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Estado atinge 47% da meta do Minha Casa, Minha Vida

terça-feira, 20 de abril de 2010

Em Minas Gerais, a Caixa Econômica Federal financiou no primeiro ano do programa Minha Casa, Minha Vida 41.774 imóveis, com investimentos na ordem de R$ 2,38 bilhões. Com isso, o Estado já cumpriu 47,2% da meta de contratar, até o fim do ano, 88.485 unidades. O percentual é superior à média nacional. No Brasil, o banco público contratou 408.674 imóveis, com investimentos de cerca de R$ 22,8 bilhões, 40,9% do previsto, que era a contratação de 1 milhão de casas.

"O objetivo do programa está sendo cumprido", disse o gerente regional de habitação da Caixa, Marivaldo Araújo. Segundo balanço da Caixa, das 41.774 unidades contratadas, 19.042 foram para famílias com renda até três salários mínimos, 19.981 para as que recebem de três a seis salários e 2.751 para as famílias com renda de seis a dez mínimos.

"Isso demonstra que o objetivo de focar as famílias de baixa renda deu certo", completou. Com o consumidor que se enquadra na faixa de seis a dez salários mínimos tem mais acesso ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o volume liberado para essa categoria foi menor, segundo Marivaldo. A Caixa avalia no momento a contratação de mais 19.700 unidades no Estado. Os subsídios para quem ganha até três salários mínimos são de até R$ 40 mil. Já para a faixa de seis a dez salários, o desconto pode chegar a R$ 17 mil. Além disso, todos os participantes têm isenção do seguro habitacional e direito ao fundo garantidor em caso de desemprego, além de taxas de juros diferenciadas.

O programa, lançado em abril de 2009 pelo governo federal, tem como objetivo implementar o Plano Nacional de Habitação, aumentar o acesso das famílias de baixa renda à casa própria e gerar emprego e renda por meio do aumento do investimento na construção civil.

No mês passado, foi lançado o PAC2, que prevê investimentos para construção de 2 milhões de novas moradias. Segundo Araújo, 2010 "será o ano da contratação" dos projetos. A previsão é que a maioria das unidades seja entregue apenas no ano que vem.

Ciclo. "O ciclo da construção civil é muito longo", justificou. Ele conta que a fase de análise e contratação é rápida. Mas o projeto demora de 12 a 15 meses até chegar à instituição. Depois de contratada, o período da obra varia de 12 a 18 meses.

Em Minas Gerais, a primeira obra para faixa de zero a três salários mínimos deve ser inaugurada nos próximos meses, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Já a capital mineira tem problemas para a execução do programa, devido à falta de terrenos.

Critérios
Prioridade. O governo definiu que as famílias que moram em áreas de risco ou que possuem mulheres chefes de família têm prioridade para participar do programa, na faixa de renda até R$ 1.395.


Programa alavanca resultados
As construtoras também comemoram os impactos do programa Minha Casa, Minha Vida. A MRV registrou no primeiro trimestre deste ano o melhor resultado de sua história, com vendas na ordem de R$732,7 milhões (6.974 unidades), crescimento de 70,4% em relação ao mesmo período de 2009. Segundo a empresa, 80% das vendas são relacionadas com o programa do governo federal.

A Asa Incorporadora registrou crescimento de mais de 360% em vendas no ano passado, com lançamentos que somam mais de R$ 240 milhões, segundo o presidente da empresa, André Sampaio. (ZM)

Participação
Liderança. Em 2009, o Minha Casa, Minha Vida foi responsável por 45,7% do total de novas unidades habitacionais financiadas por todas as entidades integrantes do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).




CEF prevê R$ 60 bilhões para crédito habitacional neste ano
Rio. O volume de financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal deverá ser recorde em 2010, podendo ultrapassar a cifra de R$ 60 bilhões, segundo o superintendente de marketing e comunicação da instituição, Clauir Luiz Santos. No ano passado, o financiamento imobiliário na Caixa totalizou R$ 47 bilhões.

Segundo o superintendente, somente de janeiro a março já foram registrados R$ 17 bilhões em financiamento.

A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos, disse que o feirão da Caixa que será realizado a partir do dia 13 de maio em São Paulo e do dia 20 do mesmo mês no Rio de Janeiro deverá registrar demanda recorde. “Já estamos com aumento da demanda no simulador habitacional muito significativa”, disse ela, que informou que foram registradas 18,8 milhões de simulações de financiamento no site do banco em março, já na expectativa para o do feirão, que será o sexto a ser realizado pela instituição. “Isso demonstra a dinâmica desse mercado, esperamos muitos novos imóveis destinados à baixa renda”, afirmou.

A Caixa fará no próximo dia 28 de abril uma entrevista coletiva para fornecer detalhes sobre o feirão de maio.

Maria Fernanda comentou também aumentos que estão sendo registrados em materiais de construção. Segundo ela, “há uma sazonalidade” nesses itens. “Até o momento não estamos verificando nada que tenha impacto significativo no preço final das unidades”, afirmou.

Publicado em: 20/04/2010(OTempo)

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