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Venda de imóveis nunca esteve tão aquecida como nesse ano

terça-feira, 20 de abril de 2010

A explicação está nos financiamentos com prazos maiores, juros menores e facilitados por programas de habitação. Comprar a casa própria está mais fácil. A maior prova disso é que a venda de imóveis novos praticamente dobrou em um ano no estado de São Paulo. Os apartamentos mais vendidos são os pequenos, de dois quartos.

A explicação é os prazos mais longos e a variedade de opções de financiamentos. Já é possível usar o fundo de garantia para dar lances em consórcio de imóveis e os pais podem usar o FGTS para os filhos. Por causa dessas facilidades, poucas vezes o mercado imobiliário esteve tão aquecido no país.

Daqui a um ano, o vigilante José Nilson vai se mudar para um apartamento novo, de 57 metros quadrados, que está comprando na planta. O preço: R$ 112 mil, financiados em muitas, porém suaves prestações.

"Eu pago praticamente no aluguel isso. É melhor pagar uma coisa para a gente mesmo, porque futuramente é meu”, diz o vigilante José Nilson.

Uma pesquisa feita pelo Sindicato da Habitação de Cidade de São Paulo mostrou que, em fevereiro foram vendidos 2.858 imóveis novos na capital do estado. Quase 90% a mais que em janeiro e mais de 80% acima de fevereiro do ano passado.

É o melhor início de ano desde 2004. A explicação está nos financiamentos com prazos maiores, juros menores e facilitados por programas de habitação.

"A renda real está crescendo, a segurança no emprego é muito maior e a geração de emprego formal também. Eu tenho a impressão que o mercado imobiliário conseguiu desenvolver produtos que caibam no bolso do consumidor", aponta o economista-chefe do Secovi-SP Celso Petrucci.

Um banheiro, cozinha, dois quarto e sala. Essa é a planta que mais tem sido procurada. No mês de fevereiro, quase metade dos apartamentos vendidos em São Paulo eram de no máximo 65 metros quadrados. Não é muito grande. O que encanta os compradores e ajuda a fechar o negócio é o tamanho da prestação que cabe no bolso.

"Um cliente que ganha R$ 1,2 mil, R$ 1,4 mil, consegue comprar o imóvel sem precisar deixar de fazer as outras coisas", avisa o gerente de vendas Bruno Rosati.

O gerente de vendas de uma construtora de imóveis populares comemora a chegada de novos clientes como Rudnelli e Adjair. Eles são casados há 13 anos. Já tentaram comprar um imóvel, mas nunca haviam conseguido um financiamento.

"Não tinha como dar a entrada que eles", lembra Rudneli Silva. Agora conseguiram.

Mas não se apressaram. Tomaram todos os cuidados que aprenderam nos anos de pesquisa. Primeiro escolheram a região em que queriam viver. Depois, o tipo de imóvel: um apartamento novo. Visitaram vários antes de escolher, investigaram a construtora para ter certeza de que era confiável. Usaram Fundo de Garantia e as economias, mas guardaram um dinheiro para os impostos. Fizeram as contas com cuidado para escolher o prazo do financiamento e o valor da prestação.

Até 2005, o prazo médio de financiamento da casa própria girava em torno de 12 anos. Hoje, os financiamentos são feitos em até 30 anos e o comprador pode financiar todo o valor do imóvel. A estabilidade econômica a inflação baixa que permitiram esse cenário.

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