures e parcerias. A participação da Cyrela no estoque de terrenos equivale a R$ 32,5 bilhões, ou 83,2%.

Econômico
Com forte atuação no segmento econômico, a Rossi alcançou uma expansão de 126% em seu lucro líquido, totalizando R$ 64 milhões no primeiro trimestre. A receita líquida também subiu, 65,6%, registrando R$ 141 milhões. A companhia ampliou sua margem Ebitda de 17,5% para 22,1% e bateu a marca de R$ 108,5 milhões. Em relação às perspectivas futuras, a companhia totaliza cerca de R$ 16 bilhões em terrenos e R$ 881,9 milhões em caixa.

No primeiro trimestre a companhia deu grande impulso aos lançamentos, que cresceram 350% e totalizaram R$ 571 milhões. As vendas alcançaram R$ 666 milhões, alta de 146%. No período, a companhia deu forte impulso aos lançamentos no segmento econômico, que alcançaram R$ 417 milhões, 358% a mais que nos três primeiros meses de 2009. Em vendas, o segmento destinado à população de renda menor abocanhou 54% do total, com R$ 368,3 milhões.

Vendas
Seguindo a tendência de vendas em alta, a Helbor, que atua em 10 estados e no Distrito Federal, triplicou seu lucro líquido, que chegou a R$ 33,1 milhões no primeiro trimestre do ano, com margem líquida de 15%. A receita operacional líquida cresceu 139, 8%, alcançando R$ 220 milhões.

As vendas contratadas totais da companhia cresceram 179,6%, passando de R$ 156,5 milhões, nos primeiros três meses do ano passado, para R$ 347,7 milhões no mesmo período deste ano. O banco de terrenos da empresa cresceu 7,9% no mesmo período de comparação e totaliza R$ 1,58 bilhão.

Estoques
A Agre, que aguarda aprovação da aquisição de suas ações pela PDG Realty, tem metas agressivas de lançamento mas registrou um baixo volume de ofertas no primeiro trimestre e forte venda de estoque. A companhia efetuou quatro lançamentos, todos no mês de março, que somaram R$ 206 milhões e vendeu R$ 514 milhões, dos quais R$ 429 milhões referentes a estoques. No mesmo período de 2009, as vendas haviam totalizado R$ 225 milhões.

A meta é lançar R$ 1,9 bilhão este ano, R$ 3,5 bilhões em 2011 e mais R$ 1,9 bilhão em 2012. A companhia tem 85 projetos em construção e soma R$ 18,3 bilhões de terrenos em estoque.

No primeiro trimestre, a Agre a apresentou lucro líquido de R$ 43,8 milhões, resultado 1% menor do que o do primeiro trimestre de 2009, de R$ 44,1 milhões. Já o lucro líquido ajustado do mesmo período totalizou R$ 56,9 milhões, alta de 29%. A receita, por sua vez, teve expansão de 44%, chegando a R$ 508,5 milhões.

De acordo com Luiz Roberto Horst Silveira Pinto, diretor-geral da companhia, a empresa está negociando linhas de financiamento à produção de R$ 80 milhões com Bradesco, Banco do Brasil e HSBC. "Já temos [financiamento] contratado em 80% de todos os imóveis que foram lançados no ano passado", disse.

Com a reversão de um prejuízo de R$ 17,9 milhões no primeiro trimestre de 2009 para um lucro líquido de R$ 4,5 milhões no mesmo período de 2010, a Inpar é outra que apostou na venda de estoques e lançou apenas um empreendimento no primeiro trimestre, com VGV de R$ 29,7 milhões. No mesmo período do ano, a companhia vendeu R$ 167,2 milhões, 240,4% a mais que no primeiro trimestre de 2009.

No mesmo período, a companhia concluiu uma capitalização de R$ 280 milhões, via oferta de ações, mais R$ 300 milhões em linhas de crédito.

Também reverteu prejuízo a JHSF, que atua nas áreas residencial, shoppings e lajes corporativas. O resultado financeiro da companhia passou de R$ 3,4 milhões negativos no primeiro trimestre de 2009, para lucro líquido de R$ 6,4 milhões no mesmo período de comparação em 2010.

Na área de corretagem, a Brasil Brokers, maior grupo de intermediação e consultoria imobiliária do País, registrou vendas contratadas totais de R$ 3,1 bilhões nos primeiros três meses do ano, resultado 47% superior ao obtido no mesmo período de 2009. O VGV foi de R$ 3,2 bilhões, representando um aumento de 52% quando comparado ao 1º trimestre de 2009. O lucro líquido ajustado aumentou 78%, alcançando R$ 11,3 milhões, e a receita líquida alcançou R$ 65,8 milhões, crescimento de 38% sobre 2009.

Terminou ontem o 6.º Feirão Caixa da Casa Própria de São Paulo. Até sábado, o evento movimentou em três dias R$ 1,45 bilhão e registrou 12.391 negócios. Foram oferecidos 151.845 imóveis, no valor de R$ 24,6 bilhões.

O bom momento da construção civil no País, alimentado pela farta oferta de crédito, refletiu-se nos resultados das empresas do setor, que viram suas vendas e lucros crescer dois dígitos no primeiro trimestre. A incorporadora Cyrela Brazil Realty, maior empresa do setor imobiliário do País, registrou lucro líquido de R$ 174,2 milhões no primeiro trimestre do ano, com crescimento de 73,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida no período foi de R$ 1,1 bilhão, 68% maior ante igual período de 2009.

"Encerramos o primeiro trimestre com um dos mais baixos níveis de estoque já registrados, cerca de nove meses de venda. Isso reforça nosso planejamento de lançamentos para o ano e o guidance anunciado no final de 2009", afirma Luis Largman, diretor de Relações com Investidores da Cyrela Brazil Realty. No segmento econômico, o cenário não é diferente. A Rossi, por exemplo, alcançou uma expansão de 126% de seu lucro líquido, totalizando R$ 64 milhões no primeiro trimestre. Quanto a perspectivas futuras, a empresa totaliza R$ 16 bilhões em terrenos e R$ 881,9 milhões em caixa.

Seguindo a tendência de vendas em alta, a Helbor triplicou seu lucro líquido, que chegou a R$ 33,1 milhões no primeiro trimestre do ano. As vendas contratadas totais da companhia cresceram 179,6%, atingindo a marca de R$ 347,7 milhões até março.

A Agre também dobrou suas vendas, para R$ 514 milhões. Nos primeiros três meses de 2009, as vendas foram de R$ 225 milhões. Segundo Luiz Roberto Horst Silveira Pinto, diretor-geral da companhia, a empresa está negociando linhas de financiamento à produção de R$ 80 milhões com Bradesco, Banco do Brasil e HSBC.

Para estimular ainda mais o setor, a BM&F Bovespa, em parceria com a Associação dos Registradores de Imóveis do Estado de São Paulo (Arisp), assinou na sexta-feira um convênio para a criação de um link eletrônico entre a base de dados da Associação e a Bolsa, com o objetivo de conferir maior segurança à autenticação dos registros das cédulas de crédito imobiliário (CCIs). Segundo as entidades, o serviço vai agregar valor aos ativos imobiliários. O volume total negociado na bolsa brasileira de produtos do mercado imobiliário, em 5 anos, cresceu 270%, passando de R$ 1,035 bilhão em estoque em dezembro de 2005 para R$ 3,809 bilhões até abril deste ano.(DCI)


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