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Seguro de imóveis fica mais barato

segunda-feira, 8 de março de 2010

O segmento do seguro habitacional está em festa. Acompanhando a evolução do crédito para a casa própria, o setor prevê crescimento de pelo menos 15% neste ano. E o que é melhor: parte dessa expansão vai ser ocupada pelas empresas de médio e pequeno portes e o beneficiado será o mutuário que, com a concorrência, tende a pagar menos pelo produto. Quem faz essa avaliação é o economista e presidente da Excelsior Seguros, Mucio Novaes, também presidente do Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindiseg)."A grande expansão do crédito leva o segmento junto", explicou. Mas não é só isso.

De acordo com Novaes, a decisão tomada pelo governo no final do ano passado, de obrigar os agentes financeiros a oferecerem uma seguradora independente ao mutuário que vai fazer o financiamento da casa própria, abriu as portas para o setor. Até então, embora o mutuário pudesse bater o pé e exigir fazer o seguro habitacional, que é obrigatório, com outra seguradora que não a do próprio conglomerado, isso raramente acontecia. Agora, a situação é outra. Além de ter de pronto duas opções, o mutuário ainda pode levar uma terceira. O aumento da competitividade, segundo Novaes, não vai beneficiar apenas o setor, mas os próprios adquirentes de imóveis financiados.

Desconhecimento
"No futuro próximo, as taxas cobradas dos mutuários vão baixar", garante. O seguro habitacional na fase de financiamento cobre, além dos danos físicos ao imóvel, a morte do mutuário, o que significa que o imóvel fica sem ônus para os familiares. "Em caso de morte do comprador, o imóvel é quitado pela seguradora", disse Novaes. Essa é também a explicação para o seguro residencial ser mais caro durante o financiamento do imóvel. Já quando se trata do seguro apenas para a cobertura de danos físicos, provocados por incêndio ou desastre natural, o preço fica mais em conta.

Na avaliação de Novaes, para uma casa avaliada em, por exemplo, R$ 100 mil, o custo do seguro habitacional gira em torno de R$ 100 ao ano. "É bem mais barato do que um seguro de carro, mas as pessoas não sabem disso", disse. É o desconhecimento, segundo Novaes, que faz com que essa cobertura - danos físicos ao imóvel já quitado - seja baixa no Brasil. Enquanto nos Estados Unidos mais de 90% das residências são seguradas, no Brasil os imóveis que possuem o seguro residencial não chega a 10%.

Pelos dados do Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste, já no ano passado, o setor obteve crescimento real de 8%, mesmo com o baixo crescimento da economia. A própria Excelsior que, em 2003, faturou R$ 32 milhões, fechou 2009 com R$ 120 milhões de receitas operacionais, um crescimento de 275% em seis anos. Segundo a Caixa Econômica Federal, o empréstimo para a casa própria alcançou, em 2009, R$ 47,05 bilhões. Para este ano o orçamento inicial da Caixa é de R$ 50 bilhões. (CorreioBraziliense)

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