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Presidente do Sinduscon-MG fala sobre o Mercado Imobiliario

sábado, 13 de março de 2010


Alguns dos desafios do novo mandato do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) já estão traçados. A nova diretoria, que tomou posse no mês de setembro, pretende aprovar uma nova lei de uso e o ocupação do solo de Belo Horizonte que priorize a qualidade de vida, sem esquecer do desenvolvimento das cidades.

"Atualmente, as grandes cidades vêm apresentando a necessidade de um planejamento urbano capaz de reduzir o adensamento em diversas regiões.
 Em muitas cidades, o mau planejamento contribui para a diminuição da qualidade de vida e aumento de problemas de locomoção e trânsito", revela o engenheiro civil Luiz Fernando Pires, novo presidente da entidade.

Segundo o profissional, é fundamental que se faça uma revisão das possibilidades de construção em cada região, a fim de que em alguns lugares permita-se construir mais e, em outros mais adensados, se construa menos.

Além disso, como outra meta, a nova diretoria pretende reforçar ainda mais o Sinduscon-MG enquanto entidade representativa do segmento de construção civil e manter os níveis de crescimento.

Nos primeiros 11 meses de 2009, a construção civil mineira gerou 27.038 novas vagas formais, o que significa um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já na região metropolitana de Belo Horizonte, o aumento de novas vagas na construção civil chegou a 12,70%.

Qual é a importância do Sinduscon-MG para o segmento da construção civil e do mercado imobiliário?
A entidade tem um papel institucional muito importante na cobertura no setor da construção, junto com poderes executivos, legislativos e outras entidades de diversas áreas.
Na ocasião anterior à posse, fizemos um completo planejamento de mandato. A intenção é fortalecer ainda mais a entidade e fazer com que o Sinduscon-MG tenha cada vez mais representação. A atuação deve ser mais forte, a fim de atender todas as demandas de que o setor precisa.

Qual será um dos focos da entidade para este próximo mandato?
Nosso grande desafio será a aprovação de uma nova lei de uso e o ocupação do solo de Belo Horizonte. Atualmente, de forma geral, as grandes cidades vêm apresentando a necessidade de um planejamento urbano capaz de reduzir o adensamento em diversas regiões. Em muitas cidades, o mau planejamento contribui para a diminuição da qualidade de vida. Com maior adensamento, a locomoção e o trânsito podem ficar comprometidos.

O que pode ser feito para diminuir ou solucionar esses problemas?
É fundamental que se faça uma revisão das possibilidades de construção em cada região, a fim de que em alguns lugares permita-se construir mais e, em outros mais adensados, se construa menos, levando em conta o atual adensamento e possibilidades de crescimento de cada região.

Como a intenção de lei de uso e ocupação do solo é disciplinar a cidade, é preciso ficar atento para que se faça uma modificação tendo um olhar para o futuro. É preciso pensar no desenvolvimento para serem feitos os ajustes necessários.

As regras não podem ser mudadas de uma hora para outra, a fim de que os investimentos não fiquem prejudicados. É preciso chegar a um entendimento a fim de priorizar a qualidade de vida e garantir o desenvolvimento.

Quais as áreas de maior adensamento na capital?
Em Belo Horizonte, bairros entre limites da avenida do Contorno são permitidos maiores adensando-as, assim como o bairro Buritis. Isso explica a grande quantidade de construções nesses locais.

Como o senhor pode avaliar o adensamento do bairro Vila da Serra, vetor de crescimento da região Centro-Sul da capital?
O plano diretor de Nova Lima era antigo e estava mais atrasado - e por isso precisou de uma revisão e adequação do plano diretor. O problema da região é que ela cresceu demais sem que crescesse as vias de escoamento. Nesse caso, é preciso encontrar uma solução que preserve a qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade, facilitando o escoamento dos moradores.

Como o senhor pode avaliar o atual déficit habitacional e as medidas do governo para diminui-lo?
Como sabemos, o déficit habitacional é maior para as rendas menores. Assim, as medidas do governo federal como, por exemplo, o programa Minha Casa Minha Vida, estão contribuindo bastante para essa faixa de renda. O déficit brasileiro atual chega a 10 milhões de moradias.

Acredito que desde o início do programa, há cerca de um ano, o problema de 1 milhão de residências já foi solucionado em todo o país. Vale lembrar que o Estado de Minas Gerais vem acompanhando o desenvolvimento do programa no Brasil.

É normal que problemas fossem aparecendo desde o início do programa, mas aos poucos os gargalos foram sendo resolvidos. Este é um programa muito bem resolvido.

Como o Sinduscon-MG pode contribuir para a diminuição do déficit?Buscamos sempre a manutenção do programas populares de habitação. Acredito que seria interessante criar uma verba permanente para o setor da construção, por meio de uma emenda constitucional. Assim, as classes mais baixas teriam subsídios para financiamento. Se o governo conseguisse disponibilizar esse tipo de verba, o problema do déficit poderia ser rapidamente solucionado.

E a diminuição do déficit irá contribuir para a diminuição de aglomerados nas cidades. Muitas famílias de baixa renda poderiam ter acesso a moradias dignas e não morar em áreas de risco sem condições mínimas de saneamento básico.

Quais as perspectivas para o setor da construção neste ano?
Espero que 2010 continue apresentando o crescimento do ano passado. A perspectiva é de um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, dando continuidade ao momento positivo da construção civil.
(CadernoHabitar-JornalPampulha/OTempo)

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