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Expansão da Brasil Brokers passa por mais aquisições

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sérgio Freire, presidente da Brasil Brokers, tem hoje sob seu comando 23 imobiliárias espalhadas pelo país - todas com culturas diferentes, mas unidas pelos mesmos processos e metas audaciosas. Antes de carregar a marca, essas companhias eram consideradas de pequeno ou médio portes. Mas juntas formam o maior grupo de intermediação imobiliária do Brasil, posto obtido depois de 18 meses de operação contados a partir da abertura de capital, em 29 de outubro de 2007.

A próxima tacada da Brasil Brokers, segundo Freire, vai ser investir no mercado imobiliário de Brasília. "A cidade tem boas perspectivas na baixa renda, e, ao mesmo tempo, possui um mercado forte de alto padrão. Por isso, a nossa idéia é dar mais atenção ao local", afirma o executivo. "Não sei ainda se vamos comprar alguma empresa, fundir com alguma outra ou então montar novas equipes."

Outra meta a ser conquistada pelo grupo, em 2010, é crescer no segmento de imóveis usados (ou avulsos, como são conhecidos em algumas regiões do país). "Especialmente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia", diz. O objetivo é reflexo do fraco desempenho desse tipo de empreendimento no portifólioo da companhia. Afinal, no ano passado, os grandes responsáveis pelo faturamento da empresa foram os lançamentos, respondendo por 85% das vendas. Perguntado sobre a possibilidade de esse número crescer este ano. Freire lembra que "não consegue forçar empresas a lançar empreendimentos". "Tudo depende das aprovações dos projetos". Mas ele adianta que o primeiro trimestre deste ano já superou o de 2009, "muito em função do aumento do número de lançamentos". "Tivemos números importantes de vendas no segmento econômico", revela.

A estratégia do grupo tem sido crescer a partir da compra de imobiliárias em mercados em expansão. De acordo com Freire, a Brasil Brokers chegou a ter 26 companhias em seu portfólio, mas decidiu aglutinar algumas delas em empresas maiores e mais fortes. Isso ocorreu principalmente em São Paulo. Segundo fontes do mercado, a idéia era que a Abyara Brokers também fosse incluída nesse grupo paulista, mas a imobiliária se recusou por já ter nome consolidado na capital. Freire nega que esse impasse tenha existido, e diz que a imobiliária ficou de fora, porque "a partir de um certo tamanho, não dá mais para aglutinar". Freire diz ainda que, em volume de vendas, a Abyara e a Del Forte são as maiores de São Paulo. "Ao lado da Frema e Avance, a duas são líderes em lançamento e em participação de mercado na região metropolitana de São Paulo", afirma.

O executivo acrescenta que a companhia pretende continuar com a estratégia de adquirir imobilárias, mas também quer crescer de forma orgânica . "Se for uma empresa boa, coloco para dentro." "Estamos hoje em 15 estados mais o distrito federal. Não estamos em todos os lugares, mas, com certeza, estamos nos mercados mais relevantes do Brasil. Ou seja, o nosso crescimento vai sempre atrás de onde estão os clientes."

Freire conta que o segredo é o bom relacionamento com o in-corporador e a força de vendas. "Para isso, deixamos sempre o sócio local dentro das empresas", garante

Começamos bem 2010. O que impulsiona o mercado imobiliário é a confiança das pessoas no setor e na economia. E o índice de confiança está alto", salienta Sérgio Freire, presidente da Brasil Brokers. No ano passado, o grupo somou R$ 11,5 bilhões em vendas contratadas, referentes a mais de 6 mil unidades habitacionais. "Fomos muito bem em 2009, mesmo com o mau humor da crise econômica, no início do ano." O mérito, de acordo com o executivo, é do programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal, e pelo aumento do volume de crédito liberado para o consumidor pelos bancos privados e pela Caixa Econômica Federal. Os presidentes das imobiliárias sempre se reúnem para discutir as metas e acertar detalhes dos processos. Isso é importante para a Brasil Brokers conseguir decidir os próximos passos de cada empresa. "Hoje, temos imobiliárias muito bem posicionadas em determinados segmentos, que precisam ampliar o seu leque de atuação", exemplifica o executivo. Além disso, cada companhia tem as suas metas específicas dependendo da região em que atuam e da capacidade de cada uma delas. Todo desvio de padrão (seja ele um aumento nas vendas ou uma redução) é checado. E depois do diagnóstico, as metas são reajustadas ou corrigidas. "Padronizamos os sistemas financeiros e usamos o SAP", conta. "Dentro da nossa estratégia de aquisição, montamos um centro de serviços compartilhados. Além disso, investimos muito no treinamento, na postura e ética dos profissionais. Afinal, o nosso principal ativo são as pessoas." Freire conta que, por conhecerem bem as realidades locais, as imobiliárias acabam se tornando uma espécie de consultoria regional. "Muitas vezes, são elas que encontram os terrenos e oferecem para os incorporadores. Depois, ainda estuda as melhores opções para aquele local, por ter inteligência imobiliária e saber o que vende bem e o que não deve funcionar direito naquele lugar."
(BrasilEconomico)

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