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Vetor Norte da Grande BH projeta investimentos

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Estrada que leva ao aeroporto na Região Norte da Grande BH: trunfo do projeto é exatamente o fato de o estado já ter um terminal


O Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (área do aeroporto de Confins, Lagoa Santa e municípios próximos) se prepara para gerar, em 2030, um Produto Interno Bruto (PIB) comparado ao atual de todo o estado de Minas Gerais (em cerca de US$ 172 bilhões). A região caminha para se tornar um corredor multimodal de alta tecnologia, com investimentos focados em sete setores potenciais: defesa e aeroespacial, ciências da vida (nanotecnologia, biotecnologia, equipamentos médicos e farmacêuticos), tecnologia de informação (serviços de suporte de TI e desenvolvimento de softwares), componentes eletrônicos, turismo de negócios, educação e parques de logística de distribuição e comércio atacadista.

Esses setores devem atrair investimentos de US$ 21,9 bilhões, sendo US$ 15,3 bilhões em manufatura e serviços e US$ 6,6 bilhões em pesquisas. Os novos negócios devem gerar mais 400 mil empregos nos próximos 20 anos e uma população adicional de 1,4 milhão de pessoas na região. Os dados fazem parte de um estudo detalhado que acaba de ser apresentado ao governo pela Jurong Consultants, de Cingapura. A empresa, especializada em planejamento de infraestrutura de cidades, está debruçada desde 2008 em pesquisa com outras consultorias nacionais e estrangeiras para traçar o projeto Diretrizes para a sustentabilidade e desenvolvimento do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte: o plano macroestrutural e o seu ordenamento econômico.

“Queremos ver Belo Horizonte como um hub de investimentos internacionais. Para isso, é importante fazer reservas em áreas estratégicas. Já em cinco anos queremos ver essa área como sustentável e competitiva”, afirmou Raphael Chua, gerente da Jurong Consultants. Chua apresentou o plano à administração direta do estado, associação de prefeitos e universidades na semana passada. Os investimentos realizados no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, ressalta Chua, já foram o primeiro passo. “Em qualquer lugar do mundo, o aeroporto não é só um lugar para sentar na aeronave e decolar. A vizinhança deve ter um desenvolvimento econômico”, diz.

Organização
O projeto propõe que os investimentos sejam concentrados em 13 municípios: Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Santa Luzia, Sabará, São José da Lapa, Confins, Lagoa Santa, Jaboticatubas, Matozinhos, Capim Branco e Pedro Leopoldo. “Os prefeitos precisam se organizar para preparar o território para os novos investimentos. A infraestrutura precisa crescer junto com o crescimento econômico. Belo Horizonte amanhã não vai competir só com São Paulo ou Rio de Janeiro, mas com Tóquio e Paris também. É preciso que a cidade tenha um plano estrutural que permita aos investidores chegar aqui”, ressaltou Chua durante a apresentação.

O subsecretário de assuntos internacionais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Luiz Antônio Athayde, ressalta que o objetivo do estudo foi buscar uma diversificação econômica para o estado. “Foram eleitos os setores que vão dar mais dinamismo ao parque industrial e trazer um conteúdo de inovação para as empresas que já estão instaladas aqui e para as novas que virão”, afirma.

A transferência dos voos da Pampulha para Confins, destaca Athayde, em 2005, já foi realizada dentro das novas diretrizes para o Vetor Norte. “Tínhamos um aeroporto daquela grandeza, pronto para operar com segurança, mas desativado. Além disso, a Linha Verde deu mais consistência ao Vetor Norte e a decisão de instalar a Cidade Administrativa na região só veio a consolidar a vocação de serviços da área”, afirma. A Cidade Administrativa, diz, vai demandar com frequência trabalhos de empresas de software e hardware e atrair companhias de alta tecnologia.

A região do Rodanel foi traçada no plano como área de suporte às plataformas de montagem. “Queremos colocar Belo Horizonte dentro de uma economia que já funciona em rede. Temos hoje uma economia diversificada dentro de segmentos tradicionais, calcados em bens intermediários. Mas temos espaço para ser um dos territórios mais atraentes na nova onda de investimentos prevista para o Brasil. Temos área disponível, logística avançada e aeroporto pronto, com capacidade de expansão”, afirma Athayde. Ele destaca ainda os centros de pesquisa em tecnologia da informação, biotecnologia e centro de manutenção em aeronaves. “Os centros de manutenção da Gol e da Trip foram atraídos para aqui dentro dessa concepção e já geram cerca de 2 mil empregos diretos”, ressalta.(geogeaChoucair-EstaMinas)

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